Forum Cidade

Forum Cidade

Partido Socialista
António Costa

Definição e Objectivos
Empenhada na promoção da participação dos seus militantes e dos cidadãos em geral na vida e no futuro da cidade de Lisboa, a Comissão Política Concelhia de Lisboa (CPCL) do Partido Socialista decidiu criar e institucionalizar de forma permanente um espaço de debate político e social: o Forum Cidade. Contribuir para a construção, em termos programáticos, de uma alternativa de governo para a cidade de Lisboa e alargar a base de participação dos cidadãos na reflexão sobre a gestão da cidade, propondo iniciativas a desenvolver pelos autarcas socialistas numa lógica territorial adequada ao tecido social e urbano em análise são os dois grandes objectivos que o Forum Cidade se propõe prosseguir. O Forum Cidade será uma estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa, que deverá envolver militantes do PS e cidadãos independentes no compromisso de reflectir conjuntamente sobre as potencialidades e os problemas de Lisboa, tendo em vista a procura e a formulação de propostas que visem o desenvolvimento sustentável da cidade, a busca de soluções para questões inadiáveis ou até a tomada de posição em matérias que considere relevantes.
Forum Conclusões Conclusões dos grupos de trabalho do Forum Cidade apresentadas em Lisboa no dia 2005/05/03:
(documentos em pdf)

Conclusões (694 KB)
Qualidade Vida/Ambiente (296 KB)
Escola e Comunidade (177 KB)
Política Urbana (234 KB)
Desporto (241 KB)
Espaço Público (152 KB)
Segurança Rodoviária (258 KB)
Modelo Económico (480 KB)

Forum Conclusões
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Estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa
terça-feira, junho 29, 2004
 
Calçada

[145/2004]
A debandada

Finalmente está consumada a notícia previamente anunciada. O Dr. Durão Barroso depois de ter levado Portugal à maior crise económica de sempre - fruto da sua política cega de controle do défice público, com estagnação total do investimento, do rendimento das famílias, congelamentos salariais e maior ataque de sempre ao Estado Social - depois de ter levado o PSD à maior derrota eleitoral de sempre - o PS sozinho venceu a direita coligada - depois de teimosamente negar a evidência de mudar de políticas, o Dr. Durão Barroso abandona o barco, foge do país aceitando o cargo de Presidente da Comissão Europeia - cargo que havia recusado há uma semana atrás - livrando-se assim do pântano que criou, deixando um país deprimido, mais pobre e sem perspectiva de retoma, tão constantemente anunciada.
O PSD, autista como sempre, propõe-nos a despudorada sucessão pelo seu político nº 2, também ele responsável pelo lamentável estado do Capital do País, homem do espectáculo, pronto para qualquer palco.
É-lhe completamente indiferente ser Presidente da República ou Primeiro-Ministro. O importante é estar no palco.
Trata-se de uma substituição eticamente inaceitável e incompreensível. O Dr. Santana Lopes já era Presidente de Câmara antes das eleições legislativas, nem se empenhou muito nelas, não concorreu em qualquer lista de candidato a deputado, vocacionou sempre, com prejuízo para Lisboa, a sua postura para se assumir como candidato a Presidente da República.
Em nome da ética não pode ser Primeiro-Ministro. É incompreensível porque larga Lisboa no meio de uma grande confusão, sem ter levado a cabo nenhum dos seus principais compromissos. Assim:
- deixa Lisboa esventrada no seu coração, sem se saber qual a evolução do Túnel das Amoreiras, por incompetência e arrogância sua;
- deixa Lisboa sem ter iniciado nenhum programa que levasse mais jovens a habitar no centro da cidade;
- deixa Lisboa com o problema da Parque Mayer por resolver;
- deixa a cidade mais insegura e cada vez mais carente de políticas sociais;
- deixa a cidade cada vez mais invadida por automóveis particulares e com um trânsito caótico, prejudicando a mobilidade interna;
- deixa uma cidade virtual, plena de obras virtuais, como o atesta toda a colecção de "out doors" que diligentemente foi colocando.
Naturalmente, o país reclama por eleições antecipadas. O PS, pela voz de Ferro Rodrigues, e muito bem, também.
Lisboa cada vez mais precisa do PS. Temos alternativas de políticas - o Fórum Cidade apresentará em Setembro as suas primeiras conclusões - e em Outubro apresentaremos o nosso candidato.
Até lá, continuaremos a trabalhar pela cidade, por Lisboa.
Miguel Coelho
6/29/2004 02:16:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, junho 28, 2004
 
Buracos Calçada

[144/2004]
Calçada portuguesa

Como sempre, Lisboa pode esperar.
Esperar que entre a centena de arquitectos de renome mundial, mais um seja contratado para que, com papel borrão, componha outra maqueta para o Parque Mayer.
Esperar que terminem as visitas guiadas às catacumbas do desleixo em busca do novo paleolítico do betão.
Esperar que o Alcaide se porte como um Presidente da Câmara e trabalhe para quem lhe paga o vencimento em vez de ser um permanente candidato, em bicos de pés, a escrevinhar listas de nomes dos amigos que quer promover a ministros.
Esperar que as calçadas da cidade sejam repostas e que os milhares de buracos onde os cidadãos caem deixem de ser armadilhas fatais para os mais idosos.
Esperar que a solidariedade se cumpra, que os mais fracos sejam protegidos, que as crianças disponham de melhores garantias de acompanhamento, que as mulheres e os homens de Lisboa sejam mais felizes.
Esperar que Monsanto seja zona de lazer e de segurança.
Esperar que o ar não sufoque quem passa no calor envolvido pelos escapes dos transportes a gasóleo.
Esperar que a realização seja mais do que publicidade paga com o erário público quando se devia destinar a promover condições de habitabilidade nas zonas históricas.
Esperar que se incrementem mecanismos tendentes ao desenvolvimento do comércio, da restauração, dos serviços, da cultura e da ciência.
E se, mesmo esperando, nada disto poder mais esperar,
Esperar que alguma capital europeia também queira levar o Alcaide, aumentando o nosso prestígio internacional com mais uma honraria.
Luís Novaes Tito
Blog Tugir em português
6/28/2004 02:31:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Durão Santana

[143/2004]
Ser-se primeiro-ministro pela "porta-do-cavalo"!

Pedro Santana Lopes nunca ganhou eleições para ser Presidente do Partido Social Democrata, mas também não é agora que as vai ter que ganhar, para ser o futuro primeiro-ministro de Portugal!
Confesso que não percebo este tipo de acontecimentos, numa democracia que se quer praticar "à séria".
Se nos lembrar-mos bem, Durão Barroso já tinha sucumbido, em parte, às teses populistas do actual Presidente da Câmara de Lisboa, aquando da recente substituição de alguns ministros e secretários de Estado, mas agora, com a Presidência da Comissão Europeia à vista, DB despede-se em plena festa futebolística, para acautelar futuras derrotas, e entrega de mão beijada, todo o poder ao "Nacional Populismo" de PSL e Paulo Portas.
É caso para dizer, que se vão cumprir os mais baixos desígnios da Nação. E isto, sem que, até agora, se tenha visto alguma reacção condigna, por parte dos sociais-democratas "resistentes" que ainda "circulam" pelo PPD/PSD, e, não só...!
Está visto que, depois do Euro 2004, o país vai virar "folclore desafinado", qual fandango de 5ª escolha em que os pés saltam trocados!
É difícil perceber se, neste quadro anedótico, alguém ainda acredita que, recentemente, houve Eleições Europeias! É que se, porventura, alguém está a pensar que a coligação PSD/CDS-PP perdeu estas eleições, desenganem-se, porque nem sempre se faz o que o povo "diz", sendo que PSL se vai encarregar de demonstrar que o povo, ou não sabe o que quer, ou se enganou na expressão daquilo que, efectivamente, queria!
É assim...! Desculpem-me escrever com tanto sarcasmo, mas tudo isto é demasiado ridículo para ser verdade!
Vítor M. Ramos da Costa
Blog O Desenvolvimento Sustentável
6/28/2004 01:54:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, junho 25, 2004
 
Janela Lisboa

[142/2004]
Mais uma trapalhada

Enquanto os Lisboetas vão passar a pagar mais 3,3% pelo consumo de água perante o silêncio cúmplice do Dr. Santana Lopes e os moradores do Bairro de Belém se "revoltam" perante a "negociata" preparada entre o Presidente da Junta de Freguesia do PSD e o INH, para construírem moradias de luxo num terreno da freguesia de Belém destinado a ser jardim público, o Sr. Presidente da Câmara anunciou uma reunião - pelos vistos não concretizada - para finalmente nos apresentar a sua solução para o Parque Mayer. Como naquela Câmara e com este Presidente tudo é uma trapalhada, a reunião não cumpriu o seu objectivo precisamente porque não existiam projectos e informações para fornecer aos partidos de oposição. Mais uma trapalhada.
Aliás, sob esta questão, a da recuperação do Parque Mayer, o Dr. Santana Lopes arrisca-se a entrar para o livro de recordes do Guiness. Já gastou meio milhão de contos (quantia já recebida pelo arquitecto Ghery) e ainda não foi capaz de colocar "um único tijolo" no Parque. É obra!
O PS, que deseja a recuperação daquela zona da Av. Da Liberdade, estará atento ao desenrolar deste processo.
Miguel Coelho
6/25/2004 01:37:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, junho 23, 2004
 
Candeeiros Lisboa

[141/2004]
O país entusiasmado pelo futebol

É natural que um Povo amargurado pelas penosas condições impostas por uma política de centro-direita, cega e surda aos mais carenciados, mas apostada em servir ainda mais a concentração de capital em meia dúzia de famílias, se deslumbre e associe às vitórias da nossa selecção, como válvula de escape às frustrações da vida. Outros verão nestes sucessos uma oportunidade para tentarem melhorar a sua imagem popular, como é o caso do grande séquito governamental que engalanava o camarote presidencial em Alvalade, no passado Domingo, aquando da retumbante vitória da selecção lusa sobre a espanhola. Não lhes deve servir de muito se continuarem a persistir nesta política, que da "tanga" passou agora para a mensagem de "ligeira retoma". Mais importante seria se os agentes políticos e económicos do país, se preocupassem e agissem em associar a todo o entusiasmo lusitano, pela primeira vez, ilustrado de norte a sul de Portugal pelas imensas bandeiras hasteadas com orgulho nas janelas, carros e mãos de muitos cidadãos, uma nova mensagem: - na próxima vez que for fazer compras, pense em si e nos seus compatriotas, compre português e estará a ajudar a construir um Portugal melhor, com menos desemprego mais rico e solidário. Doutro modo esta manifestação de fé nacionalista não será mais transitória que o cerrar do pano deste teatro futebolístico, em princípios do próximo mês de Julho, permitindo infelizmente confirmar , a ideia que perpassa em alguns de que estamos perante manifestações patrioteiras de ocasião e pouco patriotas de convicção.
Mário Lourenço
6/23/2004 01:05:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, junho 18, 2004
 
Barreiras Lisboa

[140/2004]
A Gestão da Mudança

Quando se pensava que a gestão trapalhona do Presidente da Câmara de Lisboa já não nos podia espantar mais depois de todos os avanços, recuos, curvas e guinadas nos vários projectos de empreendimentos emblemáticos que o autarca tem vindo a coleccionar, naquela táctica de fuga para frente que é anunciar um novo projecto quando o anteriormente anunciado não chegou sequer a sair do papel, eis que agora é dado um novo passo, qual seja o da gestão da mudança.
Com efeito, uma vez que o Presidente da Câmara não consegue realizar aquilo que dele se espera, ou seja, governar a cidade de Lisboa, o edil dedica-se agora a gerir as mudanças, no caso, de pessoas. Como a constante mudança de ideias e projectos para disfarçar a fraca taxa de execução da Câmara já se tornou ridícula, somos confrontados agora com a mudança das pessoas para desviar as atenções. Mudam as ideias para o Monsanto, sai o responsável pelo projecto, mudam as ideias para o Parque Mayer, sai o Conselho de Administração da EPUL.
Que mais irá acontecer na Câmara de Lisboa?
Sofia Oliveira Dias
6/18/2004 04:04:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, junho 17, 2004
 
Propaganda - Lisboa

[139/2004]
Ainda a "banhada" da coligação de centro direita nas Eleições Europeias

O pior que pode acontecer aos dirigentes do PS, após o resultado histórico das eleições do passado Domingo é caírem no discurso fácil, no deslumbramento e na arrogância, motivada por uma ilusão de efémero poder, artificialmente influenciado pelos holofotes que os media nesta altura propiciam. Estamos conscientes que alguns dos cidadãos que votaram no PS o fizeram mais para castigar a desgovernação desta coligação de centro direita, que favorece os mais ricos e poderosos e penaliza sistematicamente a vida da maioria dos portugueses, em especial os de menores recursos.
O PS ganhou em 37 freguesias de Lisboa. No entanto, a coligação de direita, manteve a sua influência dominante, em particular nas freguesias da Avenidas Novas / Bairro de Alvalade, que corresponde a um eleitorado estável, mais idoso e ultimamente também repovoado e acrescido com uma classe com maior poder económico onde, a eventual concentração de votos à esquerda seria insuficiente, na generalidade, para vencer a coligação do PP com o PSD. Estes resultados vêem porém confirmar o declínio do PCP e seus aliados e a crescente importância do BE, sobretudo nas zonas habitacionais com gerações mais jovens e novos quadros. O PS/Lisboa não pode portanto tornar a repetir a coligação com o PCP nos moldes do passado e tem que seriamente ponderar, com os restantes Órgãos do Partido, qual a melhor solução para reafirmar a confiança dos lisboetas e galvanizá-los a votar em 2005 num novo Projecto de governação para a Capital sob liderança socialista.
Mário Lourenço
6/17/2004 09:49:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, junho 16, 2004
 
Propaganda - Lisboa

[138/2004]
A "Banhada" das eleições europeias!

Nas eleições europeias de ontem o Partido Socialista atingiu um resultado histórico - 44,52% de votos. Isto é, o melhor resultado percentual de sempre em 30 anos de regime democrático. Elegeu 12 deputados - 50% da representação portuguesa no Parlamento Europeu.
Por sua vez, a coligação PSD/PP obteve o pior resultado que a direita alguma vez atingiu desde o 25 de Abril - 33,26%.
Como alguém disse: foi uma verdadeira banhada!
Ainda que não deva existir promiscuidade entre política e futebol o facto é que a política é como o futebol no domínio dos resultados: quem ganha é que fica para a História. Assim, nas eleições europeias realizadas no domingo, quem fica para História é o PS, que obteve uma vitória incontestável, alcançando a maior percentagem de sempre de votos obtida em eleições partidárias.
A coligação PSD/PP pode dizer que mandou bolas à trave, que o árbitro cometeu erros e que a sorte do jogo não esteve com ela, mas uma derrota é uma derrota e é isso que ficará nos registos eleitorais e políticos. A par da constatação clara da censura infligida pelos portugueses à política deste Governo.
Além do mais, a abstenção não pode servir de desculpa para uma derrota em qualquer eleição. Isso seria alterar as regras de um jogo há muito definido e que não pode ser modificado consoante os resultados sejam favoráveis ou desfavoráveis.
Esta eleição censura o Governo, reconcilia os portugueses com o Partido Socialista, abre caminho à construção de uma alternativa política, comprova o acerto estratégico de um posicionamento autónomo, com um discurso dirigido a todo o eleitorado do centro-esquerda, e faz, também, justiça ao trabalho efectuado pelos Governos liderados por António Guterres.
Esta eleição reconhece a grandeza de um homem a quem o PS e Portugal muito devem: Prof. António Sousa Franco. Com a sua capacidade intelectual e política, projectou o PS para este resultado. Os socialistas nunca o esquecerão.
Também em Lisboa o Partido Socialista comprovou a sua liderança e afirmação na cidade alcançando um resultado notável - 41,21%. Também aqui, pela primeira vez, o PS ganhou à Direita unida - e com uma margem muito confortável (Coligação PSD/PP obteve 33,39%).
Este resultado comprova o acerto da estratégia seguida pelo PS/Lisboa no desgaste da gestão camarária, faz justiça ao esforço feito pelas estruturas do PS/Lisboa na campanha, reafirma eleitoralmente o facto de que qualquer alternativa de centro-esquerda deve ter uma liderança e predominância clara e inequívoca do PS e demonstra que é claramente possível ao PS ganhar as próximas eleições autárquicas (sozinho ou no quadro de uma coligação) - como o PS/Lisboa vem afirmando.
Comprova, igualmente, mais uma afirmação estratégica do PS/Lisboa: a importância do BE no quadro de uma, eventual, coligação de centro-esquerda. Como o PS/Lisboa vinha dizendo, por diversas vezes, CDU e BE valem, neste momento, praticamente o mesmo na cidade: CDU - 9,58% e BE - 8,45%. 1% de diferença representando cerca de 2500 votos. Acresce, que no eleitorado mais jovem os resultados actuais demonstram a margem de crescimento potencial do BE.
Dados a ponderar desde já no caminho para ganhar Lisboa nas autárquicas de 2005!
Rui Paulo Figueiredo
6/16/2004 03:18:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, junho 15, 2004
 
Forum Europa PS
[137/2004]
Após dois anos terríveis, tivemos uma campanha eleitoral dramática e uma vitória histórica em trinta anos de Democracia, sem paralelo nos 25 Estados da União Europeia. Estes resultados merecem algumas reflexões:
1. A afirmação da nossa diferença tem que ser feita pela positiva. O baixíssimo nível com que a coligação de direita lamentavelmente pautou a campanha eleitoral, com ataques pessoais reles e incompatíveis com uma vivência democrática, chocou-nos, mas, na realidade não nos surpreendeu, foi tão só o extremar de uma postura com que nos tem vindo sistematicamente a confrontar. Representa uma opção deliberada pela degradação do debate democrático que pretendeu, face ao desespero pela derrota anunciada, promover o desinteresse dos eleitores e o discurso fácil de que são todos iguais. O Professor Sousa Franco, António Costa e os demais candidatos do PS provaram que a Europa somos nós e que as questões nacionais são cada vez mais discutidas à escala da grande comunidade de 450 milhões de europeus.
2. O debate político não se confunde com caciquismo populista. O episódio de Matosinhos é profundamente chocante, mas, no fundo, temos que reconhecer que a sua ocorrência não nos surpreendeu assim tanto, foi tão só a exibição pública, violenta e grosseira de guerras fraticidas de cuja existência todos tínhamos fortes suspeitas. A nossa diferença tem que residir no saneamento exemplar deste tipo de situações. O PS orgulha-se da pluralidade de opiniões e da liberdade de expressão de todos os que acreditam na verdadeira social-democracia e no socialismo democrático. Os históricos debates entre Mário Soares e Salgado Zenha, Victor Constâncio e Jaime Gama, ou Jorge Sampaio e António Guterres, são símbolos da riqueza interna do Partido Socialista. Os confrontos de Matosinhos são manifestações de "gangsterismo" político terceiro-mundista. No Partido Socialista, no partido dos socialistas, não têm lugar outras guerras que não sejam as políticas, democráticas e por um Portugal melhor!
3. A interpretação e valorização das nossas heranças têm que nortear as nossas actuações. A imagem de rigor, de honestidade, de competência, de combatividade, de humanidade e de verdadeiro democrata do nosso Professor Sousa Franco tem de sobreviver aos discursos políticos emotivos do momento. Saibamos ser dignos dessa herança norteando as nossas posturas, agora na oposição e dentro de pouco tempo no governo, pelos princípios que regeram toda a sua vida, que, generosamente, partilhou connosco. Sousa Franco é o exemplo de quem, nada tendo a provar nos planos profissional e académico, sempre considerou um imperativo categórico a luta por um mundo mais justo e solidário. No momento da sua morte, sentimos que continua connosco quem irradiou determinação e alegria numa campanha difícil, em que tudo deu, para a maior vitória eleitoral de sempre do Partido Socialista. Libertemo-nos definitivamente dos interesses mesquinhos e dos jogos de poder individual e dediquemo-nos ao combate por um Portugal melhor!
4. A Europa abre o caminho para a vitória em Lisboa. A vitória histórica do PS em Lisboa (41,2%) sobre a coligação de direita (33,4%) demonstra que, com um trabalho sério de ligação às populações, está ao nosso alcance a vitória nas autárquicas de 2005. Em Lisboa o derrotado foi Santana Lopes. Temos obrigação de avaliando o peso relativo das diversas forças de esquerda (PCP e BE têm resultados próximos, com uma duplicação do peso do BE), liderar a alternativa progressista que os lisboetas desejam. Não podemos ter apenas o voto do desencanto e do descontentamento. Cabe-nos apresentar o nosso projecto para a Cidade, demonstrando que somos diferentes do governo municipal de direita, e enfrentar o conservadorismo decadente do nosso aliado da década de 90, sem perder para o BE a batalha da inovação e da criatividade. Tal exige propostas concretas e credíveis e a recusa absoluta de qualquer triunfalismo irresponsável. Temos pouco mais de um ano para provar aos lisboetas que somos a face de uma Cidade melhor!
Ana Paula Vitorino
6/15/2004 01:33:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, junho 14, 2004
 
Forum Europa PS[136/2004]
PS vence no concelho de Lisboa

O PS foi o partido político que teve mais votos no concelho de Lisboa.
O PS obteve 41,2% dos votos.
Se quiser conhecer mais detalhadamente os resultados, quer do concelho, quer das 53 freguesias da cidade, consulte o site do STAPE.
FC
6/14/2004 01:14:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, junho 09, 2004
 
António Luciano Pacheco de Sousa Franco

Sousa Franco

[135/2004]
Falecimento do Professor Doutor António Sousa Franco

Na hora trágica do falecimento brutal e inesperado do Professor António Sousa Franco, jurista eminente e cidadão insigne que prestou valorosos serviços a Portugal, aos portugueses e ao Partido Socialista, o PS Lisboa, em solidariedade para com a família enlutada, a quem endereça as mais sentidas condolências, encerra de imediato as acções de campanha para as eleições europeias.
Miguel Coelho,
Presidente da Concelhia do PS Lisboa
6/09/2004 01:23:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Lisboa Colinas

[134/2004]
7 ideias para Lisboa

Face às trapalhadas e ao show off da actual gestão camarária e perante o vazio de obra do Dr. Santana Lopes os lisboetas esperam por um verdadeiro projecto político para a cidade. O PS deve apostar em ideias mobilizadoras e concretas que se enquadrem numa nova forma de gerir a cidade - que se quer mais participada e com mais parcerias para execução de projectos bem definidos.

Neste quadro, lanço sete ideias para debate no âmbito do Fórum Cidade e que procuram ser contributos para a mudança de que Lisboa carece:
1 - Lisboa deve criar, em parceria com todas as entidades potencialmente envolvidas no turismo, um Plano LX TURISMO que potencie economicamente a atractividade natural da cidade. Assim sendo, e muito sinteticamente, este Plano pode basear-se, tal como a Estratégia Cultural de Londres apresentada neste Fórum Cidade, em quatro eixos fundamentais: excelência, criatividade, acessibilidade e valor.
O objectivo excelência deve visar garantir que, ao nível do turismo, Lisboa deve estar a par do que de melhor se faz no mundo, o que se deve alcançar, entre outros aspectos, através da realização de grandes eventos e congressos, construindo bons equipamentos e infra-estruturas, reformando e requalificando o porto de Lisboa e toda a frente ribeirinha, promovendo a marca "Lisboa" e cuidando do espaço público da cidade.
O objectivo criatividade deve garantir a criação de mecanismos de apoio a novos talentos e novas actividades que primem pela criatividade empresarial e pela sua atractividade potencial.
O objectivo acessibilidade pretende que todos os portugueses, para além de todos os estrangeiros, possam usufruir da vertente turística de Lisboa o que deve consubstanciar-se na promoção, diferenciada e atractiva, interna e externa, do turismo lisboeta.
O objectivo valor assenta na ideia de que deve ser retirado o máximo de qualidade e rendimento económico para Lisboa e os lisboetas do investimento feito neste domínio.
2 - Lisboa deve apostar na redução do tráfego automóvel e no aumento da oferta de estacionamento residencial. Para o efeito, deve ser introduzida uma taxa de circulação, para não residentes em Lisboa, que permita reduzir o número de viaturas que entram na cidade. Ao mesmo tempo, os recursos financeiros alcançados com esta taxa deverão ser direccionados para a construção, em silo, de parques de estacionamento residenciais.
3 - Os Bairros Municipais, criados a partir do PIMP e do PER, devem ser alvo de um Plano Integrado, elaborado e concretizado em parceria com as Freguesias, para a manutenção do seu edificado, a criação e manutenção de equipamentos e espaços culturais e desportivos, a criação e manutenção de espaços verdes, a requalificação do seu espaço público e a melhoria da iluminação e da segurança.
4 - A Câmara Municipal de Lisboa deve contribuir para uma cidade mais segura. Para o efeito, entre muitas outras medidas que deve adoptar, deve estabelecer com o Ministério da Administração Interna, e com as forças de segurança sob sua tutela, um Protocolo de Cooperação que permita dotar as instalações policiais da cidade de mais e melhores meios e condições - de modo a que os agentes no terreno possam desempenhar a sua missão com mais eficácia.
5 - Apostar nas empresas deve ser um desígnio de uma nova gestão da cidade. Como tal, a CML deve proceder a uma reformulação das Associações LISPOLIS e AMBELIS de modo a inverter a saída de empresas da cidade, a estimular o desenvolvimento dos espaços criados pelo LISPOLIS, a criar novos TECNOPOLOS em zonas de expansão da cidade e dotados de boas acessibilidades, como Chelas e Alto do Lumiar, a apoiar os novos criadores e empreendedores e o pequeno comércio e a restauração.
6 - A marca de Lisboa na história de Portugal e no mundo deve ser uma âncora cultural e turística da cidade. Daí que o Museu da Cidade deva ser requalificado de modo a ganhar atractividade, dimensão turística e cultural. Igualmente, deveriam ser criados, recorrendo aos mais modernos meios multimedia, dois museus que pudessem reflectir a história de Lisboa e de Portugal em dois momentos marcantes e que se enquadrassem numa perspectiva cultural e turística da cidade: Um Museu dos Descobrimentos e um Museu do 25 de Abril.
7 - Os mecanismos de Protecção e Socorro de Lisboa devem ser, a nível local, mais profissionalizados. De facto, a institucionalização, em cada Freguesia, dos Centros de Operações de Emergência, com recurso a uma componente de voluntariado para primeira intervenção é algo que tem dado mostras, em outras zonas, de não resultar eficazmente em situações de emergência. A primeira intervenção é muitas vezes a intervenção mais decisiva. E como tal, não pode ficar à mercê do improviso, da boa vontade e da disponibilidade momentânea dos cidadãos. Investir mais na profissionalização dos Centros Locais de Operações de Emergência terá de ser uma prioridade.
Rui Paulo Figueiredo
6/09/2004 01:01:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, junho 08, 2004
 
Arrumador carros

[133/2004]
O outro lado das esmolas

Entro no carro, ultrapasso 16 lombas circulares de controlo de velocidade, isto é todas as tampas de esgoto colocadas abaixo do nível do pavimento e lombas de controlo de velocidade colocadas pela CML, que felizmente ultrapasso sem sobressaltos porque foram entretanto arrancadas e paro no primeiro semáforo.
Uma jovem, com pouco mais de dezasseis anos, o rosto meio coberto por um lenço atado atrás da nuca, um seio de fora amamentando um recém-nascido, arrastando atrás das saias, até aos pés, dois dos seus outros filhos sujos e ranhosos, bate-me no vidro do carro e implora numa linguagem quase desconhecida: "Ismól, pu favô - filhós cum fomi". Abre-se aí a minha primeira dúvida do dia. "Dou alguns cêntimos, finjo que não vejo..?". É que neste mundo, o ditado: preso por ter cão ou por não ter, torna-se cada vez mais real. Isto é, já não soluções nem pensamentos totalmente certos. Por lado, o coração prende-se com algo que ao longo dos anos me ensinaram que se chama pena (raio de palavra) e a vontade de dar duas ou três moedas que resolva o problema no momento cresce. Por outro lado, reflectindo um pouco, também sei, que assim não resolvo problema nenhum. Apenas adio o problema por mais alguns dias, numa forma de enterrar a cabeça na areia. Se não se criar nas pessoas vontade para que lutem por soluções de auto-suficiência, se não houver um governo que crie medidas que sirvam de motor de arranque (exemplo do Rendimento Mínimo Garantido) para aquilo que, quase se pode chamar a auto-determinação destas, continuaremos com um dos mais graves problemas sociais existente. E é esta continuação, que é a base da sobrevivência de uma direita bacoca. Se tiver pessoas continuamente a receber esmolas, tem estas pessoas dependentes e assim controladas. Não se resolve problema algum, mas também ninguém se queixa muito.
Continuo viagem.
Que sorte. Um lugarzinho para arrumar o carro, mesmo ali à mão de calhar, numa zona que já ninguém sabe se é da EMEL ou não?
Era nisto que pensava quando ouvi uma vozita sumida e arrastada a gemer: "venha, venha, torça tudo, prá direita - tá bom - oh patrão, não têm aí uma moedita?"
E mais um, para o qual não sabemos bem o que fazer. Até porque grande parte dos que dão a moedita, não dão por uma questão social, mas sim por medo, de quando se chegar, ter o carro com mais alguns riscos.
E para quando uma solução, para o proliferar de arrumadores na cidade, sem que ninguém faça nada, que ajude estes homens a viver com mais dignidade.
Mas vamos continuar um pouco mais. Reconheçamos que nem tudo é esmolar nesta velha, mas sempre jovem Cidade moura. Ainda agora me sentei à secretária e logo sou informado que a Dona Ofélia, vizinha do 5º esquerdo, reformada, aderiu à Igreja Missionária do Todo Poderoso e só paga uma décima mais o imposto do Reino dos Céus de 40%, para arrumar um lugar nos reinos do além.
Mas o nosso mundo de esmolas não se fica por aqui.
O telefone toca. Do outro lado do fio uma voz melodiosa, milhares de vezes repetida, garante-me: "Sou um homem com sorte", acabei de ganhar uma viajem às Bermudas, sem fazer rigorosamente nada. Simplesmente tenho de ir a uma reunião às 22 horas, num local pré-definido e aceitar participar num jogo. Garantidamente, não é conto do vigário, nem mais nenhum pedido de esmola.
Aqui em casa, estou seguro de encontrar algum arrumador que me arrume num lugar do sofá. Liguei a televisão. Olhem bem o sossego. "Mande uma mensagem SMS e ganhe um relógio sem horas, custo da mensagem 2 euros.", "Está apaixonado e não é correspondido?, ligue 4343 seguido de A, B ou C e o mestre Prof. Dr. Gabanzunga o fará feliz - custo da mensagem apenas 1,5 euros".
Bem no meio de tudo isto o melhor é ir dormir. Talvez sonhar com aquela notícia de última hora "em Portugal o desemprego atingiu 6,8%, mas o Governo anda a fazer tudo para resolver o défice".
Hugo Xambre Pereira
6/08/2004 01:28:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, junho 07, 2004
 
London

[132/2004]
Londres: uma estratégia cultural para dez anos

No próximo dia 10 de Junho, realizam-se em Londres, em simultâneo com as eleições para o Parlamento Europeu, eleições autárquicas.
Candidatando-se a um segundo mandato, o actual Mayor, o trabalhista Ken Livingstone, apresenta-se a votos com uma Estratégia Cultural para Londres para um período de dez anos, a qual pode ser consultada nesta página.
Menciono aqui o facto por me parecer a vários títulos relevante e por achar que os bons exemplos podem e devem ser estudados.
Em primeiro lugar, dir-se-ia que Londres já é um potentado cultural. Pois bem, o seu Presidente da Câmara, sabendo isso mesmo, considera que essa riqueza da capital britânica deve ser fomentada e apoiada com um pensamento estratégico.
Em segundo lugar, a Estratégia Cultural para Londres não é uma compilação de lugares comuns pronta a ser lançada de uma rampa de lançamento para as eleições. Não, foi constituído um grupo de trabalho para o efeito, grupo esse que produziu conclusões, as quais foram sujeitas a um processo de consulta pública e só depois foi a estratégia definitivamente terminada.
Em terceiro lugar, é uma ideia para o futuro cultural de Londres que versa sobre artes, desporto, património cultural e indústrias ligadas à cultura.
Por fim, presentemente, a cultura e a actividade criadora são responsáveis por quinhentos mil empregos em Londres e ficam apenas atrás da indústria financeira em matéria de actividades que maior quantidade de riqueza geram.
Assim sendo, e muito sinteticamente, a Estratégia baseia-se em quatro objectivos fundamentais: excelência, criatividade, acessibilidade e valor.
O objectivo excelência visa garantir que, ao nível da cultura, Londres produz e oferece o que de melhor se faz no mundo, o que se pretende alcançar apoiando a candidatura da cidade à realização de grandes eventos, construindo bons equipamentos e infra-estruturas e lançando e promovendo a marca "Londres".
O objectivo criatividade parte da constatação de que é esse "fermento" o responsável directo pela atracção que Londres constitui para milhões de pessoas, criadores e espectadores, e pretende-se com ele descobrir e apoiar novos talentos e novas actividades e oferecer o ensino das artes como uma possibilidade de formação profissional contínua ao longo da vida e de combate ao desemprego.
O objectivo acessibilidade pretende que todos os londrinos usufruam a vertente cultural da sua cidade, sejam eles novos ou velhos, deficientes ou idosos, de cultura inglesa ou não, pretende também que a cultura seja uma forma de fortalecimento da identidade das comunidades, uma maneira de reforçar os laços entre vizinhos, fomentando as mais diversas manifestações culturais, visa a promoção da cultura desde o nível internacional até ao nível do bairro, em coordenação com a estratégia de desenvolvimento da grande Londres e de requalificação do espaço urbano.
O objectivo valor assenta na ideia de que deve ser retirado o máximo de qualidade do investimento feito neste domínio, pugnando por investimentos condignos para uma capital europeia com 5, 2 milhões de habitantes.
Vale a pena ler e, sobretudo, meditar no facto de uma cidade pujante do ponto de vista cultural como Londres ter uma estratégia cultural para dez anos.
Sofia Oliveira Dias
6/07/2004 01:22:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, junho 04, 2004
 
Monsanto

[131/2004]
Monsanto é pura diversão...

"Monsanto é pura diversão", lê-se num gigantesco cartaz da Câmara Municipal de Lisboa que anuncia para breve (?) a transferência do hipódromo para o parque.
Presume-se que o mesmo puro espírito de diversão estará por detrás da transferência de Ministérios, da Feira Popular e de outras minudências para Monsanto.
O Edil, sossegando espíritos mais atormentados, que já se haviam condoído pelo abate de árvores no centro da cidade para construção do túnel do Marquês, anunciou a promessa de plantação de milhares de árvores e arbustos no parque de Monsanto.
E ao contrário de muitas das outras promessas esta posso eu comprovar que está a ser cumprida! A minha filha, com apenas 4 anos, apareceu-me num fim de dia, no infantário, com um diploma assinado pelo Sr. Presidente da Câmara que atesta que a criança plantou uma destas espécies vegetais!
Talvez cumprindo algum pacto de silêncio, apesar do interrogatório paterno a criança fechou-se em copas e até hoje não consegui saber que espécie plantou, se uma árvore ou um arbusto...
Com o mesmo espírito que caracteriza os homens de boa vontade elucidou-nos e ficamos (de boca aberta) a saber que todas estas novas valências que por certo irão animar a diversão de Monsanto não custarão o abate de uma única árvore!
É caso para dizer: desde a conferência da ONU no Rio de Janeiro, anda para aí muita gente a perder tempo a reflectir sobre o desenvolvimento sustentável, a aplicação da agenda local 21 e outras bizantinices.
Lisboa pode agora arvorar-se de farol da política ambiental ao nível local, pois descobrimos que isto afinal é tudo muito mais simples: para procedermos à monitorização ambiental basta fazer contas ao saldo entre árvores abatidas e árvores plantadas (os arbustos servem para os arredondamentos)...
Sejamos sérios, o problema da transferência deste conjunto de equipamentos e funções para Monsanto não se insere numa estratégia de animação do parque, porque se assim fosse instalar-se-iam em locais limítrofes, fora dos seus actuais limites, numa estratégia de mediação entre a área sujeita a regime florestal e a cidade circundante.
A aposta por Monsanto prende-se com o facto de haver aparentemente terreno disponível e da necessidade de urbanizar ou transformar o uso dos locais onde actualmente se situam as funções a instalar.
Terão sido avaliados os impactes das actividades sobre o ecossistema, para além da mera operação contabilística entre árvores plantadas e árvores abatidas?
Creio que não! O desabafo de que outros presidentes de Câmara não aceitaram realojar a Feira Popular nos seus Concelhos é bem revelador desta má consciência.
Este desabafo, transcrito na imprensa, denuncia também a ausência de um projecto estratégico de Lisboa enquanto cidade capital e área central de uma vasta Área Metropolitana.
Lisboa deveria liderar, no seio da Junta Metropolitana, uma estratégia de concertação de desenvolvimento regional e respectiva tradução no desenvolvimento dos projectos específicos.
Evidentemente que a Feira Popular no formato que existiu não tinha futuro, se pensada numa estratégia competitiva de desenvolvimento turístico regional, enquanto destino internacional. Nessa medida o seu simples realojamento torna-se uma mera operação de mercearia de gestão das indemnizações aos feirantes.
O alargamento do formato da Feira Popular, em Parque temático, localizado na Área Metropolitana, numa lógica de gestão de sinergias e complementaridades regionais, afirmaria melhor Lisboa enquanto destino turístico, para o qual também concorre, com a sua singularidade, o parque de Monsanto, enquanto sobreviver...
Paulo Prazeres Pais
6/04/2004 02:57:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, junho 02, 2004
 
Comício Europa 2004

[130/2004]
Estas eleições não são como as outras

Bruxelas, para muitos europeus, como para muitos portugueses, é algo distante no seu imaginário e no seu dia-a-dia, é sinónimo de burocracia.
Nada mais errado.
As decisões de Bruxelas mexem cada vez mais com a nossa vida.
Muitas das decisões que aqui tomamos estão intimamente ligadas ao edifício legislativo elaborado em Bruxelas e que é obrigatoriamente vertido na nossa legislação interna.
Frequentemente é para nosso bem, como ficou claramente expresso nos tribunais portugueses, no caso do Túnel do Marquês, que obrigou Pedro Santana Lopes a acatar a nossa lei ordinária a qual derivou, exactamente, da transposição de uma directiva europeia.
Mas nem sempre é para nosso bem e no sentido do bem-estar dos cidadãos europeus, dos cidadãos portugueses.
É por isso que o combate por melhores decisões, por decisões mais favoráveis aos cidadãos desta nova Europa passa pelo reforço da família socialista europeia e por colocá-la na liderança do Parlamento Europeu.
Os ventos de mudança que se sentem soprar por toda a Europa, e a que o sinal dado pelos nossos vizinhos espanhóis deu maior consistência, anunciam a possibilidade de colocar a família socialista naquela liderança.
Mas para tanto é também necessário que, aqui em Portugal, os socialistas saiam reforçados.
È necessário que os socialistas portugueses saiam reforçados para que a influência da família socialista em Bruxelas possa conduzir à revisão do pacto de Estabilidade, possa conduzir a que Bruxelas aposte nas pessoas, na sua educação, na sua formação, na inovação, na criatividade, na ciência e na tecnologia, nas políticas que criam emprego, que desenvolvem a Europa e que possam tornar os europeus mais felizes.
Uma forte influência da família socialista em Bruxelas tenderá a derrotar, em Portugal, a crise, a recessão, o desânimo e a devolver-lhe a esperança, a alegria e a perspectiva de desenvolvimento futuro.
Mas é também necessário que os socialistas portugueses saiam reforçados para derrotar a direita unida que hoje se apresenta de novo em Portugal (já não o fazia desde 1987), uma direita antieuropeista que arrasta para esta posição o seu parceiro de coligação e que deixa os sociais democratas europeístas numa difícil encruzilhada.
Por tudo isto temos que estar mobilizados e passar a mensagem: - Estas eleições não são como as outras.
No próximo dia 13 de Junho, pela primeira vez na história da Europa, 25 países (dos quais 10 pela primeira vez) vão votar em conjunto tendo em vista as eleições para o Parlamento Europeu.
Este facto constitui um marco histórico para a vida de 450 milhões de cidadãos com história, línguas e culturas diferentes, mas unidos numa matriz europeia e civilizacional que se baseia na Paz, no Estado de Direito, nos Direitos Humanos, na Democracia, na Liberdade e no Modelo Social Europeu com a perspectiva e os objectivos da Estratégia de Lisboa.
Estas eleições não são como as outras.
Vamos incentivar e levar os portugueses a votar.
Celeste Correia
6/02/2004 02:29:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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