Forum Cidade

Forum Cidade

Partido Socialista
António Costa

Definição e Objectivos
Empenhada na promoção da participação dos seus militantes e dos cidadãos em geral na vida e no futuro da cidade de Lisboa, a Comissão Política Concelhia de Lisboa (CPCL) do Partido Socialista decidiu criar e institucionalizar de forma permanente um espaço de debate político e social: o Forum Cidade. Contribuir para a construção, em termos programáticos, de uma alternativa de governo para a cidade de Lisboa e alargar a base de participação dos cidadãos na reflexão sobre a gestão da cidade, propondo iniciativas a desenvolver pelos autarcas socialistas numa lógica territorial adequada ao tecido social e urbano em análise são os dois grandes objectivos que o Forum Cidade se propõe prosseguir. O Forum Cidade será uma estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa, que deverá envolver militantes do PS e cidadãos independentes no compromisso de reflectir conjuntamente sobre as potencialidades e os problemas de Lisboa, tendo em vista a procura e a formulação de propostas que visem o desenvolvimento sustentável da cidade, a busca de soluções para questões inadiáveis ou até a tomada de posição em matérias que considere relevantes.
Forum Conclusões Conclusões dos grupos de trabalho do Forum Cidade apresentadas em Lisboa no dia 2005/05/03:
(documentos em pdf)

Conclusões (694 KB)
Qualidade Vida/Ambiente (296 KB)
Escola e Comunidade (177 KB)
Política Urbana (234 KB)
Desporto (241 KB)
Espaço Público (152 KB)
Segurança Rodoviária (258 KB)
Modelo Económico (480 KB)

Forum Conclusões
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Estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa
domingo, fevereiro 29, 2004
 
Agenda





Participarão no Blog:

Feira - Carlos Manuel Castro
Feira - Fernando Curto
Feira - Luís Novaes Tito
Feira - Ana Sara Brito
Feira - Manuel Brito
2/29/2004 11:32:00 da tarde . - . Página inicial . - .



sexta-feira, fevereiro 27, 2004
 
Cartaz Prometeu
2/27/2004 08:01:00 da tarde . - . Página inicial . - .




 
Casas Lisboa

Assembleia Municipal de Lisboa
17 de Fevereiro de 2004

Sr. Presidente da Assembleia Municipal
Sr. Presidente da Câmara
Sras. e Srs. Vereadores
Sras. e Srs. Deputados

Este debate municipal fica irremediavelmente marcado pela entrevista que o Sr. Presidente da Câmara concedeu no passado fim–de–semana ao semanário Expresso.
O país em geral e os lisboetas em particular ficaram a saber aquilo a que o PS/Lisboa já vinha denunciando há mais de um ano:
- Lisboa está sem Presidente da Câmara a tempo inteiro, Lisboa tem um candidato a candidato em "full time".
Aliás só assim se pode entender o governo, ou dizendo melhor o desgoverno, com que a cidade tem vindo a ser gerida: de trapalhada em trapalhada, como atestam os casos do Parque Mayer, do Casino, das permutas de terreno da Feira Popular, da transferência desta última para Monsanto e por fim a enorme trapalhada que tem sido esta autêntica novela à volta da construção do Túnel do Marquês mais o seu projecto – que afinal já não é o mesmo que se enviou ao Tribunal de Contas.
Lisboa está a ser gerida por cartazes, "outdoors", que têm como finalidade principal transmitir (aos mais incautos) a sensação de muita obra e, naturalmente dar do Presidente da Câmara uma imagem de grande dinamismo que, na verdade, não corresponde ao que se passa e que já está a desapontar muitos cidadãos de Lisboa. Infelizmente para a cidade…
Sr. Presidente da Câmara,
Resulta claro das suas declarações ao semanário Expresso a sua enorme vontade em ser candidato a Presidente da República. Não contesto a legitimidade desta sua pretensão. Em certo sentido, ela é mesmo justa, uma vez que V.Exª, tem sido de facto, o braço direito do Sr. Primeiro–Ministro, o "bombeiro de serviço" da coligação no poder, enfim o verdadeiro porta-voz deste governo.
V.Exª percorre o país inteiro, de lés a lés, defendendo as políticas económicas do governo, justificando os despedimentos e os salários em atraso, o aumento da criminalidade e a diminuição das políticas sociais, tem feito isto tudo com esforço e até com algum impacto mediático, naturalmente porque julgava que esta disponibilidade lhe seria compensada com um apoio unânime da direcção do seu Partido na candidatura presidencial e eis que, subitamente, se vê confrontado com a forte possibilidade de ser "traído" em cima da meta e esse apoio poder vir a ser transferido para o Prof. Cavaco e Silva.
Sr. Presidente, nada mais injusto, até percebo que, passe a expressão, "parta a loiça" toda, mas vai-nos desculpar pela pergunta:
O que é que Lisboa tem a ver com isso? Então o governo da cidade? Onde estão as suas promessas e compromissos eleitorais? As soluções para o trânsito, para os mais desfavorecidos, as políticas sociais, o combate à criminalidade, enfim, tudo aquilo que prometeu?
Se está a ser traído pelas cúpulas do seu Partido, pela própria direcção do PP, que pela voz do seu líder nas televisões o desautorizou recentemente ao declarar serem extemporâneas as suas palavras, é natural que se sinta incomodado, mas não deve, mais uma vez sacrificar os interesses da cidade aos seus interesses pessoais.
Já ninguém de bom senso acredita que V.EXª se queira assumir como o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Cada vez mais as pessoas se apercebem que tudo aquilo que aqui faz, ou não faz, tem apenas na mira promover a sua imagem de candidato presidencial e não resolver de uma forma coerente e ordenada os problemas da cidade. Só assim se compreendem as incoerências das diversas soluções que pretende implementar em Lisboa. Casino em bolandas, Feira Popular também em bolandas, permutas para a frente e para trás, bombas de gasolina no Alto da Faia, moradores da Vila Ferro por realojar, enfim Lisboa está sem rumo. Não há pensamento estratégico.
Não lhe resta muito mais tempo. A cidade agradece-lhe uma clarificação. Lisboa não aguenta muito mais continuar como está, isto é: a ser gerida casuisticamente, sem rumo definido e com soluções que visam apenas proporcionar-lhe mais uns minutos de fama e projecção na comunicação social, em particular na televisão, ou mais uns quaisquer "outdoors".
Esta clarificação ou passa por um novo compromisso com a cidade – e aí terá de renunciar ao cargo que de facto tem exercido de porta voz governamental – ou passa pela decisão de concorrer a Presidente da República. Terá é de fazer esta clarificação até ao final deste Verão. A bem de Lisboa.
Se usa como referência o Dr. Jorge Sampaio, como pudemos constatar em declarações suas à imprensa, fique a saber que no mínimo deve proceder como o Presidente da República agiu: demitir-se antes das eleições.
A partir do momento em que assumir que é candidato deve indicar aos Lisboetas quem será o seu sucessor à Câmara de Lisboa, tal como o fez o Presidente Sampaio, e deve aproveitar o pouco tempo que lhe resta como Presidente da Câmara para fazer alguma coisa de consistente pela cidade de Lisboa tais como:
- tomar medidas para melhorar a mobilidade na cidade;
- melhorar o estacionamento para os residentes de Lisboa;
- proteger os cidadãos do aumento da criminalidade;
- combater a degradação do espaço público;
- repor as políticas sociais que interrompeu;
- promover habitação para jovens no centro da cidade;
- criar condições para o acompanhamento e tratamento dos toxicodependentes:
- a bem da saúde pública e da segurança das pessoas implementar salas de injecção assistida, vulgo salas de chuto;
- criar centros de acolhimento para as vítimas da violência doméstica;
- ordenar urgentemente a elaboração de um estudo de impacto ambiental sobre o Túnel das Amoreiras;
Todos nós lhe agradeceremos.
Miguel Coelho
2/27/2004 01:55:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, fevereiro 26, 2004
 
Lisboa-Túnel

Moção
pela existência de um estudo de impacto ambiental para o túnel das Amoreiras


Considerando que as obras de construção do Túnel das Amoreiras se continuam a desenvolver sem que esta Assembleia Municipal tenha acesso às peças que compõem o respectivo processo.
Considerando que já ninguém tem dúvidas de que o projecto em execução não corresponde ao projecto inicial que obteve o visto do Tribunal de Contas, o que leva a concluir que aquele Tribunal virá a solicitar informações complementares.
Considerando que é absolutamente incompreensível que a Câmara Municipal de Lisboa tenha iniciado esta obra, com os impactos que todos sabemos que ela comporta, sem ter procedido à elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental.
Nestes termos, os eleitos do PS na Assembleia Municipal de Lisboa, propõem que a Assembleia Municipal hoje reunida delibere:
1. Solicitar à Câmara Municipal de Lisboa que, com a máxima urgência, ordene a elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental para a obra do Túnel das Amoreiras;
2. Solicitar, uma vez mais, à Câmara Municipal, que sejam enviadas a esta Assembleia o Anteprojecto inicial, com todos os seus documentos, e o Projecto actualmente em curso, para que a AML possa fiscalizar as alterações introduzidas;
3. Solicitar à Câmara Municipal de Lisboa o envio, urgente, do Contrato celebrado e visado pelo Tribunal de Contas;
4. Publicar esta moção em dois jornais diários.
Lisboa, 17 de Fevereiro de 2004
P.S.- Moção aprovada por maioria, com o voto contra do PPD/PSD, CDS/PP e PPM, no ponto 1 e com a abstenção nos outros pontos dos mesmos Partidos.
2/26/2004 02:14:00 da manhã . - . Página inicial . - .



quarta-feira, fevereiro 25, 2004
 
Areeiro (Imagem do Blog Lisboa a Arder)

Saddam no Areeiro?

Santana Lopes gosta de surpreender-nos – e não apenas com a sua fixação freudiana no palácio de Belém (que, por aquilo que se tem visto nos últimos dias, corre o risco de converter-se em doença fatal). Num dos seus irreprimíveis gestos repentistas, decidiu há poucos meses substituir o actual e horrendo monumento a Sá Carneiro na praça do Areeiro por uma estátua em corpo inteiro do falecido político. Pormenor suplementar: a obra seria realizada pelo mesmo autor do monumento existente. Santana explicou então que essa era a “opção mais natural, adequada e bonita”...
Num texto que por essa altura escrevi para este blogue, previ que o actual (até quando?) presidente da Câmara nos prometia um “pesadelo de quatro metros de altura, retratando Sá Carneiro naquele estilo ‘naturalista’ mastodôntico que ficou consagrado nos países totalitários e terceiro-mundistas. Uma espécie de estátua de Saddam antes do derrube pelos invasores americanos”.
Vendo agora no “Público” uma fotografia do projecto da estátua, receio que a minha previsão tenha sido, apesar de tudo, razoavelmente moderada e optimista. Afinal, a estátua vai ter não quatro metros de altura mas cinco, e o previsível horror “kitsch” do novo mamarracho mostra-se acentuado em alguns pormenores de proporção (os sapatos enormes que saem das calças como umas botas de montar) e no facto de Sá Carneiro segurar, na mão esquerda, um par de óculos!
Ainda segundo o “Público”, a maqueta da estátua foi aprovada pessoalmente por Santana Lopes e pelo primeiro-ministro Durão Barroso (não se sabe a que título, mas era assim que se passava nos tais países do terceiro-mundo ou nos regimes totalitários). Além disso, os ilustres responsáveis pela aprovação não teriam deixado de fazer sugestões ao autor da estátua que, num projecto anterior, pensara “colocar Sá Carneiro de braço estendido, em jeito de saudação”. Ora, de acordo com as declarações do escultor Soares Branco ao “Público”, Santana e Durão “acharam que era um gesto muito maoista”. Seria decerto um fantasma incómodo para o actual primeiro-ministro e antigo combatente da “linha vermelha” do MRPP.
Teremos assim um Sá Carneiro de pés enormes e óculos na mão, de ombros mais largos do que o original e vestido com um fato de abas menos generosas do que era moda na época, segundo esclarece ainda o alfaiate, perdão, o escultor, Soares Branco. Tira-se um mamarracho do Areeiro e vai colocar-se outro, pelos vistos ainda mais ridículo e medonho, um insulto de analfabetismo parolo a qualquer conceito de estatuária contemporânea numa capital europeia. Sá Carneiro não merece tal ofensa. E Lisboa também não. Mas se “o estilo é o homem”, este estilo de intervenção urbana diz-nos muito sobre os critérios estéticos – e também políticos – do primeiro-ministro e do presidente da Câmara de Lisboa.
Vicente Jorge Silva
2/25/2004 01:31:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, fevereiro 23, 2004
 
José Afonso

Zeca Afonso


Amigo, Maior que o pensamento / Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem / Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras / Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira / Trá-lo contigo também

Aqueles,
Aqueles que ficaram / (Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram / Traz outro amigo também
2/23/2004 10:22:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Candeeiros Lisboa

Sobre o Fórum Cidade

A CPCL do PS lançou um desafio a todos os seus militantes que não nos deve deixar indiferentes por isso costumo consultar o blog do Fórum Cidade e tenho lido com muito agrado alguns artigos de militantes que desde já felicito porque o debate de ideias é importante e mobilizador para se construir um futuro melhor na cidade de Lisboa, especialmente pela melhoria da qualidade de vida que deverá ser o principal objectivo dos candidatos do PS à Câmara de Lisboa. Foi com muito agrado que li o texto de Manuel Portugal Lage, de terça-feira, 10 de Fevereiro.
Começou muito bem por ilustrar o artigo com a imagem de um prédio antigo restaurado, há uns anos, situado na calçada da Ajuda, em cuja freguesia existem dezenas de prédios antigos a necessitar de obras de restauro e muitos deles ameaçam ruir, mas, além desse pormenor o seu texto está recheado de ideias e sugestões que deviam ser implementadas!
Felicito, pois o autor por ter tido a coragem de apresentar um recheado programa que diz ele “… o PS deverá anunciar e cumprir quando governar a cidade de Lisboa…” complementado pela tomada de medidas governativas relativas por exemplo às taxas de juro bonificado para os jovens. De facto no meu entender o regresso ao crédito bonificado para jovens que ofereçam garantias de poder assumir certos compromissos financeiros não só contribui para estimular as poupanças como também animar o mercado imobiliário. Nos países da Europa Central as famílias têm apoios financeiros a juros bonificados, para aquisição de habitação e outros bens considerados de primeira necessidade, mas entre nós não é assim! As facilidades existem para os ricos mas aos que vivem do seu trabalho exigem-se cada vez mais sacrifícios! O Governo gasta muito e mal, em obras de fachada e outras como por exemplo “serviços de saúde pagos a elevados custos, em clínicas privadas” e vencimentos a administradores hospitalares acima dos que são pagos nos países mais ricos! Cada vez se agravam mais as injustiças salariais! Nós dizemos não a esta gestão hospitalar! É preciso explicar aos cidadãos que o PS tem outro projecto segundo o qual os mais desfavorecidos terão do Estado a protecção social de que carecem, mas com o combate simultâneo à fraude.
A mentalidade dos políticos e dos cidadãos tem que mudar, mas terá que ser o Governo a estimular essa mudança!
O Fórum Cidade pode e deve contribuir para efectivar essa mudança, porque permite que todos possam dar um contributo válido expondo ideias inovadoras e apontando erros graves deste governo que estão a afectar a saúde dos portugueses penalizando aqueles que têm menos defesas!
Eu sou das pessoas que pensam que os políticos devem cumprir as promessas que fazem por ocasião das campanhas que os elegem, mas infelizmente eles depressa esquecem as mais importantes, agarrando-se muitas vezes aquelas que menos contribuem para a qualidade de vida de quem os elege. Já poucas pessoas têm dúvidas sobre o facto do túnel das Amoreiras não melhorar o tráfego dentro da cidade de Lisboa mas irão gastar-se muitos milhões de euros naquela obra que agravará os impactes ambientais numa zona em que no sub-solo correm águas subterrâneas e onde existe já uma obra de engenharia (o Metro) que fragiliza a estabilidade dos solos especialmente no percurso debaixo da Av. Fontes Pereira de Melo e proximidades. Infelizmente a vaidade sobrepõe-se muitas vezes à razão e à ciência. Mas não deverá continuar a ser assim, é o que espero dos políticos do PS!
Fátima Dias
2/23/2004 03:28:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, fevereiro 22, 2004
 
Agenda





Participarão no Blog:

Feira - Fátima Dias
Feira - Vicente Jorge Silva
Feira - Moção: Túnel das Amoreiras
Feira - Intervenção na Assembleia Municipal
2/22/2004 09:52:00 da tarde . - . Página inicial . - .



sexta-feira, fevereiro 20, 2004
 
Lisboa-Eléctricos

Lisboa, Cidade de Comércio

Lisboa tem assistido, nos últimos anos, a um desaparecimento contínuo de pontos de venda a retalho. As razões são várias: primeiro, a emergência de dormitórios em torno da cidade, com a consequente ‘periferização’ das habitações, tem gerado uma diminuição da procura local; segundo, a ‘densificação’ dos fluxos pendulares, periferia-centro, tem remetido os principais centros de consumo para localizações intermédias ao longo desses eixos; e, finalmente, a diminuição da frequência de compra (em particular nos produtos alimentares) tem vindo a retirar ao pequeno comércio uma das suas vantagens naturais, ou seja, fazer da proximidade a garantia de compra frequente adequada aos padrões de consumo diários ou, nalguns casos, semanais.
Estes três aspectos têm conduzido ao empobrecimento do comércio a retalho independente da cidade de Lisboa, quer por falta da atractividade do mercado, quer pela ausência de renovação geracional dos empreendedores (os comerciantes).
A substituição contínua de pontos de venda a retalho por outros serviços (banca, seguros, restaurantes, cafetarias, entre outros) tem sido uma constante. Aliás, a pouca atractividade do comércio a retalho, como negócio, tem-se traduzido na migração, mais ou menos caótica, de espaços comerciais para outras actividades, com consequências nefastas para as próprias comunidades locais, que vêm os ‘seus’ espaços invadidos por aqueles que chegam às 9 e saem às 5, deixando Lisboa deserta durante metade do dia.
Apoiar o comércio a retalho deve ser uma das prioridades da gestão municipal para garantir que a identidade e a vocação de Lisboa, enquanto grande centro comercial urbano da área metropolitana, não se perde. Para que Lisboa, a que nós conhecemos, continue a ser um espaço comunitário, que acolhe, que partilha, que tem tráfego (de pessoas) e que nos dá, a nós mesmos, parte da nossa própria identidade: somos lisboetas.
A ‘periferização’ da vida comercial é também sinónima, quantas vezes, de ‘periferização’ cultural, de menor qualidade de vida e de desenraizamento comunitário. Os lisboetas, os alfacinhas, são-no (somos) porque se reconhecem na vivência dos seus ‘espaços’, onde o comércio tem um papel importante.
De Santana Lopes conhecemos o seu gosto por ‘rodar’ cargos políticos; também sabemos que não gosta de ser Presidente da Câmara de Lisboa; e que, nas horas vagas, vai pensando sobre a localização do Casino. De políticas concretas para o desenvolvimento do comércio em Lisboa não sabemos o que pensa. Devemos mesmo perguntar: terá alguma vez pensado nisso?
Já lá vai metade do mandato. Entre o ‘Casino’ e o ‘Túnel’, entre a publicidade enganosa e a oposição à oposição, esta maioria na vereação vai deixando para quem vier depois os problemas de Lisboa. É caso para dizer: caro Sr. Presidente da Câmara, como sempre, cá estaremos nós, em 2006, para fazer política ao serviço dos lisboetas. Que passem depressa os próximos dois anos.
Eurico Brilhante Dias
2/20/2004 01:55:00 da manhã . - . Página inicial . - .



quinta-feira, fevereiro 19, 2004
 
Lisboa-Monsanto

Monsanto
Ou como a ignorância arrogante nos pode mutilar


Por estes dias dá a impressão que o Parque Florestal de Monsanto é o Caixote do Lixo da Cidade de Lisboa, para onde se varre tudo o estorva “chorudos” negócios imobiliários.
Não importa que as "transferências" sonoramente anunciadas pela Presidência da Câmara, antes ainda de qualquer discussão em reunião de Câmara, sejam ilegais à luz do disposto no P.D.M., ao que parece a violação do princípio da legalidade deixou de ter gravidade e a ser compatível com vigência de uma democracia e com o Estado de Direito.
Nunca fora visto tamanho desrespeito pelo significado simbólico e físico pelo pulmão de Lisboa. Para quem não saiba; e a Presidência da Câmara parece não saber um Parque florestal não é um mero cenário onde podemos brincar à criação uma qualquer “Disneylândia Pimba”. Um Parque Florestal é um ecossistema complexo e frágil que tem importantes funções climáticas, hídricas, ao nível da circulação e renovação do ar da cidade e dando um contributo inestimável em termos de promoção da biodiversidade, não podendo estar sujeito a ocupações tão densas como as previstas para um Parque de Diversões ou para um evento como o Open do Estoril.
Se em vez de se procurarem “libertar” espaços que possam ser impermeabilizados com “belos” exemplares de betão armado existisse real preocupação com a qualidade de vida dos cidadãos de Lisboa, procurar-se-ia densificar o número de espaços verdes primários e secundários, para que os poucos que existem não estivessem sujeitos a uma pressão humana tal que acaba por contribuir para a sua degradação (vejam-se os casos dos espaços verdes projectados na área central da Zona de Intervenção da Expo). Ao contrário procura-se destruir os poucos elementos consolidados de qualidade ambiental existentes.
Nas relações entre pessoas quando procuramos durante demasiado tempo satisfazer as nossas necessidades à custa das necessidades de outrem o conflito, por vezes violento, torna-se inevitável, as relações entre a humanidade e o ambiente Natural desenvolvem-se igualmente segundo o princípio da reciprocidade.
É imprescindível impedir, por todos os meios admissíveis, esta tentativa de assassinar Monsanto. Chega! Já consentimos demasiadas mutilações da Cidade.
Acácio Pires
2/19/2004 03:04:00 da manhã . - . Página inicial . - .



quarta-feira, fevereiro 18, 2004
 
Lisboa-Rio

Um exemplo da gestão "santanista":
O Plano de Urbanização do Vale de Chelas e a 1.ª Circular


O Plano de Urbanização do Vale de Chelas é um exemplo flagrante que configura a imagem de marca da gestão santanista da Câmara Municipal de Lisboa - uma gestão preocupada com o "show off" de meia dúzia de grandes bandeiras e que descura completamente a gestão da cidade nomeadamente ao nível do trânsito.
Concebido como um projecto estruturante para a cidade de Lisboa que irá implicar uma importante reconversão urbanística na zona das Freguesias do Beato e de S. João, com implicações na Freguesia do Alto do Pina, encontra-se desde a eleição de Pedro Santana Lopes em estado comatoso.
Desde logo, a construção do eixo que liga a Rotunda das Olaias à Praça Paiva Couceiro, via que permitirá concluir a denominada 1.ª Circular e de importância fundamental para a mobilidade em Lisboa, tem batido todos os recordes de atraso.
Desde Dezembro de 2001 pouco ou nada avançou em relação ao que já estava construído.
O Eng. Carmona Rodrigues, actual Ministro das Obras Públicas, ex-Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e putativo candidato a Presidente da CML anunciou, em plena Assembleia Municipal, a conclusão da ligação da Rotunda das Olaias à Praça Paiva Couceiro para Março de 2003.
Passado um ano tudo se encontra na mesma !
O que em Março de 2003 já seria um atraso passa agora a ser um escândalo.
Com uma agravante, a construção na Av. Afonso III do novo edifício sede da Junta de S. João tem também as suas obras à espera não se sabe bem do quê – uma vez que o projecto para a sua execução foi elaborado ainda no anterior mandato da CML e da Junta.
E naturalmente, dados os serviços que presta à população, só com uma nova sede construída a actual poderá ser demolida e a 1.ª Circular poderá ser concluída (uma vez que o traçado da via passará pelo local da actual sede).
Mas o atraso na conclusão desta importante via não é o único aspecto em causa. A reconversão urbanística de toda a área abrangida é essencial e não pode esperar pelos avanços e recuos políticos dos putativos candidatos.
Daí que qualquer que seja o motivo do atraso não pode ter justificação politicamente admissível passado mais de meio mandato da CML. Até porque quando foi prometida a conclusão da obra para Março de 2003 naturalmente que a CML tinha um ponto de situação actualizado sobre o andamento da empreitada.
Por isso, deve exigir - se à CML:
- A urgente conclusão da 1.ª Circular;
- Uma informação actualizada sobre o andamento previsto para o Plano de Urbanização do Vale de Chelas; e,
- O início imediato dos trabalhos de construção da nova sede da Junta de S. João (essenciais à conclusão da 1.ª Circular).

Rui Paulo Figueiredo
2/18/2004 01:33:00 da manhã . - . Página inicial . - .



terça-feira, fevereiro 17, 2004
 
Marques Pombal - Lisboa

Lisboa, o motor da nossa área metropolitana

A cidade de Lisboa é, naturalmente, o coração da Área Metropolitana de Lisboa na qual desempenha e terá que continuar a desempenhar o papel de motor do desenvolvimento sustentável desta Região.
Esta situação exige que sejam elaboradas propostas para Lisboa que tenham em conta esta realidade, não sendo possível, nem desejável, que esqueçamos as políticas de âmbito metropolitano, sempre que queremos apresentar propostas para a nossa cidade.
Por essa razão, aplaudimos os investimentos realizados, durante os Governos do PS, na melhoria das infra-estruturas de transporte que criaram condições para uma fixação de empresas e serviços, a par de grandes centros comerciais, nos concelhos periféricos de Lisboa. Esta tendência, manifestamente positiva, contribuirá para reduzir a polarização da cidade de Lisboa, na Área Metropolitana, e, simultaneamente proporcionará a existência de novas centralidades metropolitanas, induzindo novas dinâmicas territoriais.
Contudo, defendemos que os políticos devem ter a preocupação de transmitir as mensagens mais correctas, sob o ponto de vista de um desenvolvimento sustentável.
Por esta razão, as políticas que defendemos para Lisboa têm que ser coerentes, e não podem transmitir mensagens contraditórias para os cidadãos, sob pena de lançarem a confusão sobre quais são os comportamentos mais correctos que devem ter.
Assim, defendemos que o PS deve começar a discutir as suas opções quanto à primazia que deve ser dada aos Transportes Públicos, por oposição, a esta Gestão Camarária que Desgoverna Lisboa, que não consegue apresentar uma linha de coerência para as suas opções, porque tanto diz apoiar os transportes públicos, como tem como exclusiva preocupação construir o Túnel das Amoreiras, cuja única vantagem será fazer chegar mais rapidamente os veículos às filas dentro da cidade. Na verdade, temos que começar a construir uma alternativa que aposte decididamente na primazia dos transportes públicos, em detrimento do automóvel privado, mas uma política desse teor tem que se basear na excelência desses transportes, no alargamento dos corredores BUS que permitirá melhorar a velocidade, no alargamento dos condicionamentos do acesso dos veículos particulares a determinadas zonas da cidade, no enorme aumento do número de lugares de estacionamento em interfaces fora da cidade, mas para que isso seja susceptível de mobilizar os cidadãos temos que garantir que passarão a ter à sua disposição transportes públicos, em Lisboa, que não terminam às 21.30 horas, e temos que ser capazes de apresentar uma política que coordene os diversos operadores de transportes, fazendo com que se complementem, em vez de continuarem a concorrer entre si.
Tenho a convicção que se formos capazes de implementar estas políticas, a qualidade de vida em Lisboa melhorará, e todos aqueles que amam Lisboa, agradecerão, mas, acima de tudo estaremos a criar melhores condições para as gerações do futuro.
António Dias Baptista
2/17/2004 02:38:00 da tarde . - . Página inicial . - .



segunda-feira, fevereiro 16, 2004
 
Marques Pombal - Lisboa

A cidade esquecida

A lógica populista faz o seu caminho. Mais do que pensar na cidade e nos cidadãos, há quem cuide sobretudo das ambições individuais. Confunde-se a função e o efeito. A função perde-se, enquanto fica a aparência do gesto. Onde está uma ideia para a cidade? E o problema não é apenas da Câmara Municipal, mas também do governo da República. Lisboa como metrópole europeia precisa de projectos de futuro. É fundamental abrir novos horizontes. Os perigos do actual estado de coisas são evidentes, porque a lógica populista não resolve os problemas das pessoas, mas engana e conquista favores. A cidade das pessoas está esquecida, do mesmo modo que a região metropolitana, de que Lisboa é cabeça. Enumerem-se dez questões sensíveis: (i) a dinamização do centro da cidade e o seu repovoamento - através de uma política urbanística e de habitação orientada para as novas gerações; (ii) a criação de um sistema integrado de circulação de transportes (já que não se entende em que sistema se insere o túnel do Marquês); (iii) a salvaguarda ambiental da cidade, num diálogo efectivo entre a tradição dos pátios e quintais, dos jardins e passeios públicos e a modernidade dos novos bairros e espaços; (iv) a qualificação da cidade cultural; (v) a criação de factores de atracção turística, em especial no tocante à realização de grandes eventos internacionais; (vi) o acompanhamento pro-activo da “movida” ribeirinha, de modo a que haja renovação de motivos para a mobilização de públicos diversificados; (vii) o reforço dos dispositivos eficazes de segurança e de saúde pública; (viii) o aperfeiçoamento do sistema de transportes públicos; (ix) a maior e melhor acessibilidade aos principais pontos de atracção patrimonial; (x) a mobilização da arquitectura portuguesa e dos meios académicos na renovação e requalificação da cidade. Precisamos do envolvimento da sociedade civil. A democracia moderna apenas poderá contrariar o populismo e o mercantilismo através da afirmação de causas de dimensão humana. Os dez pontos são exemplificativos. São os mais urgentes. Devem suscitar um debate franco e aberto e permitir que haja sugestões positivas. Não podemos continuar de braços cruzados, indiferentes à ausência de visão de futuro, à falta de ideias e de projectos. Entre a maledicência e a falta de ideias não escolhemos. Recusamos cair nesse dilema que levará à destruição da cidade. Enquanto o Presidente da Câmara Municipal se esquece da cidade, porque está preocupado em ser chefe do seu partido e em criar uma nova força populista, precisamos de recusar a politiquice, em nome da cidadania. E o melhor modo de o fazer é apelar aos cidadãos de todas as forças políticas para que debatam a cidade e o seu futuro. Temos de seguir o bom exemplo de Sebastião José – enterrar os mortos, mas sobretudo cuidar dos vivos!
Guilherme d’Oliveira Martins
2/16/2004 01:29:00 da manhã . - . Página inicial . - .



sábado, fevereiro 14, 2004
 
Agenda





Participarão no Blog:

Feira - Guilherme d'Oliveira Martins
Feira - António Dias Baptista
Feira - Rui Paulo Figueiredo
Feira - Acácio Pires
Feira - Eurico Dias
2/14/2004 07:07:00 da tarde . - . Página inicial . - .



sexta-feira, fevereiro 13, 2004
 
Lisboa-Castelo

Mais que ideias,
meras interrogações!


Ao regressar de viagem ao estrangeiro, sobrevoei, recentemente, a chamada Linha do Estoril. Por ser noite pude constatar uma realidade que, apesar de conhecida (ou talvez por isso mesmo!) se me apresentou surpreendente! A malha urbana, tornada bem perceptível pela iluminação, alastrou, de forma perfeitamente uniforme e contínua, qual imensa mancha de óleo, a toda a vasta área que vai do Guincho a Lisboa, com enorme latitude, tanto para norte como para a margem sul.
Além da impressão estética - o espectáculo que esta visão nocturna proporciona é deslumbrante! - uma dúvida se me colocou desde logo: - hoje em dia, onde começa e acaba Lisboa?
É sabido que o crescimento exponencial das cidades é um fenómeno dos nossos dias à escala planetária (mais de metade da população mundial vive actualmente em grandes metrópoles) e Lisboa não será certamente excepção. A questão estará, pois, em saber como fazer a gestão desse inevitável crescimento. Que modelo de desenvolvimento (urbano/económico) para Lisboa?
Vale a pena reter dois ou três indicadores:
a) entre 1960 e 1980 a população da cidade era de 800.000 habitantes. Em 2001 (últimos dados INE) era de 564.657 (menos que em 1930 – 591.939)!
b) De 1991 a 2001 Lisboa perdeu 98.737 habitantes (passou de 663.394 a 564.657). A chamada Grande Lisboa ganhou 56.407 ( de 1.836.484 passou a 1.892.891).
c) Os idosos (mais de 65 anos) são uma percentagem cada vez maior em Lisboa: de 14,3% em 1981, passaram a 18,8% em 1991 e a 23,6% em 2001!
d) Os jovens (menos de 15 anos) : em 1981 eram 18,9%. Em 1991, 14,2% e em 2001 são 11,6%!
Em conclusão: Lisboa/cidade está a perder população e a expulsar os seus jovens;
Lisboa/região vê o seu parque edificado crescer desordenada e desmesuradamente!
Perante esta realidade não deveríamos antes começar a pensar desde já a Lisboa região? E a questão mais vasta da Regionalização (a nível nacional) não deverá ser suscitada de novo? Quantos desequilíbrios poderiam evitar-se ou corrigir-se! Que desperdício de recursos (multiplicação de equipamentos, desgaste de infra-estruturas e bens, perdas inúteis de horas de trabalho e descanso em percursos de pára/arranca, etc.) não poderia ser evitado?
Entretanto, no quadro do Fórum Cidade, excelente e metodologicamente correcta iniciativa, com objectivos bem definidos, a que os responsáveis da Concelhia meteram ombros, apenas algumas ideias/interrogações, que o espaço não dá para mais:
- Lisboa cidade competitiva: que estratégia informadora? Atlântica, europeia, peninsular, que ligação/cooperação com as capitais dos PALOP?
- As “macro” infra-estruturas, factor da referida competitividade: que aeroporto (fora ou dentro da cidade? Manter o actual? Ota? Ambos?); que TGV (e com que estação terminal e onde?); que porto (prioridade ao lazer ou ao transporte?); terceira ponte sobre o Tejo? Ou Túnel?
- As “grandes” infra-estruturas, de que ainda carecemos: viárias (o prolongamento do Eixo N/S com nó da Padre Cruz e ligação à CRIL, desnivelamento da linha de comboio até Algés? Ou ligações superiores à Av. de Brasília)? O Tejo (a vertente portuária, a vertente turística, com os veleiros, marinas e equipamentos associados aos desportos náuticos).
- As “pequenas” infra-estruturas onde verdadeiramente “se ganha a aposta” da qualidade de vida: a escala de cidade (com recuperação, em termos modernos, do conceito de bairro - com o pequeno comércio de proximidade, equipamentos infantis, de saúde, escolares, desporto, apoio aos idosos, etc.; a segurança (esquadras de bairro, privilegiando os espaços de circulação pedonal com secundarização do automóvel).
- Que Turismo? Que cidade oferecemos? Que oferta cultural? Que oferta de lazer (o casino? animação nocturna? E as praias tão próximas e tão distantes de Lisboa!); que mobilidade/transportes? Que bairros históricos (com que edificado e com que acessos?); Lisboa cidade de congressos?
- O edificado degradado/a nova lei das rendas (?); os fogos devolutos; a reabilitação urbana – a qualidade de vida das populações residentes (e não a sua expulsão) em geral muito envelhecidas!
- A sinalização/sinalética da cidade (para segurança dos peões, fluidez do tráfego e melhoria do “visual” da cidade – o mau aspecto de outdoors, cabinas telefónicas, candeeiros, paragens de autocarro, dos tapumes/estaleiros/andaimes de obras)!
- A questão de Monsanto – a pretexto da reanimação/dinamização não estará a atacar-se o grande pulmão da cidade? É a Feira Popular, a seguir o Hipódromo, depois o complexo de campos de ténis…, o que se seguirá?
- A questão do Terreiro do Paço – ministérios dão lugar a hotéis de charme? Quando? E a baixa sofre outro revés? Porque não a coexistência? E o valor simbólico? Deve perder-se? Sem debate?
- Que medidas dirigidas aos idosos? Recuperar a ideia dos passeios que me pareceu um sucesso como combate à solidão, problema tão sério. Os espaços de convívio rareiam, até o Jardim da Estrela está inseguro e degradado!
E que respostas para estas e tantas outras interrogações, perguntarão os leitores? Todos nós e cada um temos, estou certo, algumas. É o tempo de as trazer para a estrutura e o tempo certos: o Fórum Cidade!
Arnaldo João
2/13/2004 01:18:00 da manhã . - . Página inicial . - .



quinta-feira, fevereiro 12, 2004
 
Estação Oriente

A Lisboa dos forasteiros

Na quinzena dos feriados que apanham o Natal e a Passagem do Ano, encontrei uma família de turistas catalães à entrada do Metro, que tinham acabado de sair do Posto de Turismo dos Restauradores.
Já dentro da carruagem, ficaram visivelmente atrapalhados quando descobriram que não existia nenhuma estação de Metro "Sete Rios" como dava a entender o mapa oferecido pelo Turismo. Estavam a decidir sair em Alto dos Moinhos, para depois irem a pé para o hotel na Avenida José Malhoa, uma vez que partiram do princípio que a estação de Metro de Sete Rios não existia.
Expliquei-lhes que a estação de Metro "Sete Rios" se chamava "Jardim Zoológico" e tinha ligação à estação de comboios, essa sim designada por "Sete Rios". Presumo que tenham chegado ao seu destino.
Este episódio ilustra o dia-a-dia de inúmeros forasteiros da Cidade. Não me estou a referir aos residentes fora de Lisboa mas que a ela se deslocam diariamente para trabalhar ou estudar. A Lisboa dos forasteiros, é a Lisboa dos turistas e dos viajantes em negócios, sejam ou não nacionais. Lisboa é uma metrópole onde chegam e donde partem diariamente milhares de estrangeiros, em Turismo ou Negócios, assim como visitantes de todo o país, pelas mais variadas razões - seja para compras, para visita a familiares (na Área Metropolitana vivem 1/4 dos portugueses), por passeio, em trabalho, para resolver questões associadas à Administração Central, de visita a um congresso, um evento desportivo, um concerto ou uma feira.
Neste mesmo grupo incluo os recém-chegados à Capital - todos aqueles que, tal como eu, saíram de outras regiões do país e estrangeiro e vieram viver para Lisboa, onde estão há relativamente pouco tempo.
Este texto pretende dar três sugestões que facilitariam a circulação dos forasteiros por Lisboa:
1. Sinalização para o Automobilista
Para o automobilista forasteiro, quer tenha um mês ou 30 anos de carta, tem que deparar com a inacreditável sinalização da Cidade. A esmagadora maioria aterra na 2ª circular (vindo da A1 ou do Aeroporto, por exemplo) e não tem sinalizações que lhe indiquem como ir para o Marquês/Rossio/Praça do Comércio, ou a um posto de turismo. Consegue descobrir como se vai para um Centro Comercial/Hipermercado, ou para algo como Eixo Norte-Sul (como perceber em que sentido???).
Se o forasteiro tiver a sorte de querer ir para um destino que esteja sinalizado nesta via rápida, como Alvalade, poderia ficar, aparentemente, mais descansado. Mas este alívio é curto: imediatamente a seguir a esse desvio, há uma bifurcação sem qualquer sinalização. Sempre há 50% de hipóteses acertar no seu destino.
Caso acerte, a próxima bifurcação também não tem sinalização. Caso não acerte, só tem que se preocupar em tentar voltar para trás o mais rapidamente possível antes de chegar a Odivelas (se souber que Alvalade e Odivelas não são a mesma coisa).
E nessa altura, seguir a opção correcta para ir desembocar... em mais uma bifurcação sem sinalização.
Tudo isto é particularmente incómodo se o forasteiro tiver a infelicidade de se ter aventurado por Lisboa em hora de ponta.
Tal como em muitas outras cidades portuguesas, a sinalização é completamente insuficiente e, em muitos casos, mesmo errónea. Em Lisboa esta situação é mais grave, tendo em conta o número de forasteiros que se perdem pelas ruas de Lisboa.
Não proponho que em qualquer cruzamento existam placas com sinalização muito significativa, até porque a sua multiplicação pode transformar-se num obstáculo para a circulação dos peões e num agente agressor da paisagem urbana.
Mas é imperioso iniciar uma profunda revisão da sinalética da Cidade, muito especialmente nos acessos às vias rápidas mais importantes e nos pontos-chave da distribuição do tráfego.
Uma melhor sinalização é um investimento com retorno garantido - diminuir o número de veículos perdidos a circular por Lisboa representa menos vias congestionadas, menos combustível gasto, menor poluição e menos horas de trabalho perdidas.
2. Mapas
Mesmo quando não são claros (a família de catalães que encontrei tinha alguma razão), não é difícil encontrar mapas da Cidade de Lisboa, gratuitos ou não, um pouco por todo o lado.
Já quando se pretendem mapas da Área Metropolitana ou mapas que incluam a rede de transportes no seu conjunto (Metro, CP, Carris, Transtejo, Fertagus e outras), isso já é tarefa praticamente impossível, pagando ou não.
Já seria um bom início criar pequenos mapas de bolso com o essencial da rede de transportes, de distribuição generalizada.
Aliás, neste caso, nada como o benchmarketing - basta copiar o que se faz bem em outras metrópoles pelo mundo fora.
3. Línguas
Em Lisboa, praticamente não há outra língua além do português. Para o automobilista, apenas a sinalização em alguns acessos ao Aeroporto está noutra língua. Não se perdia nada em traduzir mais alguns destinos principais para Inglês/Castelhano.
Nos transportes públicos, não há praticamente nada. Proponho que se acrescente às sinaléticas existentes pelo menos no Metro e nas principais estações de Comboio, indicações nas mesmas línguas.
Da mesma forma, em zonas particularmente turísticas como Belém ou a Baixa Pombalina, coisas simples como a sinalização de casas de banho públicas, parques de estacionamento e alguns monumentos e miradouros principais seriam uma ajuda preciosa.
Nos nossos melhores museus, além dos panfletos e painéis explicativos em português, parece-me elementar que existam traduções pelo menos para Inglês.
Estas propostas são apenas algumas que me ocorrem de momento. No entanto, qualquer uma delas é um investimento seguro na melhoria da qualidade de vida dos lisboetas e seus visitantes e, com isso, da própria imagem da Cidade e do País.
Manuel Alçada
Blog Cruzes Canhoto
2/12/2004 03:58:00 da manhã . - . Página inicial . - .



quarta-feira, fevereiro 11, 2004
 
Hospital São José - Lisboa

A (in)segurança em Lisboa!

Com uns dias de atraso, tive a oportunidade de ler o texto de Francisco José Viegas a propósito dos cartazes lançados pelo PS/Lisboa onde criticava, de forma particular, o cartaz alusivo às questões da segurança.
Francisco José Viegas não levará a mal que lhe tente responder, esclarecendo-o, simultaneamente, da nossa posição sobre esta questão, a segurança, que reconheço ser um tema delicado e sensível. É tão delicado e sensível que a Esquerda não se lhe pode alhear, sob pena de deixar à Direita caminho livre para soluções erradas e populistas.
Gostava de afirmar que, independentemente da comparação que se possa fazer com outras cidades europeias, o problema existe e preocupa as pessoas. Os relatórios anuais de segurança interna da PSP já apontavam, no ano passado, uma subida da criminalidade em Lisboa e, ao que parece, o de este ano confirmará essa tendência. Ora, ninguém gosta de andar para trás em termos de qualidade de vida e a segurança, ou a sua falta, também tem a ver com a qualidade de vida das pessoas. Por outro lado, nas reuniões que regularmente faço, enquanto responsável partidário, com os autarcas eleitos para as freguesias - que são aqueles que mais próximo estão das populações - a insegurança é sempre apresentada como a maior preocupação das pessoas e que mais condiciona a sua própria vida, principalmente a das pessoas mais humildes e mais desprotegidas - pessoas idosas, mulheres e crianças. Embora disseminada por toda a cidade, atinge particularmente o casco velho de Lisboa, o eixo Areeiro, Avenida Almirante Reis, Rossio, Chiado e Bairro Alto e, por fim, alcança proporções preocupantes em freguesias como a Ameixoeira, Lumiar e algumas zonas dos Olivais.
Como calcula, o PS, enquanto maior partido da Oposição na cidade de Lisboa, não pode nem deve ficar indiferente a este fenómeno. Não por motivos eleitoralistas, mas seria hipócrita não lhe dizer que esperamos que o dr. Santana Lopes venha a ser penalizado por permitir que a situação se degrade, mas sim porque como partido responsável que governou Lisboa e quer voltar a governar, não podemos deixar de estar atentos e reclamar (quando chegar o momento), apresentando soluções que possam minorar e fazer diminuir para níveis aceitáveis este fenómeno.
Repentinamente, passou a ser moda dizer que o dr. Santana Lopes nada tem a ver com estas questões da insegurança, que se trata de um problema do Governo. Nada mais errado! Em primeiro lugar, porque no seu programa de candidatura assumiu (págs. 35 a 37) um conjunto de compromissos e de denúncias. Cito-lhe só esta pequena "pérola": "É necessário que em Lisboa haja tolerância zero com o crime. Os nossos munícipes, os que por cá trabalham e os turistas que nos visitam, têm de sentir garantia total de circulação em segurança". Propôs no seu programa eleitoral 19 medidas concretas e agora diz-se que o alvo está errado, o problema não é de Santana Lopes, mas sim do Governo.
Com certeza que Francisco José Viegas reconhece ao PS o direito de denunciar e de evidenciar as promessas não cumpridas dos seus adversários, ainda por cima quando esse incumprimento prejudica seriamente as pessoas.
Mas Santana Lopes também é responsável, porque a Câmara de Lisboa tem tido uma desastrada política na área da intervenção social apenas virada para o "show off" mediático e sem nenhum conteúdo de perenidade. Neste campo, o modo desastroso como têm lidado com os fenómenos da toxicodependência é particularmente preocupante e muito responsável pelo aumento da criminalidade na cidade.
Não estamos, portanto, convertidos a nenhum discurso estereotipado sobre a segurança, estamos, sim, a defender, em primeiro lugar, o bem-estar das pessoas mais desprotegidas - idosos, mulheres e crianças -, mas também, e numa linha de coerência, a reclamar por uma cidade melhor, mais amiga das pessoas.
O PS/Lisboa nunca assumirá um discurso meramente securitário para combater a criminalidade. Não o fará. Mas daí a seguir a política da avestruz enterrando "a cabeça debaixo da areia", ignorando a realidade, vai uma grande distância.
Ela existe, nos tempos que correm, e assumiu proporções e características novas e há que encontrar respostas. Respostas a nível social - introduzindo medidas que combatam a exclusão e reforcem o tecido social da cidade - , respostas ao nível da prevenção e dissuasão e introduzindo novos conceitos de intervenção policial, como é o caso do conceito de polícia de proximidade, que já é em Lisboa um conceito da Esquerda, em contraponto às soluções do tipo "superesquadras" assumidas pela Direita.
Foi por isso que, quando do debate do orçamento municipal, obrigámos o dr. Santana Lopes a reforçar verbas para a acção social e a incluir verbas para a construção de esquadras de proximidade em algumas zonas da cidade onde já se verificam situações de algum melindre nesta matéria.
Até lá, a par de um debate aberto que já iniciámos no Fórum Cidade, de onde sairão os nossos compromissos para com as cidadãs e cidadãos de Lisboa, vamos continuar a denunciar o que está mal.
Apenas uma última nota: dizem os especialistas que um "outdoor" é tanto mais eficaz quanto maior polémica for capaz de provocar."
Miguel Coelho
Artigo publicado no passado dia 04 (de Fevereiro de 2004) no Jornal de Notícias.

PS: - Estava agendado para hoje um artigo de autoria de Lúcia Marques, contudo, devido a compromissos profissionais assumidos, não é possível colocar esta semana o texto.
2/11/2004 10:56:00 da manhã . - . Página inicial . - .



terça-feira, fevereiro 10, 2004
 
Hoje dei-me conta que tenho duas histórias desta Lisboa que eu amo

Escher

Capítulo I - Circo Flope

P´lo jantar vagueando de telenotícia em telenotícia eis senão quando travo num telejornal onde a Srª Moura Guedes aviava uma entrevista com o Sr. Lopes, digníssimo edil da capital, que tecia os maiores encómios à sua "obra prima" o túnel das Amoreiras.
Eu que sempre pensei que o túnel era para enterrar o caudal barulhento e fumegante de viaturas que tomam a cidade todas as manhãs, tarde e noite, de modo a tornar mais suculento o investimento imobiliário da Artilha Um, mas não, vejamos; a senhora pergunta ao gentil alcaide sobre a eventual falta de estudos sobre a obra. Entre as várias interrogações a senhora pergunta, "Se não faltaria um estudo sobre os efeitos do túnel sobre o tráfego" o Sr. Lopes responde:
- Estou rodeado pelos melhores técnicos municipais sobre o assunto, sublinhando;
- Os estudos de tráfego são muito aleatórios.
Ao ouvir tal afirmação percebi que o Sr. Lopes tinha no seu corpo de técnicos do tráfego gente da área da probabilidade e do aleatório que são ciências usadas pelos teóricos do jogo.
...
O grande croupier não domina esta ciência das probabilidades pois o jogo vai dando os resultados mais exaltantes ou mesmo mágicos , roletas de triplas como por exemplo; Casino no parque Mayer, Casino no Cais do Sodré ou algures junto á marginal.
Os jogos de casino, ditos de azar são estudados e sobre eles estabelecidos princípios matemáticos que permitem desenvolver regras em que a casa ganha. Regra aplicável aqui também ganha o croupier, (oficiante da casa) e perdemos quasi todos.
O tráfego transformado em equações permite determinar o resultado de uma acção exercida sobre ele.
A afirmação do Sr. Alcaide e assente sobre perita e fundamentada opinião dos especialistas da edilidade deixa-nos alarmados.
Esta presidência camarária dá-nos soluções muito aleatórias.
Eu simples cidadão sei hoje que os magotes de carros que se estendem do Vale do Jamor ao Marquês de Pombal, no futuro virão do mesmo sítio e desaguarão no mesmo local e em todas as cloacas espalhadas pelas redondezas, só notaremos uma alteração, no alto das Amoreiras não são visíveis, isto não é aleatório é verdade e fundamento a minha opinião na bola de cristal chamada prospectiva.

CTT
Capítulo II - Hoje fui aos Correios

Por todas as razões e mais uma eu gosto dos CTT. Une-me aos correios um sentimento do tipo "Posso contar com eles".
Como um bom amigo temos neles compreensão, ajuda, fiabilidade e muitas vezes um conselho oportuno.
Vou aos CTT, pagar a água, electricidade, telefone a Net e muitas outras coisa e quando há um pequeno pecúlio de sobra compramos, compravamos, um certificado de aforro.
Dá-me prazer ir aos CTT, comprar selos para a minha colecção, coisa que vem de miúdo.
Chega o Natal vou aos CTT comprar os cartões de boas festas ao que junto, também comprados lá, envelopes garridos já selados
Há outros, muitos, que vêem nos CTT a ajuda do telefone a mensagem rápida o dinheiro da reforma e muitos outros serviços providenciados são ajudas fundamentais.
Tudo o que escrevi não era um sonho, era uma realidade até há um ano atrás.
...
Tenho a sorte de trabalhar ao lado de uma estação de correios e em tão pouco tempo, um ano, os CTT são um pequeno casino de jogos de azar.
Hoje fui aos correios, esperei dezassete minutos para enviar uma carta. Dir-me-ão que compra-se o selo na máquina automática instalada à porta, era bom, não tem vários produtos, várias franquias há mais de uma semana, além de raramente dar os respectivos recibos.
Pergunto porquê? Resposta do funcionário;
- A assistência é rara.
Lembro-me que há pouco tempo quis enviar um envelope com aviso de recepção, não havia avisos. Olho para "minha estação" que foi alvo de obras há já mais de um ano. Num canto ao fundo criaram um espaço para atendimento personalizado dedicado ao Banco Postal. Pensei para mim, boa ideia, abro uma conta e pago por aqui todas as contas possíveis, não ao sonho, o canto lá está com móveis sem uso e o Banco Postal?
Um bom serviço, o postal, foi puxado para baixo em nome de quê? Alinhar pela qualidade deste governo medíocre estúpido e teimoso que me fez perder um amigo.
Luís Coelho
2/10/2004 03:53:00 da manhã . - . Página inicial . - .



segunda-feira, fevereiro 09, 2004
 
Casa S. Bento - Lisboa

Uma promessa, um direito constitucional? A habitação

O direito à habitação é constitucionalmente consagrado, devendo o Estado zelar pela sua garantia. Sabendo que as políticas de habitação fazem cumprir o princípio da plena integração e que são das que mais directamente se reflectem no quotidiano civilizacional, social e humano dos cidadãos, deve o PS continuar a intervir neste domínio, de uma forma séria, ao contrário de outros, que quanto a esta matéria apenas a usam como bandeira eleitoral sem qualquer acção factual.
O parque habitacional de Lisboa, não é, neste momento, deficitário, tendo-se estabelecido um equilíbrio entre a oferta e a procura. Contudo, a procura de habitação centra-se na compra, provocando desequilíbrio no mercado de arrendamento, existindo a aparente necessidade de mais construção.
A par desta situação, verifica-se um baixo nível da qualidade do edificado, que, frequentemente, se revela desastroso do ponto de vista económico para os titulares das habitações ou para a qualidade de vida dos arrendatários.
A primeira aposta da CML socialista deverá centrar-se na diminuição do peso económico da aquisição ou arrendamento de primeira habitação, suportado pelos orçamentos familiares.
O regresso do Crédito Bonificado para Jovens é urgente, sendo naturalmente uma questão que ultrapassa os poderes municipais, devem contudo ser criadas alternativas, por forma a garantir a prossecução desta tarefa.
Entendendo que o preço de um bem deve ser justo, e não inflacionado pela intervenção directa do Estado, defendemos a existência de mecanismos que permitam equilibrar o valor do imóvel.
Propomos a fixação de limites de preço por área, utilizando uma média ponderada entre os valores dos bens transaccionados e declarados no acto da escritura, e os dados emitidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Estado deve intervir de forma reguladora, visando a complementaridade de soluções, através de cooperativas e empresas públicas.
À Câmara Municipal de Lisboa deverá estar reservado um papel de especial importância visto que é desta a competência de licenciamento de novas edificações.
Nesse pressuposto, o PS poderá assumir o desafio de, propor a obrigatoriedade de uma percentagem referencial de novas unidades habitacionais, direccionadas para jovens (em sentido lato), a custos controlados, por cada operação de urbanização de média ou grande dimensão.
No mercado de arrendamento, a procura chega a ser cinco vezes superior à oferta, verificando-se que os preços são injustificados, sendo a qualidade do imóvel muitas vezes insuficiente, não cumprindo sequer as condições mínimas de habitabilidade.
A inflexão desta situação só é possível com instrumentos de actuação por parte do poder político, nomeadamente, incentivos fiscais aos inquilinos e proprietários que se demonstrem cumpridores da legislação em vigor.
Defendendo a criação de canais desburocratizados que permitam aos proprietários a recuperação de edifícios, com a condição das unidades habitacionais serem colocadas no mercado de arrendamento, pode ser mais uma forma de começar a resolver este tão grave problema da nossa cidade.
Simultaneamente, defendendo a penalização dos proprietários de bens imóveis devolutos com o agravamento da Contribuição Autárquica.
Não sendo, até hoje, um sector favorecido, o recurso à construção individual ou em associação, pode ser importante no futuro. Desta forma, é necessário encontrar bolsas de terrenos direccionadas para esse objectivo, encontrando os necessários equilíbrios entre a iniciativa privada e a iniciativa pública.
Sendo a habitação um dos factores de plena integração de cidadãos, o PS deve continuar a defender a manutenção dos Programas Especiais de Realojamento.
A introdução de critérios de qualidade do edificado, deverá ser também, um dos objectivos e metas traçadas para a acção, a curto e médio prazo.
A certificação da qualidade dos imóveis colocados no mercado, deve ser também uma bandeira do PS. Dependentes desta certificação ficarão as licenças de utilização e, numa fase posterior, a atribuição de bonificação no crédito, através das medidas supra identificadas.
Nos materiais empregues também devem ser reconhecidas as suas características de qualidade. A certificação dos empreiteiros, materiais e técnicas de construção deve funcionar, no mercado, como fórmula de valorização e escolha do imóvel.
Assim, deve o PS entre outras medidas criar mecanismos de maior apoio ao arrendamento e aquisição de primeira habitação; Defender junto das instâncias competentes a reposição do Crédito Bonificado; incentivar um maior poder regulador do Estado através da criação de Cooperativas e Empresas Públicas; criar incentivos fiscais de âmbito camarário ao arrendamento; promover uma maior desburocratização para recuperação de edifícios com vista ao mercado de arrendamento; levar a cabo a penalização de proprietários de bens devolutos através do agravamento da taxa de contribuição autárquica; manter dos Programas Especiais de Alojamento; e certificar a qualidade do produto final.
Manuel Portugal Lage
2/09/2004 11:49:00 da manhã . - . Página inicial . - .




 
Agenda





Participarão no Blog:

Feira - Manuel Portugal Lage
Feira - Luís Coelho
Feira - Lúcia Marques
Feira - Manuel Alçada
Feira - Arnaldo João
2/09/2004 11:45:00 da manhã . - . Página inicial . - .



sábado, fevereiro 07, 2004
 
Cartaz Segurança

O branqueamento das responsabilidades do Dr. Santana Lopes

Quando há cerca de dois anos e meio foi assassinado um estudante do Técnico à entrada da sua residência, todos nos recordamos que a Associação dos Estudantes promoveu uma manifestação de dor e protesto em frente aos Paços do Concelho, isto é, à porta da Câmara Municipal de Lisboa. Naqueles tempos, era Presidente da Câmara o Dr. João Soares, o PSD estava na oposição, o Dr. Santana Lopes alinhava-se como candidato à Câmara e a Associação de Estudantes era liderada por jovens afectos à JSD.
Se bem me lembro, nenhum dos ilustres cronistas com opinião publicada na imprensa, veio naquela altura à liça para dizer que a Câmara de Lisboa e o Dr. João Soares nada tinham a ver com os problemas de segurança, ou antes de insegurança, que afectavam Lisboa, antes pelo contrário, escreveram e disseram que sim, que se tratava de uma responsabilidade repartida entre Câmara e Governo, que era a falta de iluminação, a ausência da Polícia Municipal na rua, enfim, um conjunto de argumentação procurando "amarrar" responsabilidades ao Presidente da Câmara.
Agora, com o Dr. Santana Lopes no poder, a "música", pelos vistos, é outra. Coerências.
Mas vamos ao essencial. A segurança é ou não um problema que afecta os lisboetas e tem ou não a Câmara responsabilidades nesta matéria?
Todos os dados que são do nosso conhecimento apontam para um agravamento da situação na cidade de Lisboa. Por um lado os números do último relatório de segurança interna, elaborado pela PSP, apontam para um aumento da pequena criminalidade - roubos por esticão e assaltos com armas brancas, furtos em automóveis, etc., tipo de criminalidade que não deixa de assumir aspectos de grande violência e que incide principalmente junto das pessoas mais desprotegidas. Por outro lado, a insegurança é referida, nas reuniões que enquanto líder do PS/Lisboa promovo com todos os autarcas socialistas eleitos para as freguesias, como o principal problema que preocupa as populações.
Se é uma preocupação, se afecta as pessoas, naturalmente que enquanto maior partido da oposição não podemos, nem devemos, ignorá-la. Aliás, a comunicação social tem relatado factos recentes - assassinato por facada de turista em pleno Bairro Alto, assaltos em Chelas, vandalismo na Ameixoeira, insegurança na Av. Almirante Reis - particularmente na zona dos Anjos e por aí adiante - que reforçam esta ideia de aumento da criminalidade. Não podemos ignorar!
Tem a Câmara Municipal, e particularmente o Dr. Santana Lopes responsabilidades nestes factos. Evidentemente que sim. Santana Lopes no seu programa de candidatura à Câmara escreve (pg.35) : " ... Os crimes praticados com uso de violência têm crescido assustadoramente. O aumento da delinquência juvenil e da toxicodependência contribuem para o agravamento. É necessário que em Lisboa haja "Tolerância Zero" com o crime. Os nossos munícipes, os que cá trabalham e os turistas que nos visitam têm de sentir garantia total de circulação em segurança". Nas duas páginas seguintes deste seu programa, o actual Presidente da Câmara propõe dezanove medidas concretas para fazer face à insegurança que ele próprio denunciava. Porque é que de repente ele diz que não é um problema da Câmara e do seu Presidente, mas sim uma responsabilidade do Governo? Porque será que surgiram agora um conjunto de vozes, comentadores na imprensa escrita e audiovisual, a desresponsabilizá-lo desta questão?
Um político não deve honrar o seu programa de candidatura? Santana Lopes pode ter, ou reivindicar para si, um estatuto diferente que exige, ou é exigido, para os outros? Não nos esqueçamos, como ele próprio já o afirmou à imprensa por diversas vezes que "conversa com o Primeiro-Ministro todos os dias" pelo que pode muito bem, ainda para mais sendo Vice-Presidente do PSD, exercer a pressão política necessária para levar o governo a mudar de atitude nesta área e exigir para Lisboa mais meios.
Mas Santana Lopes é também responsável por outra via, a via das suas desajustadas políticas sociais. Ou será que a Câmara de Lisboa também não tem responsabilidades nesta área? Evidentemente que tem!
O modo como " resolveram " a chaga do Intendente é um bom exemplo paradigmático de como se encaram as questões sociais, em particular a forma como se lida com a toxicodependência. Para fazer depressa, para promover o seu
"show off", sem o qual não pode progredir politicamente, varreu-se a praça e os " toxicodependentes " para as praças, ruas e freguesias ao lado. Assim pôde tirar a fotografia, disse que recuperou uma praça, mas exportou o problema para as áreas limítrofes. O correcto seria o de acompanhar socialmente e sanitariamente os jovens apanhados pela teia da droga que frequentavam o Intendente, induzi-los a assumirem programas de recuperação, enfim seria fazer o que foi feito no Casal Ventoso no tempo do Dr. João Soares, que aliás, esta Câmara já destruiu. Esta Câmara lida com os toxicodependentes como se fossem "lixo social ".
Porquê ilibar o Dr. Santana Lopes das suas responsabilidades? Porque é que o PS está proibido de abordar as questões que se prendem com a segurança? É um terreno onde só a direita pode intervir, vedado à esquerda? Não é, nem pode ser! Se a esquerda se demitir de denunciar este fenómeno, se recusar a procurar novas formas de encarar esta problemática que atinge proporções preocupantes, se deixar este território à direita, virão aí de novo as super-esquadras e as soluções populistas tão caras a certa direita, também coligada com o PSD na Câmara de Lisboa.
O PS/Lisboa não defende opções meramente securitárias para combater a criminalidade, muito particularmente a pequena, mas violenta, criminalidade.
Mas também não se resolvem só com os " velhos discursos " tão na moda junto da esquerda há uns vinte anos atrás. O conceito de polícia de proximidade deve ser defendido e assumido a par, naturalmente, de uma correcta política de apoio e enquadramento social. Não podemos é enterrar a cabeça debaixo da areia.
Os cartazes, os "outdoors", têm como objectivo denunciar a situação e as promessas não cumpridas de Santana Lopes. Será que é crime?
Nós não vamos deixar de o fazer.
Miguel Coelho
Artigo publicado no passado dia 03 (de Fevereiro de 2004) no jornal A Capital.

Cartaz Trânsito
2/07/2004 01:13:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, fevereiro 06, 2004
 
Lisboa-Intendente
Salas de Chuto para
Toxicodependentes Excluídos


Pela segunda vez proponho neste blog salas de chuto para Lisboa. Repetir a ideia justifica-se porque dispomos hoje de dados novos que fundamentam ainda mais a implementação deste dispositivo de apoio aos toxicodependentes socialmente excluídos.
Os dados referentes ao ano de 2002 e publicados nos últimos relatórios do OEDT e do IDT (Outubro e Dezembro de 2003) reconhecem que o primeiro biénio do Plano de Acção 2000-2004 foi cumprido com sucesso, tendo-se não só implementado uma rede nacional de prevenção primária em estreita relação com as autarquias e as ONGs, mas sobretudo travado e feito descer os preocupantes índices de VIH e mortes associadas ao consumo de drogas. Começou a ver-se a luz ao fundo do túnel graças à política de redução de riscos, então implementada com coragem e sem hesitações.
Diz-se ainda nesses relatórios que o programa de troca de seringas, que nos anos 90 começou na grande maioria das farmácias e depois se estendeu às equipas de rua, já evitou cinco mil novas infecções de VIH por cada dez mil utilizadores.
Lembro que quando o programa foi lançado teve que enfrentar fortes críticas dos quadrantes mais conservadores da sociedade portuguesa, incomodados com a visibilidade e o apoio que estes consumidores passariam a ter.
O mesmo aconteceu em 2000 quando se aprovou a lei de descriminalização e posse de drogas para consumo. Portugal não atraiu consumidores estrangeiros, nem se transformou no paraíso das drogas como alguns chegaram a vaticinar. Antes pelo contrário, passou a identificar novos tipos de consumidores que tradicionalmente estavam arredados dos apoios institucionais e entregues ao seu próprio destino.
Reconhecem-se hoje os méritos destas medidas, tendo inclusivamente contribuído para o aumento da responsabilidade social de todos nós.
Por outro lado, também sabemos pelas experiências realizadas na Suíça, Alemanha e Espanha ao nível da instauração do programa de troca de seringas no interior das prisões, que estes programas muito têm contribuído para a prevenção do contágio do VIH, com reduções daquela infecção na ordem dos 50%. Contudo, Portugal, incompreensivelmente, teima em não seguir os bons exemplos, apesar do último relatório da Provedoria da Justiça apontar justamente nesse mesmo sentido. Não se pode, não se deve continuar a negar evidências que não mais se conseguem esconder.
As salas de injecção assistida, que defendo e estão previstas na nossa lei, tardam também a ser uma realidade em Portugal, apesar das conclusões evidentes de estudos europeus que afirmam que, atraindo populações tradicionalmente vulneráveis, elas contribuem para a diminuição da criminalidade. As salas de injecção assistida aproximam muitos toxicodependentes dos cuidados de saúde, levando-os a inscreverem-se em programas de desintoxicação, fruto óbvio da intervenção psico-social entretanto efectuada, à qual de outro modo não teriam acesso.
Será esse um bom meio para combater a exclusão social que sofrem os toxicodependentes das grandes áreas metropolitanas do país, nomeadamente em Lisboa.
Se mais dados fossem necessários, acabou de ser divulgado o estudo encomendado em 2000 à Faculdade de Psicologia da Faculdade do Porto, realizado por Luís Fernandes, onde se identifica claramente a necessidade de se intervir com urgência junto dos consumidores problemáticos do mundo down que estão em processo de exclusão social e isolamento, que sofrem desafiliação dos laços sociais e quase experimentam morte simbólica.
Não podemos ignorar e esconder a exclusão que criamos sob pena de deixarmos de existir como sociedade. Esta falta de sensibilidade para a inclusão dos mais marginais introduz clivagens nas estruturas sociais e impede-nos de cumprir colectivamente o mais elementar dever a que estamos sujeitos, que é o do exercício da cidadania.
Elza Pais
2/06/2004 08:41:00 da manhã . - . Página inicial . - .



quinta-feira, fevereiro 05, 2004
 
Atenção
Nota sobre o link a uma imagem do Monumento a Sá Carneiro (Actualizado)

A Adm. do Blog Forum Cidade ilustrou o texto Natural, adequado e...bonito com a ligação (link) a uma imagem do Monumento a Sá Carneiro.
Não se trata de uma cópia de imagem mas de uma ligação a essa mesma imagem, conforme se poderá verificar nas propriedades (clique no botão da direita do rato, sobre a imagem).
O autor da imagem entendeu deixar em comentários a esse texto uma nota onde exige o pagamento dos direitos de autor. Um absurdo de 49 Euros pago por transferência bancária (como será enviado o recibo?).
O caso está em tratamento na Comissão Política Concelhia de Lisboa.
Espera a Adm deste Blog que se chegue a um bom entendimento, também considerando a publicidade que está a ser dada ao site onde a imagem se encontra alojada e que já tem referências pelo menos em outros dois Blogs: Ânimo e Lisboa a Arder.

(Actualização)
A matéria referida neste Post foi debatida por diversos Blogs ( para além dos dois acima citados, pelo menos em mais quatro: ContraFactos & Argumentos; Jaquinzinhos; Atípico e Tugir em português).
Entretanto o reclamante dos direitos de autor entendeu substituir a imagem linkada por publicidade, demonstrando assim que nunca houve apropriação da imagem para a qual reclamava o pagamento. A Adm. do Blog Fórum Cidade deixou que essa publicidade ficasse gratuitamente exposta por dois dias, tendo hoje, dia 8 de Fevereiro substituído o link por outro a partir do Blog Lisboa a Arder, a cujos autores agradece.
Adm do Blog Forum Cidade
2/05/2004 04:36:00 da tarde . - . Página inicial . - .




 
Lisboa- Enocosta

Cidadania participativa

Vivemos num momento particularmente difícil, onde a crescente onda de populismo e a mediatização dos assuntos políticos, colocam novos desafios a um Portugal democrático.
As preocupações duma geração que participou activamente na revolução de Abril são legítimas, e dentro dum contexto próprio da sua experiência, com os devidos ajustamentos, os tempos e os modos terão poucas divergências com a actual situação política, onde a atitude conservadora duma direita extremista faz recear o pior.
Lisboa assiste a um estilo e a uma prática política que em nada a enriquece. A ausência de planeamento, o levianismo das propostas apresentadas, a sistemática mediatização de assuntos irrelevantes e a montagem dum discurso que apela à ausência duma oposição responsável, obrigam a cerrar fileiras.
A tentativa de transportar para o plano emotivo as intervenções dum presidente de câmara incapaz de perceber o que significa a gestão duma cidade como Lisboa, estiveram bem patentes na imagem do velório dum jogador de futebol de segunda linha, onde a presença do presidente da câmara, acompanhado de todos os seus vereadores, só pode ser considerada patética e de profundo mau gosto, revelando, no fundo, a ausência de valores morais que acompanham estes actos premeditados, procurando passar para a opinião pública uma carga afectiva que não têm.
Perante este "cenário" de representação constante, a necessidade de criar um movimento de cidadania participativa, onde efectivamente se trace um planeamento estratégico para a Cidade de Lisboa, é de primordial importância.
Esta ausência de planeamento atempado, a revisão dum Plano Director que, em vez de planear, apresenta manchas de indefinição que dão livre arbítrio, faz efectivamente recear o pior. As soluções para o futuro da gestão de Lisboa têm que ser apresentadas hoje, para que a participação dos cidadãos nas suas definições não seja mais um simples exercício de retórica.
A bem de Lisboa que este Fórum de discussão e debate traga resultados práticos.
José Pedro Rodrigues
2/05/2004 09:32:00 da manhã . - . Página inicial . - .



terça-feira, fevereiro 03, 2004
 
Cablagem

Aproveitando o intervalo

O ataque electrónico a nível mundial, concretizado com a disseminação de vírus e worms informáticos está, de há uns dias para cá, a criar graves dificuldades no tráfego electrónico universal.
São já milhões os computadores empresariais e particulares contaminados e inúmeras as mailbox com dificuldades de armazenamento de mensagens (porque as cotas contratadas rapidamente se esgotam). Estão a ser afectadas as "performances" de velocidade de transmissão devido ao congestionamento das linhas, provocado por milhões de unidades que aumentam exponencialmente à medida que se vão propagando.
Por todo o mundo se sentem as dificuldades e o aumento de medidas de segurança agravam ainda mais o eficaz funcionamento da rede mundial (Internet).
O Blogger, entre outros serviços de Internet, experimenta já algumas dificuldades.
Os textos que os gestores do Fórum Cidade devem publicar diariamente, resultam de remessas dos respectivos autores, alguns dos quais, por estarem infectados, inviabilizam o tratamento dos documentos e sua edição.
Enquanto a situação se não normalizar, tentaremos por todos os meios assegurar o funcionamento em boas condições do Blog do Fórum Cidade, mas estamos sujeitos às circunstâncias que nos ultrapassam tecnicamente.
Uma vez mais se faz o apelo aos ISP portugueses para que estejam atentos a estas ameaças e ao esforço que devem desenvolver no sentido de filtrar ou barrar as mensagens portadores de vírus e, já agora, aproveitarem para implementar esquemas eficazes de detecção de SPAM tendentes a proteger os seus clientes.
É urgente que também politicamente se comecem a equacionar estas ameaças que afectam a vida de milhões de pessoas, encarando-as como ataques à economia e ao bem estar dos cidadãos.
Sendo este Fórum um polo de discussão na busca de soluções para os problemas dos munícipes e este Blog um local de identificação de temas a serem levados à discussão, fica o alerta para que as novas questões relacionadas com o funcionamento moderno, sejam também consideradas nesta esfera como parte do problema e alavanca da sua consideração a nível nacional. Lisboa poderá ser um ponto chave tecnológico, aproveitando a concentração de escolas e de ciência, desde que sejam feitos investimentos dirigidos ao seu fomento.
Luís Novaes Tito
2/03/2004 02:04:00 da tarde . - . Página inicial . - .




 
Atenção
Suspenção temporária

Devido ao vírus (MyDoom) que tem afectado os computadores a nível mundial, vemo-nos na obrigação de suspender, temporariamente, a colocação de textos do Blog Fórum Cidade.
Esperamos regressar, com os artigos, o mais breve possível.
Obrigado
FC
2/03/2004 09:59:00 da manhã . - . Página inicial . - .



segunda-feira, fevereiro 02, 2004
 
Praça Comércio

Devido a problemas técnicos que nos são alheios, não nos é possível colocar o texto de hoje.
Amanhã, no Blog Fórum Cidade, continuaremos com um texto assinado por Lúcia Marques.
FC
2/02/2004 02:10:00 da tarde . - . Página inicial . - .



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