Forum Cidade

Forum Cidade

Partido Socialista
António Costa

Definição e Objectivos
Empenhada na promoção da participação dos seus militantes e dos cidadãos em geral na vida e no futuro da cidade de Lisboa, a Comissão Política Concelhia de Lisboa (CPCL) do Partido Socialista decidiu criar e institucionalizar de forma permanente um espaço de debate político e social: o Forum Cidade. Contribuir para a construção, em termos programáticos, de uma alternativa de governo para a cidade de Lisboa e alargar a base de participação dos cidadãos na reflexão sobre a gestão da cidade, propondo iniciativas a desenvolver pelos autarcas socialistas numa lógica territorial adequada ao tecido social e urbano em análise são os dois grandes objectivos que o Forum Cidade se propõe prosseguir. O Forum Cidade será uma estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa, que deverá envolver militantes do PS e cidadãos independentes no compromisso de reflectir conjuntamente sobre as potencialidades e os problemas de Lisboa, tendo em vista a procura e a formulação de propostas que visem o desenvolvimento sustentável da cidade, a busca de soluções para questões inadiáveis ou até a tomada de posição em matérias que considere relevantes.
Forum Conclusões Conclusões dos grupos de trabalho do Forum Cidade apresentadas em Lisboa no dia 2005/05/03:
(documentos em pdf)

Conclusões (694 KB)
Qualidade Vida/Ambiente (296 KB)
Escola e Comunidade (177 KB)
Política Urbana (234 KB)
Desporto (241 KB)
Espaço Público (152 KB)
Segurança Rodoviária (258 KB)
Modelo Económico (480 KB)

Forum Conclusões
Digite o seu eMail para ser notificado de novos conteúdos no Forum Cidade!

powered by Bloglet


Arquivos

Julho 2003

Setembro 2003

Outubro 2003

Novembro 2003

Dezembro 2003

Janeiro 2004

Fevereiro 2004

Março 2004

Abril 2004

Maio 2004

Junho 2004

Julho 2004

Agosto 2004

Setembro 2004

Outubro 2004

Novembro 2004

Dezembro 2004

Janeiro 2005

Março 2005

Abril 2005

Maio 2005

Junho 2005

Julho 2005

Agosto 2005

Setembro 2005

Outubro 2005

Março 2007

Abril 2007

Maio 2008

Junho 2008



Correio para:
forumcidade2@gmail.com





Outros WebSites

Partido Socialista

Comissão Política Concelhia de Lisboa


Grupo Parlamentar PS



Outros Blog's do PS

Outros Blog's sobre Lisboa
Diários de Lisboa
Imagens da Cidade
Jornal da Praceta
Lisboa abandonada
Lisboa a arder
Pelourinho da Lisboa
Viver Bem na Alta de Lisboa
Vizinhos

Outros Blog's
Abrangente
Adufe
Almocreve das Petas
Ânimo
Assembleia
Bioterra
Blogo Social Português
Blog sem nome
Bloguítica
O Carimbo
Causa Nossa
O Cheiro a torradas pela Manhã
Descrédito
Estrago da Nação
Forum Comunitário
Fumaças
Gang
Janela para o Rio
Jaquinzinhos
O Jumento
Mar Salgado
Minisciente
O País Relativo
A Pantera Cor de Rosa
Pessoal in Transmissível
À Procura da Cleópatra
República Digital
Respirar o Mesmo Ar
Ser Português (Ter que)
TM&RP
A Toca do Gato
Victum Sustinere
Viva Espanha


PTbloggers

Technorati


Tugir em português


Partido Socialista
Comissão Política
Concelhia de Lisboa



Cartazes 2004/5 Gente que Faz
2003




Forum Cidade
Estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa
quinta-feira, março 31, 2005
 
Candeeiro Lisboa
[026/2005]
Um rosto para Lisboa

O Forum Cidade, estrutura informal lançada pelo PS/Lisboa para debater e preparar políticas para a cidade que possam vir a constituir a base programática da nossa candidatura a Lisboa, tem já em fase de ultimação um conjunto de propostas, fruto das reflexões que têm sido feitas nos grupos temáticos e, também, dos contributos que foram apresentados neste Blog.
Muito naturalmente estamos em fase de decidir quem vai protagonizar este conjunto de ideias e soluções.
Não se pode, nem deve, esperar mais. O Secretariado Nacional do Partido Socialista propõe-nos Manuel Maria Carrilho.
O PS/Lisboa teve a sorte de poder contar como presumíveis candidatos com nomes de grande gabarito, todos eles capazes de protagonizarem vitoriosamente o nosso projecto para Lisboa. Acontece que para ser candidato é preciso querer ser e aí, Manuel Carrilho revelou sempre uma disponibilidade digna de registo. Tal como ele reconhece hoje num diário de referência, temos estado em diálogo, uma vez que para aceitar candidatar-se era decisivo ter o apoio do Presidente do PS/Lisboa. Naturalmente que sim! Carrilho será um candidato vencedor que protagonizará um projecto para Lisboa de modernidade, cosmopolita e solidário para com as pessoas.
Vamos a isto.
Miguel Coelho
Presidente do PS/Lisboa
3/31/2005 11:59:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Candeeiro Lisboa
[025/2005]
Uma excelente escolha para Ganhar Lisboa!

Com o apoio do Secretariado da Concelhia de Lisboa, o Secretariado Nacional do PS aprovou ontem, sob proposta do Secretário-Geral, o camarada Manuel Maria Carrilho como candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa.
Esta é uma excelente notícia para os lisboetas em geral e para os socialistas em particular.
Para os lisboetas, porque Manuel Maria Carrilho poderá ser o protagonista decisivo para transformar Lisboa numa cidade moderna e atractiva para viver, trabalhar, estudar e visitar. Uma Lisboa com mais qualidade de vida, melhores políticas sociais, mais segurança, melhor mobilidade e estacionamento, melhor oferta cultural e desportiva e mais investimento economicamente reprodutivo, entre outras apostas que terão de ser feitas. Uma Lisboa que colha o que de melhor se faz no estrangeiro e que se torne cada vez mais atractiva para cidadãos e empresas. Uma Lisboa renovada e rejuvenescida que aposte no talento, na tecnologia e na tolerância. Uma Lisboa cosmopolita e multicultural. Uma Lisboa que aposte na conjugação de sinergias publicas e privadas para a dotar de um espaço público mais cuidado e de mais equipamentos sociais e habitação. Uma Lisboa que aposte na reabilitação e num urbanismo de qualidade. Uma Lisboa reorganizada administrativamente. Uma Lisboa de futuro e com futuro!
Para os socialistas, porque Manuel Maria Carrilho poderá contribuir para o reforço da unidade do PS. E porque demonstrou, em todo este processo, persistência, coragem e capacidade de afirmação política.
Como sabem, aqueles que acompanham este Blog e a actividade do PS/Lisboa, nunca exprimi publicamente qualquer opinião sobre o candidato do PS à Câmara de Lisboa. Entendi, sempre, só o fazer nos locais próprios e reservados. Procurei, deste modo, contribuir, responsavelmente, para ser parte da solução e não parte do "problema". "Problema" que, na minha opinião, não existia!
Como grande partido de poder que somos tínhamos um vasto leque de camaradas que estavam em condições de travar, em nome do PS, este combate e de contribuir decisivamente para o "salto" qualitativo que Lisboa merece e anseia.
É saudável e natural que cada um tenha tido, nos locais próprios, a sua preferência pessoal. Mas a escolha de Manuel Maria Carrilho só pode ser considerada uma escolha natural e reflexo de um partido unido e politicamente maduro e responsável.
Com efeito, para se ser candidato a primeira condição é a vontade e disponibilidade para realizar, sem exigência de condições pouco exequíveis politicamente, essa disputa. Ora, Manuel Maria Carrilho manteve-se sempre disponível para, nesses termos, protagonizar esta candidatura.
Seja bem-vindo é o que lhe digo. Poderá contar comigo e, estou certo disso, com todo o PS/Lisboa!
Todos somos poucos para Ganhar Lisboa!
Importa, no entanto, partir rapidamente para a consolidação programática do nosso projecto a partir dos trabalhos do Forum Cidade e das ideias do candidato.
E, além do mais, para a definição do modo como nos apresentaremos ao eleitorado - matéria sob a qual entendo não acrescentar publicamente mais nada em relação ao que já escrevi neste Blog.
Por último, importa dar início aos trabalhos de escolha dos restantes protagonistas do PS na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Freguesias. Nesta matéria, entendo que não podemos ter candidaturas de facção - mesmo que maioritárias e muito menos minoritárias. As candidaturas do PS deverão representar a unidade e pluralidade do partido e dos cidadãos independentes que o apoiam. Deverão ser fruto de um consenso entre a direcção nacional, a concelhia e o candidato. Deverão ser factor de união e não de divisão. Deverão ser sinónimo de qualidade política, académica e profissional. Deverão rejuvenescer e renovar os protagonistas. Deverão ser exemplo de um novo ciclo para ganhar e mudar Lisboa.
Rui Paulo Figueiredo
3/31/2005 01:05:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, março 30, 2005
 
Alfama
[024/2005]
Os militantes o PS e Lisboa

Os portugueses votaram para o parlamento Europeu e mostraram um cartão amarelo à coligação de direita condenando claramente as suas políticas. A direita não entendeu este sinal e continuou a levar Portugal para o abismo.
Os portugueses votaram nas eleições legislativas de 20 de Fevereiro e deram claramente a vitória ao PS, conquistando o Partido Socialista a sua primeira maioria absoluta e condenando a direita populista a uma das maiores derrotas após o 25 de Abril de 1974.
Todos temos que perceber os sinais que o povo português nos indicam.
Quero com isto dizer que os portugueses ao darem esta claríssima confiança ao PS, confiaram nos homens e nas mulheres que melhor poderão servir o governo de Portugal, para sair do pântano em que Portugal foi atirado pela coligação populista de direita.
Os portugueses esperam que no próximo acto eleitoral,em Outubro de 2005, o PS assuma as suas responsabilidades, indicando os homens e as mulheres que maiores garantias ofereçam para desempenharem um papel decisivo para o bem estar das populações.
Assim, o próximo acto eleitoral reveste-se da maior importância para o país e em particular para a cidade de Lisboa. Quem não se recorda da excelente governação que a esquerda desenvolveu, nomedamente no campo da urbanização, onde se verificaram grandes alterações nas zonas mais degradadas de Lisboa. Um desses exemplos foi sentido na Freguesia de Marvila, onde se realizaram profundas alterações em zonas como o bairro Chinês, em que milhares de lisboetas que viviam numa situação humilhante, sem água, luz, esgotos etc.. Outros exemplos desenvolvidos foram: a recuperação da zona Oriental de Lisboa, o apoio às associações culturais, sociais e desportivas de Marvila (só em Marvila são mais de 100), o desenvolvimento dos espaços verdes, dando uma melhor qualidade de vida aos lisboetas, etc.,etc., etc...
Os socialistas estiveram em primeiro plano nestas realizações, contribuindo com o seu empenhamento para uma melhoria das condições dos Lisboetas e prestigiando o Partido Socialista.
Os socialistas de Lisboa, esperam que os seus dirigentes tenham também em linha de conta, as suas opiniões quanto a coligações e planos de gestão para a cidade.
Convicto de que o PS saberá e zelará para manter os seus militantes confiantes e orgulhosos do seu partido, com rumo a mais uma vitória.
José Alexandre
Secretário coordenador de Marvila
3/30/2005 01:13:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, março 29, 2005
 
Ascensor Glória
[023/2005]
Um ascensor chamado desejo

A calçada da Glória, com o elevador da Glória é um dos casamentos mais felizes desta cidade que:
"(...) Facilmente das outras és princesa (...)"
Porém pena é que, nem todos, mormente aqueles com mais responsabilidades, queiram, ou saibam com um pouco mais de dedicação, eficiência e "golpe de asa", manter aquele real estatuto.
Deixando de parte as divagações sobre literatura cara, quero referir o estado lastimoso da supracitada artéria, bem como dessa "jóia" de Lisboa, que se chama elevador da Glória.
O empedrado que bem podia e devia ser, por direito próprio ? calçada à Portuguesa ? é mais (des)calçada à Portuguesa, tais são os buracos em toda a sua extensão, particularmente, cá em baixo, junto aos Restauradores, na zona da tomada de passageiros do referido ascensor.
Depois, por ali acima, é "Um Deus nos acuda". As paredes da maioria dos prédios e muros, que de ambos os lados da calçada, pertencem maioritariamente, directa ou indirectamente, ao Estado, há muito que não têm obras e estão carregados de "grafits"; no chão, temos pedras descalcetadas e buracos que aliás, os automobilistas, todos os dias "ajudam" a aumentar.
Porém, onde se atinge o cumulo é no largo situado, a meia encosta, e que dá pelo nome de ? Largo da Oliveirinha. Dominando o mesmo, encontra-se uma pseudo fachada daquilo que, há muito tempo, deveria ter sido um prédio; actualmente é uma central de lixo que ainda por cima pende das janelas e portas, para a via pública.
O problema daquele espaço ocupado, com a dita cuja "central" é que, para além de ser (ines)estético e (des)urbanístico é acima de tudo, um caso de saúde pública.
Como, segundo se diz, uma imagem vale mais que mil palavras, aqui vão algumas fotografias.
E, que dizer dos elevadores ? ex-libris de Lisboa ? continuamente carregados de "grafits"?
Há alguns meses, a Carris e bem, mandou pintá-los de amarelo, como é da praxe. Pois não demorou quinze dias a ficarem (re)pintados. Desta vez nem as janelas escaparam.
A juntar a estas desgraças, e como uma, nunca vem só, temos o problema do estacionamento. Há uns anos a esta parte, os automobilistas descobriram esta autêntica "mina de ouro", em plena Baixa, ou seja estacionamento gratuito, 24 horas por dia, e tendo, quase a certeza que a polícia "não chateia". Em tempos a EMEL, começou por colocar no largo um parquímetro, mas depois esqueceu-se dele.
Ora se pensarmos que, a calçada da Glória é, depois do Castelo, Baixa e Belém, o percurso da cidade mais frequentado, por turistas, está tudo dito em matéria de atracção turística.
Bom, e para que se não diga que sou do "Bota Abaixo", aqui vão as minhas sugestões:
fecho ao trânsito da Calçada da Glória e arruamentos circundantes, a saber:
Rua da Glória, a partir da confluência com a travessa da Conceição da Glória e até à Calçada da Glória;
Largo da Oliveirinha.
Demolição coerciva do que resta do referido imóvel do largo da Oliveirinha, por vários motivos mas, certamente por uma questão de saúde pública.
João Nabais
3/29/2005 01:50:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, março 28, 2005
 
Amolador
[022/2005]
A Administração Pública e as suas lógicas

Alguns jornais da passada quinta-feira, 24 de Março, noticiaram que o Governo, no que se refere à Administração Pública, pretende limitar as nomeações aos directores-gerais, enquanto a atribuição das chefias intermédias se fará mediante concurso público, o mesmo podendo suceder às nomeações dos próprios subdirectores-gerais ou equiparados.
Naturalmente que tal notícia não deixa de causar alguma surpresa e também perplexidade, uma vez que as soluções que apontam para uma boa Administração Pública, bem como a experiência anterior havida nessa matéria, recomendam que, mesmo ficando de fora do seu âmbito os institutos públicos e as empresas públicas, uma medida dessa natureza não seria de retomar.
Por outro lado, não deixa de ser preocupante o seu anúncio tão repentino porque mostra que ficou por fazer a necessária avaliação da experiência anterior nesse domínio, nada abonatória, diga-se de passagem, porque em nada contribuiu para que daí tivesse resultado alguma melhoria, ainda que marginal, no funcionamento da máquina administrativa do Estado.
Primeiro porque obrigou a máquina do Estado a debruçar-se ainda mais sobre si mesma num carrossel infindável de dirigentes envolvidos em processos de concursos cruzados (inter-organismos). Depois porque se revelaram ser procedimentos autofágicos em elevado grau e estéreis nos seus resultados.
Desde logo por se ter constatado que esses processos de concursos constituíram, a maioria das vezes, um enorme embuste. Não só, porque o que se avalia são, quanto muito, meros parâmetros técnicos dos candidatos e não a qualidade da obra realizada e outras relevantes aptidões de natureza mais subjectiva, e como tal, de difícil mensurabilidade. Daí, e para quem se obrigou a respeitar escrupulosamente o espírito dos concursos, as escolhas, não bastas vezes, não foram as melhores, o que significa que se promoveu a incompetência, fundamentalmente porque as restrições dos termos de partida não foram, como não poderiam deixar de ter sido as adequadas. Exemplo disso é a valorização de parâmetros facilmente quantificáveis como a formação - aqueles que apresentam nos respectivos currículos muitas acções de formação, por vezes tantas que se fica por saber que tempo útil lhes teria sobrado para terem produzido fosse o que fosse ao longo do seu tempo de actividade - acabaram por sair beneficiados.
Nos casos em que o objecto do concurso tinha destinatário identificado, porque se considerava a pessoa mais qualificada para o lugar, ou porque manhosamente havia intenção de favorecer alguém por qualquer outro critério, a forma mais expedita de contornar a aleatoriedade inerente ao próprio concurso, foi estabelecer as tais condições de partida que servissem de fato à medida, o que naturalmente não deixa de ser outra forma de embuste, eventualmente ainda mais perversa.
Porventura poderá a medida anunciada inserir-se num objectivo mais genérico da Reforma da Administração Pública?
Muito dificilmente, uma vez que desse modo se incrementará o já de si elevadíssimo grau de irresponsabilidade que grassa na nossa Administração Pública, elemento que faz dela a sua verdadeira matriz identitária.
Vamos pôr as coisas como elas são. Que responsabilidades podem ser assacadas a um Director-Geral se ele não pode, mesmo que indirectamente, ter uma palavra a dizer na escolha da sua equipa de chefias intermédias que com elas é suposto conduzir organicamente e com um mínimo de coesão a actividade da respectiva instituição? Em que medida acresce o grau de responsabilização do DG se até a escolha dos seus Subdirectores-Gerais lhe passa completamente ao lado?
Já agora conviria perguntar qual a utilidade, neste quadro da nossa AP, dos cursos de direcção superior com que se pretende apetrechar os futuros detentores dessas (ir)responsabilidades? Em suma, num quadro destes, impõe-se formular outra pergunta óbvia - mas afinal para que é que serve um Director-Geral?
Que outras lógicas ainda poderão explicar esta medida? Que assim iremos aumentar a coerência, a agilidade e a eficácia da nossa AP, passando a ser essencialmente focalizada na qualidade dos serviços que presta ao cidadão, mediante a introdução crescente de processos gestionários por contraponto à burocracia salazarenta que a tolhe? Também aqui dificilmente tem enquadramento.
Embora se compreenda a necessidade de dar sinais claros de isenção, e de dar mostras que o Governo não vai, porque não deve, utilizar a máquina do Estado para satisfazer as suas clientelas políticas, sobretudo numa hora em que a AP deve imperativamente emagrecer, existem outras formas, essas sim enquadráveis no âmbito de uma real reforma da Administração Pública que produzem o mesmo efeito e com melhores resultados.
Assim, e no actual contexto político, a medida como anunciada apenas revela que o complexo dos boys ainda não se extinguiu, que continua a fazer o seu percurso, apesar da direita ter mandado o assunto pura e simplesmente às malvas enquanto esteve no poder, e os partidos à nossa esquerda terem esquecido completamente o assunto.
Então para quê colocar a questão na agenda política mesmo correndo o risco de pôr em causa a mais que necessária reforma da Administração Pública? Não é isto insoluvelmente contraditório? Não será contraditório que para circunscrever os cargos de nomeação política tenha que se oferecer como contrapartida a re-adopção dos concursos públicos para chefias? Terá de ser assim?
Num artigo publicado neste blog no passado dia 2 de Dezembro último com o título A Administração Pública - que caminhos? Procurou-se referir, ainda que de forma muito resumida, para onde aponta o moderno pensamento existente quanto ao modelo a adoptar na nossa AP. Apesar disso, esta matéria continua arredada da discussão pública e, como tal, inibida de servir convenientemente os nossos decisores. Assim, estamos, pelo menos aparentemente, a atravessar um enorme deserto de ideias. Não admira portanto e também aparentemente, que não tenhamos encontrado um rumo minimamente satisfatório a encetar nos próximos quatro anos. Os desafios que estão pela frente não nos permitem mais delongas. Que esta não seja mais uma oportunidade perdida. Aqui fica o alerta.
Quintas Ribeiro
3/28/2005 01:38:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, março 26, 2005
 
Agenda Blog
[021/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 28 de Março a 01 de Abril de 2005



2ª Feira - Quintas Ribeiro;
3ª Feira - João Nabais;
4ª Feira - José Alexandre;
5ª Feira - Rui Paulo Figueiredo;
6ª Feira - João Paulo Matos.
3/26/2005 09:10:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, março 25, 2005
 
Torre de Belém
[020/2005]
A cidade, o desporto e o rio

Numa altura em que se assiste a um dos episódios mais caricatos da história de Lisboa dos últimos anos - refiro-me ao folhetim do regresso do Dr. Lopes à Presidência do Município - é bom que nos preocupemos com aspectos bem mais substantivos para a vida da cidade, do que, como alguns fazem, com a análise dos "anseios profundos" ou da "visão estratégica" de um sujeito que foi despejado do poder pela esmagadora maioria dos portugueses, por manifesta incompetência para o exercício do cargo de Primeiro-Ministro e cujo comportamento global representa, afinal, ser um verdadeiro "sem abrigo" da política nacional.
Falemos, então, da vida da cidade e de um dos aspectos porventura mais delicados na gestão de Lisboa - a ligação ao Rio Tejo - e a sua relação com as actividades desportivas e recreativas.
O Rio Tejo marcou e marcará de forma profunda a vida de Lisboa. Se nos séculos XV e XVI ele foi o ponto de partida dos descobrimentos portugueses, paulatinamente foram sendo criadas fortes barreiras ao acesso dos cidadãos ao rio, seja pela existência de vias férreas ou pelas próprias actividades portuárias. É certo que nos anos 40, com a Exposição do Mundo Português, houve uma importante alteração da zona ribeirinha que, mais recentemente, ficou igualmente marcada pela realização da Expo?98, que permitiu a reabilitação da parte oriental da cidade.
Todavia, paralelamente à diminuição da importância do tráfego marítimo e, consequentemente, com o abandono de instalações e dos respectivos equipamentos de apoio, temos verificado nos últimos tempos a progressiva transformação desses espaços em unidades de restauração e espaços de lazer.
Mas, infelizmente, não tem havido qualquer preocupação em dotar a cidade de infra-estruturas adequadas em quantidade e qualidade, destinadas aos desportos náuticos, fundamentalmente numa lógica de ensino, treino e competição desportiva. Ora, o que acontece, é que a par da progressiva "devolução" do rio aos lisboetas e a todos os que visitam e trabalham nesta cidade, tem havido um desprezo pelas instituições e pelos equipamentos vocacionados para os desportos náuticos. Não estou a falar de marinas e de iates... Refiro-me a crianças e jovens que podem encontrar no Rio Tejo um espaço adequado para o seu desenvolvimento e crescimento saudável, em harmonia com a natureza.
É sabido que, tradicionalmente, as relações entre a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Câmara Municipal (CML) não têm sido fáceis. Em certas circunstâncias parece mesmo que a APL é uma espécie de Estado dentro do Estado. Assim, entendo que é vital e urgente que, quem tem responsabilidade política sobre esta matéria determine que, com excepção dos espaços estritamente ligados às actividades portuárias, a CML tem de assumir um papel decisivo no ordenamento e na animação dos espaços ribeirinhos.
Urge, em suma, reaproximar a população lisboeta do seu rio. As actividades hoteleiras - nomeadamente a diversidade da oferta em termos de restaurantes e bares - são obviamente uma importante via para cumprir esse objectivo, bem como a organização de eventos diversos e a criação de novos espaços públicos.
Todavia, as actividades lúdicas e desportivas têm sido profundamente esquecidas nas recentes alterações da cidade e isso não é, obviamente, correcto em termos sociais e configura um grave desconhecimento do papel que a cultura desportiva pode ter na melhoria da qualidade de vida das populações. Será que os responsáveis políticos e técnicos da Câmara e da Administração do Porto de Lisboa nunca visitaram outras cidades europeias e mundiais que têm, no seu quotidiano, uma verdadeira cumplicidade na relação dos seus habitantes com os lagos, os rios ou com o mar?
Viajem! Mas... não se esqueçam, levem uma máquina fotográfica porque depois, quando virem com cuidado as fotos, notarão que há normalmente muitas crianças e jovens a praticar remo, vela ou canoagem.
Não seremos capazes de ter o mesmo em Lisboa? O que nos impede?
Manuel Brito
3/25/2005 12:34:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, março 24, 2005
 
Vista aérea Olivais
[019/2005]
Política desportiva

Ao folhear o programa de candidatura à Câmara Municipal de Lisboa de Pedro Santana Lopes deparei-me com algumas das promessas referentes à vertente do desporto.
Nesse programa afirma-se e passo a citar:
"investir na criação de infra-estruturas desportivas junto das escolas do ensino secundário, criar mais e melhores piscinas municipais, garantir a existência de infra-estruturas que possibilitem a realização dos grandes eventos internacionais."
É sobre estas três promessas que irei tecer algumas considerações sobre o que se passa na freguesia de Santa Maria dos Olivais.
Existe um complexo municipal - piscinas - construído há mais de duas décadas que necessita de obras de conservação e beneficiação nomeadamente na piscina coberta de cinquenta metros e no tanque de saltos. Informações vindas a lume na comunicação social a Câmara Municipal de Lisboa projecta acabar com esta infra-estrutura desportiva alegando falta de meios financeiros para as referidas obras. A realidade - esta piscina fica junto de duas escolas secundárias.
O virtual - o programa de candidatura de PSL.
Ao mesmo tempo está em fase de construção, noutro local da freguesia, uma piscina coberta de vinte cinco metros. Não se percebe que os meios financeiros não existam para obras de conservação mas existam para construção de uma nova piscina. Não se percebe que tipo de racionalização é feita dos dinheiros públicos. Com a "fobia" de uma piscina em cada bairro a CML/PSL descura a necessidade deste tipo de equipamento em outros locais da cidade e não rentabiliza os espaços já existentes.
O complexo municipal que se prevê amputar serviu em tempos para a realização de eventos internacionais, eventos esses que constam como promessa eleitoral mas a realidade é não fazer, deixar cair, votar ao abandono uma piscina que foi das primeiras da cidade de Lisboa.
De referir que a Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais não foi vista nem achada neste processo. Mais uma promessa não cumprida - a audição das Juntas de Freguesia e a sua colaboração naquilo que diz respeito a um dos aspectos de maior e mais qualidade de vida dos Lisboetas - a prática desportiva.
José Rosa Egipto
3/24/2005 01:54:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, março 23, 2005
 
Fruta de Lisboa

[018/2005]
Balanço das promessas

O retorno de Santana Lopes à Câmara de Lisboa permitirá avaliar e responsabilizar todo o mandato em comparação com as promessas eleitorais feitas à quatro anos.
Começa a ser tempo de fazermos um balanço do actual executivo camarário em termos de Juventude. Mais do que enumerar uma outra actividade realizada por este executivo em termos de juventude importa lembrar, em primeiro lugar as promessas feitas em tempo de campanha e em segundo lugar relembrar aquelas que são as verdadeiras preocupações dos jovens.
Recentemente vimos Santana Lopes anunciar que irá trazer 10 mil jovens para o centro da cidade. Os mais atentos poderão perceber que a iniciativa depende exclusivamente de privados, e com isto quero dizer que mesmo estando presente uma empresa camarária, se os privados em algum momento quiserem abandonar o projecto, não haverá projecto. A verdade é que a promessa existiu e para os jovens essa promessa era mais forte que uma apresentação pomposa de um projecto de habitação. Era uma garantia pública que haverá condições para os jovens terem casa em Lisboa sem a necessidade de procurar morar em concelhos vizinhos.
Recentemente vimos anunciar os Jogos de Lisboa, apresentados também com grande pompa e circunstância pelo actual executivo. E que novidades trazem estes Jogos em relação aos que eram realizados pelo anterior executivo de coligação de esquerda? A resposta é nenhuma. E à partida todos consideram isto normal. Mas não é. Quem é responsável pelos jogos não terem existido durante 3 anos.
Como é que é possível não terem continuado com os Jogos e posteriormente apresentarem uma versão pobre dos Jogos anteriormente realizados. E ninguém é responsável por não termos tido Jogos durante 3 anos?
O Observatório para a Juventude lançou em Janeiro deste ano um estudo no qual revela que as principais preocupações dos Jovens são o desemprego, a precariedade no emprego e a habitação. Em relação à última preocupação estamos conversados, é necessário um empenho público, com investimento público que garanta a habitação a preços reduzidos. Para tal temos de recuperar a EPUL Jovem e dar-lhe outra dimensão e abrangência.
Jovens sem casa não casam, não casam, não tem filhos, sem filhos não há futuro para a segurança social. Logo não haverá reformas. Talvez assim percebam a importância das políticas de juventude.
Em relação ao desemprego e precariedade já era altura da CML ter um Gabinete que avaliasse a evolução destes indicadores para pelo menos pressionar o Governo para a execução de medidas neste sentido.
A política juvenil é fraca em Lisboa e há muito a fazer no curto prazo.
Duarte Cordeiro
3/23/2005 12:37:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, março 22, 2005
 
Volante eléctrico

[017/2005]
Propostas para uma gestão moderna da cidade de Lisboa

Lisboa é e será sempre um caso à parte, queiramos ou não, independentemente de qualquer elitismo e/ou visão centralista. Para além da sua dimensão a nível nacional, é a capital político-administrativa do País. Estas considerações devem ter-se em conta, dado 2005 ser, também, ano de eleições autárquicas. A nova administração autárquica, entre muitos outros desafios, deveria lançar mais um (e determinante para a nossa visão de Lisboa no século XXI) que é o da "municipalização" do território geográfico da cidade.
É do conhecimento geral que em Lisboa convivem as mais variadas propriedades estatais e para-estatais, a mais aberrante das quais é o monopólio despudorado que a Administração do Porto de Lisboa detém sobre parte da orla costeira ribeirinha. Em virtude da nova composição do Parlamento, vive-se um momento de ouro para alterar a situação (creio ser possível o pleno da esquerda parlamentar caso se avance com uma boa proposta) e, sem ferir susceptibilidades e respeitando a legislação em vigor, acabar com uma "coutada" que já há muito tempo deveria ter visto o seu poder mitigado e sujeito à supervisão municipal.
O governo do município não pode a todo o momento esbarrar em poderes paralelos e lóbis poderosíssimos que colocam o seu (deles) interesse à frente do interesse da comunidade. A alteração da situação é uma exigência de cidadania e civilização.
Outra componente essencial que a nova administração deve ter é a de uma verdadeira formação urbanista. O futuro presidente da câmara deve estar rodeado de uma equipa competente e transversal, com os melhores especialistas em desenvolvimento sustentado. Há medidas que não se podem continuar a adiar, tais como uma verdadeira política de transportes integrada na área metropolitana (com a implementação de uma moderna autoridade metropolitana de transportes que proceda à regulamentação daquela) e uma eficaz política de habitação que corrija as assimetrias existentes no acesso à habitação e que promova uma verdadeira reabilitação, com alcance para além da propaganda e marketing político, e que, finalmente, penalize os infractores e puna exemplarmente os especuladores imobiliários.
Outro factor a ter em conta é o estabelecimento de uma rede social de contactos, de modo a que a administração possa a qualquer momento auscultar a sociedade civil e ser por ela interpelada para averiguar do estado da situação.
Lisboa tem visto o turismo crescer nos últimos anos. Urge dotar a cidade de infra-estruturas de acolhimento para os turistas e pensar uma nova política cultural para a cidade. Consideramos ser uma boa ideia a abertura dos museus à noite durante os fins-de-semana e domingos todo o dia: agora que acabou o serviço militar obrigatório talvez não fosse despiciendo dar aos jovens a oportunidade de cumprir um serviço cívico nos museus, já que uma das justificações para a ?pobre? oferta museológica reside na falta de verbas e de pessoal.
Por fim, um desiderato de uma administração moderna e europeia não pode deixar de ser a promoção de uma cidade solidária. O município pode (e deve) ser o veículo ideal para a expansão de uma política social de combate à pobreza, de implementação da multiculturalidade e de inserção das comunidades imigrantes, retirando-as de guetos e edificando uma metrópole cosmopolita.
Jesuína Ribeiro
Foto: O Jumento
3/22/2005 12:43:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, março 21, 2005
 
Bairro Alto

[016/2005]
A cidade e as pessoas

No passado dia 20 de Fevereiro o Partido Socialista obteve a maioria absoluta o que significa, em meu entender, que a população portuguesa colocou nas mãos do P.S. a esperança na resolução dos problemas do País, ou seja, a resposta à crise que Portuguesas e Portugueses e todas(os) os que vivem e trabalham no nosso País sentem.
Lisboa respondeu à chamada e o P.S. tem agora, nas próximas eleições autárquicas, uma responsabilidade acrescida. A população disse não ás politicas de direita que tem gerido a cidade de Lisboa de forma casuística e atabalhoada.
Para tal, deverá apresentar uma/um candidato que apresente projectos inovadores, modernos e credíveis. Alguém que tem pensamentos sobre a concepção da cidade cosmopolita e em que o betão/cimento não seja o dono da cidade, mas sim as pessoas na sua multiculturalidade.
Tem de pensar a cidade das pessoas e para as pessoas pois nestes últimos anos os carros, o betão, os andaimes sem fiscalização, os dejectos dos animais, a ocupação da via publica sem controlo, que dominaram o espaço publico, não deixando lugar ás pessoas.
É necessário, é urgente uma visão da cidade cultural, do civismo, do respeito pela diferença, do convívio e da ocupação do espaço publico pelas gentes que vivem, trabalham e visitam a cidade.
É necessário, é urgente congregar todas as comunidades que vivem em Lisboa proporcionando, a todas e todos, o prazer de fruir a cidade de luz, da luminosidade única e das suas colinas.
É necessário, é urgente voltar a proporcionar passeios nas ruas para os peões, ou seja, o espaço publico para todas e todos.
Fim ao betão. Fim ao cimento. Sim ao civismo, cidadania, cultura, espaços verdes aprazíveis e segurança.
No fundo sim ao prazer de viver e circular na cidade das pessoas para as pessoas.
Sim à cidade cosmopolita.
Ana Sara Brito
3/21/2005 01:26:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, março 20, 2005
 
Agenda Blog
[015/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 21 a 25 de Março de 2005



2ª Feira - Ana Sara Brito;
3ª Feira - Jesuína Ribeiro;
4ª Feira - Duarte Cordeiro;
5ª Feira - José Rosa do Egipto;
6ª Feira - Manuel Brito.
3/20/2005 04:17:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, março 18, 2005
 
Droga
[014/2005]
Rede Social

O conceito de "rede social", instituído através da Resolução do Conselho de Ministros nº 197/97, de 18 de Novembro, refere-se ao "(...) conjunto das diferentes formas de entreajuda, bem como das entidades particulares sem fins lucrativos e dos organismos públicos que trabalham no domínio da acção social e articulam entre si e com o Governo a respectiva actuação com vista à erradicação ou atenuação da pobreza e exclusão social e à promoção do desenvolvimento social".
A instituição da noção de "rede social" implica o reconhecimento público da identidade e valor das iniciativas particulares que, um pouco por todo o país, têm vindo a criar respostas ao nível da solidariedade e da protecção social, nomeadamente, no que diz respeito às seguintes áreas:
- famílias, crianças , jovens e idosos; pessoas portadoras de deficiência;
- jovens e adultos em situação de grande dependência;
- pessoas afectadas pela toxicodependência e pelo vírus HIV;
- pessoas em situação de marginalização ou marginalidade; fomento da economia social;
- animação sócio-local.
Com a publicação da referida Resolução pretendia-se, sem a criação de novos organismos e sem um aumento significativo da despesa, conseguir fomentar a solidariedade social, optimizar as diferentes capacidades de resposta e adaptar ou criar, com base nessa dupla dinâmica, novas medidas de política social.
A "rede social", forum de articulação e congregação de esforços, baseia-se na livre adesão por parte das autarquias e das entidades públicas ou privadas que nela queiram participar; deverá, no entanto, assumir uma postura activa suscitando a participação das diferentes entidades que actuam no domínio do social.
A "rede social" deve desenvolver-se do âmbito local ao nacional sempre no quadro da intervenção integrada. Deste modo institui-se a noção de Comissão Social de Freguesia, composta pelo Presidente da Junta, que preside, por representantes das entidades particulares sem fins lucrativos e, por representantes de organismos da administração pública central implantados na área. Ao nível do município é criada a noção de Conselho Local de Acção Social, composta pelo Presidente da Câmara, que preside, e por representantes de entidades privadas sem fins lucrativos e de entidades públicas implantados na área. Ao nível central, junto do Ministro da Solidariedade, funciona a Comissão de Cooperação Social, composto por representantes de Ministérios, das autarquias e das organizações de âmbito nacional que representem as entidades sem fins lucrativos que actuam na área do social.
Cabe às autarquias a iniciativa de promover a criação dos Conselhos Locais de Acção Social e das Comissões Sociais de Freguesia e, um pouco por todo o país se têm vindo a constituir os referidos Conselhos e Comissões: Amadora, Barcelos, Borba, Faro, Odivelas, Seixal, Sines, Tavira, Vinhais, etc.
Lamentavelmente, em Lisboa nada foi criado neste domínio. Tanto quanto se julga saber o Gabinete do Presidente da Câmara (versão Dr. Santana Lopes I), terá querido celebrar um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Instituto de Solidariedade e Segurança Social, protocolo que não chegou a ser assinado e que de resto, no nosso entender, subverteria desde logo a noção de "rede social" tal como é concebida na Resolução referida, na medida em que excluía, para além dos três supostos signatários, todas as entidades sem fins lucrativos que trabalham no domínio do social nesta cidade bem como todos os Serviços da Administração que aí actuam no mesmo sentido.
Ainda, tanto quanto se julga saber, o Gabinete do Presidente da Câmara (versão Eng. Carmona Rodrigues) estaria a equacionar a criação de quatro Conselhos Locais de Acção Social e de oito agrupamentos de Freguesias atendendo à dimensão e às características da cidade.
Desconhece-se qual será a posição do Gabinete do Presidente da Câmara (versão Dr. Santana Lopes II), não se augurando, no entanto, para breve a adesão de Lisboa à "rede social".
Poderemos pois deduzir que na opinião do actual executivo municipal, não se entende como necessária a articulação de respostas aos problemas sociais, não se valoriza o trabalho em parceria, nem se entende a necessidade de adequar respostas a contextos específicos.
Na realidade, na opinião do actual executivo municipal, talvez nem existam problemas sociais em Lisboa.
Maria Manuela Gonçalves
3/18/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, março 17, 2005
 
Lisboa Ponte
[013/2005]
Tempo de decidir (Act)

A escolha do candidato que em nome do Partido Socialista protagonizará as nossas propostas e projecto para a cidade está na ordem do dia com reflexos bem visíveis na comunicação social e, muito naturalmente, com alguma ansiedade de muitos militantes do PS/Lisboa, que entendem ser este o momento de decidir.
Estou completamente de acordo! Este é o momento de decidir.
Indicar o candidato para a Câmara de Lisboa é uma responsabilidade partilhada por três níveis de estruturas partidárias: a Concelhia de Lisboa, a FAUL e a Comissão Política Nacional, muito particularmente o responsável nacional do PS pelas autarquias e o Secretário-Geral.
Estou pronto para, na qualidade de Presidente do PS/Lisboa, propor à Concelhia de Lisboa o nome que devemos apoiar, mas todos compreenderão que não é possível escolher o candidato sem se ter a opinião das outras estruturas envolvidas, muito particularmente do próprio Secretário-Geral. Convém que não nos esqueçamos de que Lisboa é a capital do país.
De uma coisa tenho a certeza: é fundamental para ganharmos que este candidato seja escolhido em consenso entre estas três entidades. A história passada ensina-nos que não se podem impor candidatos, nem de "baixo para cima, e muito menos de cima para baixo". Estamos assim à espera.
No entanto posso garantir:
- o candidato será alguém de grande prestígio e com provas dadas de serviço público;
- será alguém descomprometido com o nosso anterior passado na Câmara - passado que naturalmente nos orgulhamos, mas que não se repetirá;
- e por fim garantir, que no PS não se escolhem os candidatos por influência de pressões exteriores, muitas delas movimentadas por outras forças partidárias que têm receio de perder a influência e o poder que neste momento detêm, e que jamais o alcançariam se não tivessem a boleia do PS.
Este mês decidiremos.
Miguel Coelho
Presidente do PS/Lisboa

(Act): Artigo do Diário de Notícias de 2005.03.18
3/17/2005 12:53:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, março 16, 2005
 
Ponte

[012/2005]
Ética, abuso de poder e serviços públicos...

Desde que o anterior governo foi demitido e o PR marcou eleições legislativas que quase diariamente a comunicação social noticia nomeações, integrações nos quadros das empresas e até propósitos de realização de assembleias gerais de empresas do SEE contemplando a nomeação de novos órgãos sociais. A indignação de sindicatos, comissões de trabalhadores e até alguns singulares tem sido patente nos diversos OCS, de que é exemplo a carta ao Director de o Público de ontem (15/3/05) com o título sugestivo "CTT e a novela dos seus gestores".
Aliás, a propósito deste assunto já o Professor Vital Moreira escreveu um notável artigo, há alguns dias atrás, ajudando, entre outras coisas importantes, a clarificar o que se deve entender por Serviços Públicos e a especial atenção que o governo do PS liderado pelo eng.º José Sócrates deve ter como uma das suas prioridades. Com efeito os serviços públicos bem como os serviços/matérias que constituem um suporte extremamente importante na cadeia constitutiva dos preços de outros produtos ou serviços, para consumo interno e/ou exportação, devem ser alvo de especial atenção e intervenção do governo, se estiver ao seu alcance ou das entidades reguladoras da concorrência quando se trate de sectores abertos à iniciativa privada em regime de concessão.
Estamos naturalmente a referir-nos em particular à Energia (Electricidade, gás e petróleo/combustíveis) Transportes e Comunicações. De facto, se os custos praticados por estes sectores forem mais elevados que os dos nossos concorrentes externos (e as ERSE, ANACOM/Autoridade Concorrência têm vindo a publicitar que assim é) as empresas nacionais que suportem a sua produção em grande medida nos players destes sectores vêem os seus custos primários acrescidos e por consequência perdem competitividade perante terceiros. O mesmo acontece com os consumidores domésticos que sentem reduzir-se o seu poder de compra.
Em contrapartida, assistimos ao crescimento exponencial dos lucros das empresas nucleares dos sectores em apreço, num ano onde o nosso PIB teve um crescimento paupérrimo, um grande número de pequenas e médias empresas faliram e o desemprego cresceu até cerca de meio milhão de pessoas. E como não há milagres em matéria de negócios, por muito que a eficiência tenha melhorado (?) tais lucros só podem resultar de produtos e serviços com margens de lucro acima do que seria desejável para o nosso índice de desenvolvimento.
Nestas condições é inegável que o governo não se pode alhear de todos os malabarismos que têm vindo a ser realizados em empresas onde o Estado tem uma palavra a dizer, pondo na ordem os "boys" laranja e azul/amarelo que, mais do que gerirem para prestação de serviços eficientes às populações e ao país, têm vindo a actuar centrados, em primeiro lugar, na sua carreira/imagem e em segundo lugar para proveito das suas famílias, tanto pessoais como políticas e os amigos de culto ou divertimento Outdoor, não hesitando no uso de verdadeiras engenharias financeiras - vendas, lease back, etc., de activos, para que as contas apareçam sempre com acréscimos nos lucros, que soam a música para os accionistas de referência.
Resta apurar, como aconteceu em passado recente em algumas empresas americanas, se estas posturas mantêm em anos vindouros a sustentabilidade dos negócios e do crescimento dos lucros, paralelamente à redução de activos e investimentos. Mas isso que interessa a estes novos tipos de "mercenários da gestão"? Nessa altura já estarão ricos e bem posicionados noutras organizações como temos vindo nestes últimos anos a assistir. Vamos pois, com interesse acompanhar, nestes próximos meses, como é que o novo governo desembaraça o "novelo" que lhe deixaram três anos de governança do pior que há no centro - direita do espectro político português.
Mário Lourenço
3/16/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, março 15, 2005
 

[011/2005]
A cidade de Lisboa

Na passada sexta-feira a coluna habitual no jornal Público, de Correia de Campos, agora ministro da saúde, alude ao direito do cidadão à protecção da saúde e ao dever de (todos) em a defender e promover.
Lembra a cada cidadão o desafio de defender e promover a sua saúde e ao referir os mais jovens, valoriza a opção da escolha de hábitos saudáveis relacionados com a prática regular do desporto. Com o desporto ganham-se momentos de convívio, muitos do quais, passados ao ar livre.
Por fim despede-se da coluna por quatro anos porque, creio, acredita valer a pena, enumerando uma listagem dos grandes males da saúde, com os quais nos habituamos a lidar diariamente a nível profissional, comunitário, familiar ou anónimo.
Muitos destes problemas podem ser minorados ou prevenidos se nos dispusermos a ter um estilo de vida activo (a participação do cidadão).
A prescrição do exercício favorece a saúde em todas as idades, tomando em consideração características e especificidades individuais. Este é um dado conhecido, cientificamente comprovado e recomendado exaustivamente pela OMS, apesar de não tem sido introduzido, até ao momento, nas políticas de saúde em Portugal.
Esperamos que a esta nota do professor Correia de Campos venha a criar corpo no Sistema Nacional de Saúde e que o acesso ao exercício seja encarado pela classe médica e em particular pelos médicos de família como um meio privilegiado de defender e promover a saúde em estreita sintonia com o cidadão.
O Cidadão
Na óptica do cidadão, o problema é, antes de mais, um assunto cultural. E, porquê cultural? Sabemos que não há em Portugal grande tradição na prática desportiva. Diferentes gerações de portugueses referem não ter qualquer ligação à prática desportiva ou à actividade física na idade adulta. Falta de tempo, pouca motivação ou contenção de ordem económica justificam a não aderência ao estilo de vida activo. Apesar de tudo o investimento do país nos jovens e sobretudo no desporto escolar, tem acontecido. E, apesar de tudo parece continuar a não fazer parte do projecto de vida dos portugueses.
Situando-nos na questão cultural - Urge, em primeiro lugar, esclarecer o cidadão comum sobre os efeitos do exercício regular na prevenção primária, na reabilitação e manutenção da saúde. Esta é uma medida de educação para a saúde que cria condições de aproximação e evoca a cumplicidade do cidadão em beneficio da sua saúde. A gestão da saúde individual e familiar com este entendimento ganhará qualidade, muito provavelmente eficácia e redução de custo.
As autarquias
Para tal, estarão as autarquias suficientemente informadas para participar na promoção de estilos de vida activos e saudáveis dos seus munícipes?
Como podem participar num projecto nacional orientado para a monotorização desta ideia?
Lisboa tem uma grande concentração de equipamentos desportivos, nem todos nas melhores condições, mas que podem corresponder satisfatóriamente a uma política desportiva concertada com o associativismo e o municipio.
As políticas de saúde que incentivem a promoção de estilos de vida activos deverão proporcionar o esclarecimento e recomendar a procura dos programas de exercício junto de entidades creditadas. As entidades que vierem a protagonizar a oferta dos programas de exercício orientado (associações e clubes desportivos, clínicas privadas de saúde, clínicas de reabilitação, ginásios privados, estúdios e academias, empresas desportivas municipais e outros), devem incluir no seu funcionamento regular programas qualificados orientados por técnicos especializados. Para accionar a articulação do programa de exercício com a história clínica do praticante é necessário estabelecer uma "ponte qualificada" e apoiada pelos centros de exercício das universidades que permita prescrever e avaliar os efeitos do exercício, ajustando o programa de exercício e a medicação, sempre que se justifique.
Se, actualmente são escassos e pontuais os exemplos de sintonia entre programas de exercício e saúde; se estabelecer as ligações entre eles pode parecer uma tarefa quase impossivel, acreditamos que uma vez encontrado o modelo de funcionamento regular permitirá fluir a informação e partilhar a avaliação com o objectivo de mensurar os efeitos do exercício.
Conclusão
- Desejar "Os portugueses mais activos", deverá ser vista como uma medida prioritária de saúde e um valor acrescentado na participação de cada cidadão.
- A autarquia, pela sua proximidade ao cidadão, passará a ter um desempenho relevante e de qualidade ao proporcionar ao seu munícipe uma oferta de exercício, actividade física e desporto.
- O reconhecimento e o apoio às políticas autárquicas no incentivo à promoção de estilos de vida activos e saudáveis, levar-nos-á a criar uma rede nacional de adeptos, conscientes de que a saúde é um bem a preservar!
Teresa Ramilo
3/15/2005 12:06:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, março 14, 2005
 
Palácio Ajuda

[010/2005]
Eleger os mais capazes

No rescaldo da vitória histórica do Partido Socialista do passado dia 20 de Fevereiro, gostaria de vos deixar alguns pensamentos.
Se efectivamente nos orgulha a primeira maioria de um Governo PS, não podemos esquecer que nos foi atribuída uma responsabilidade que sempre exigimos e cujos créditos começarão a ser cobrados em breve.
Se efectivamente a União Europeia vincula as nossas políticas económicas, é nosso dever preservar e ser os garantes da solidariedade social, que tem de continuar a ser uma das incumbências do Estado.
Se efectivamente a Globalização massifica comportamentos e não identifica diferenças, compete-nos a nós Socialistas exigir o reconhecimento da nossa identidade cultural.
Se efectivamente a política em Portugal não é dignificada, é incumbência do Partido Socialista secundar o exemplo do Eng. José Sócrates e pugnar pela discussão dos temas pelo lado positivo, porque mais importante do que querelas partidárias e vitórias parlamentares, o nosso desígnio é o bem estar de Portugal.
Se efectivamente Portugal não está bem e será natural serem-nos exigidas provações em termos de políticas financeiras, deveremos humildemente aceitar esse desígnio, sem contudo abandonar as exigências do esclarecimento, da transparência, da coerência, da ponderação e da justiça social.
Aproxima-se a passos largos mais um conjunto de batalhas importantes para Portugal e para o Partido Socialista, refiro-me à reconquista do poder autárquico em Portugal e designadamente em Lisboa, batalhas estas que só serão ganhas com a participação activa de todos os militantes.
A actual coligação em Lisboa, não traduz a realidade eleitoral, pelo que na hipótese de se ponderar uma nova coligação, essa verdade tem de ser reposta, atribuindo a cada partido a sua efectiva representatividade, a qual não pode deixar de espelhar os resultados dos últimos actos eleitorais - "a César o que é de César".
Mas só isso não basta, não podemos ir a eleições envergonhados e extrapolando a importância de erros do passado, antes pelo contrário, temos de ter orgulho na nossa história e ideais e fazer eleger os mais capazes para as autarquias dignificando o serviço público nelas prestado, como aliás tem sido feito em Lisboa pelos nossos camaradas eleitos.
Nuno Pintão
3/14/2005 04:52:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, março 13, 2005
 
Agenda Blog
[009/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 14 a 18 de Março de 2005



2ª Feira - Nuno Pintão;
3ª Feira - Teresa Ramilo;
4ª Feira - Mário Lourenço;
5ª Feira - Miguel Coelho;
6ª Feira - Manuela Gonçalves.
3/13/2005 05:04:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, março 11, 2005
 
Lisboa Amoreiras Tejo

[008/2005]
Um projecto para Lisboa

Os resultados das eleições Legislativas do passado dia 20 de Fevereiro vieram confirmar aquilo que vinhamos a dizer, com grande insistência nos últimos meses, que os lisboetas estão cansados desta gestão camarária, baseada em muito "show off" e pouca consideração e nenhuma preocupação com aquilo que é o mais importante, que são as pessoas.
Com os resultados que o PS obteve no Concelho de Lisboa devemos assumir que aumentaram as nossas responsabilidades para as eleições autárquicas que se avizinham.
Com efeito, estas eleições vieram confirmar que os cidadãos de Lisboa anseiam por uma mudança e que essa mudança seja protagonizada pelo Partido Socialista. Ora, esse sentimento implica uma grande responsabilidade, a que temos que saber corresponder.
A Hora é de esperança para Lisboa!
O PS tem a responsabilidade de apresentar um Projecto para Lisboa, nas próximas eleições.
Esse projecto tem que ser um projecto Ambicioso, Mobilizador e Ganhador!
Ambicioso, porque estando Lisboa manifestamente parada, sem dinâmica, torna-se absolutamente necessário que apresentemos um projecto para Lisboa 2015, que torne a colocar a nossa cidade como um importante centro cultural, económico e social, mas sobretudo, como uma cidade do conhecimento e dos saberes, em suma uma cidade onde apeteça estar e viver.
Mobilizador, porque temos que ser capazes de atrair, pela Qualidade e pela Ambição, as forças dinâmicas da cidade para participarem activamente num projecto de mudança, de Requalificação da cidade, com a ambição de trabalhar para uma cidade mais saudável, com mais qualidade de vida, mais desporto, melhor ambiente, mais solidária e fraterna e mais segura, que tenha uma especial preocupação com os mais carenciados, os mais idosos e os mais excluídos, numa palavra, uma cidade Mais Humanista!
Ganhador, porque temos que ter a ambição de GANHAR a Câmara Municipal de Lisboa e a Assembleia Municipal de Lisboa, sem esquecermos que, sem vencermos a maioria das Juntas de Freguesia não ganharemos a Câmara Municipal.
Para a elaboração do Projecto é necessário reunirmos todos os participantes do Fórum Cidade, numa grande reunião preparatória dos trabalhos finais, que irão conduzir à apresentação das nossas propostas finais que serão o suporte fundamental da nossa candidatura.
Contudo, para o projecto ter os alicerces fundamentais que conduzam a uma grande Vitória, é necessário que tenhamos um grande Protagonista, para apresentar como candidato a Presidente da Câmara Municipal.
Entendo que esse protagonista só pode ser Ferro Rodrigues.
Porque, Ferro Rodrigues tem todas as características para liderar um projecto como aquele de que Lisboa necessita, um projecto assente nas pessoas e com a preocupação em servir, fundamentalmente, as pessoas, com a visão para projectar Lisboa para o futuro.
Com efeito, com Ferro Rodrigues a liderar um projecto PS, só do PS, ou, com um acordo que reflicta o peso e a importância dos Partidos envolvidos, estarão reunidas todas as condições para que Lisboa volte a ser, a partir de Outubro, uma cidade em que exista Visão e Qualidade de Vida, e na qual os cidadãos estão sempre em primeiro lugar.
António Dias Baptista
3/11/2005 06:08:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, março 10, 2005
 
Passagem Aérea S. Domingos Benfica
[007/2005]
A disponibilidade do PCP

A carta que a comunicação social informou ter sido enviada pelo PCP ao Partido Socialista com o propósito de suscitar o início de discussão sobre a reedição da coligação que congrega os dois partidos desde 1989 não pode deixar de ser lida à luz do abismo que separa a força eleitoral dos dois partidos, conforme os resultados apurados nas eleições de 20 de Fevereiro.
Com efeito, e os números não mentem, o PCP, ainda que sob a roupagem CDU, se concorrer sozinho em Lisboa às próximas eleições autárquicas corre seriamente o risco de obter uma votação muito baixa. Tão baixa que em algumas freguesias poderá não ter nenhum elemento na Assembleia de Freguesia.
Ora o discurso constante nessa carta, vindo do PCP, só pode significar que o partido tomou consciência aguda desse mesmo facto e, contrariamente ao que era o seu discurso até há bem pouco tempo atrás, aceita negociar o peso relativo de cada um dos partidos que venham a integrar uma eventual coligação, concordando igualmente com a possibilidade de integrar nesse mesmo projecto o Bloco de Esquerda.
Tudo certo do ponto de vista do PCP.
Do ponto de vista do PS, qualquer tipo de negociação ou acordo não pode deixar de espelhar os resultados das últimas eleições legislativas, isto é, numa coligação de esquerda, o Partido Socialista tem de ser a força política claramente maioritária.
Os cidadãos de Lisboa não compreenderiam qualquer outro tipo de acordo.
Sofia Oliveira Dias
3/10/2005 09:42:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, março 09, 2005
 
Ferro Rodrigues
[006/2005]
Lisboa merece um político a sério

Perante as diversas personalidades que se têm perfilado para presidir à Câmara Municipal de Lisboa, as de Helena Roseta, Mega Ferreira, Manuel Carrilho e a de Eduardo Ferro Rodrigues são as que melhor serviriam a nossa Capital.
No entanto há uma que se destaca e que poderia ser agregadora de muitas vontades, a candidatura que recolocaria os problemas centrais da grande metrópole portuguesa na primeira linha de prioridades.
Eduardo Ferro Rodrigues é o melhor expoente das preocupações sociais, do combate à exclusão e o garante da modernização, agilização e competências que a edilidade deverá por ao serviço dos seus munícipes.
Para todos os que vivemos e trabalhamos em Lisboa, começa a ser claro que o mediatismo e a propaganda não são os instrumentos que revolucionam a nossa qualidade de viver. Queremos mais solidariedade, mais segurança nas ruas, mais espaços de lazer, menos obstáculos e armadilhas, melhores condições de mobilidade, mais Tejo. Queremos uma cidade livre do jugo dos construtores civis onde sejam respeitados os planos de ordenamento e o PDM.
Há muito que Lisboa merece quem olhe por ela. Quem esteja mais preocupado com a vida dos alfacinhas do que com o seu próprio bem estar. Quem queira colocar a qualidade de vida dos cidadãos acima das casas em Monsanto ou das cilindradas dos automóveis. Quem entenda que é mais importante a recuperação dos espaços degradados do que a construção de Casinos. Quem viva mais preocupado com a realidade social dos habitantes e trabalhadores do que com a selva de cartazes publicitários anunciando demagogia. Quem entenda ser mais importante o combate à solidão e à indiferença do que as "socialites" das revistas do coração. Quem garanta melhores e mais eficazes transportes ao invés de túneis para entupir a circulação.
Lisboa merece que Ferro Rodrigues possa pegar nela e a possa transformar num misto de história e energia contemporânea, num pólo de desenvolvimento, de trabalho, de investigação e de cultura.
Lisboa merece que um homem de princípios faça de novo sentir a necessidade da cidadania e a vontade de participar num espaço onde o emprego e a habitação garantam a fixação das camadas mais jovens
Lisboa tem de ser pensada por um homem que a dimensione como projecto cultural de largo alcance, envolvente dos seus habitantes para que sintam orgulho no condomínio de uma metrópole cosmopolita multicultural onde se respeitem as diversidades e se garanta a dignificação de todos que a partilham.
Lisboa merece um futuro construído com memória e tradição. Um futuro assumido de forma aberta, comunicativa, com preocupações sociais, solidárias e inclusivas.
Lisboa merece tolerância e fraternidade, alicerces da felicidade que os urbanos, submersos nos seus bloqueios, cada vez menos alcançam.
Lisboa tem de ser a galeria da arte, da escrita, da música, de todas as culturas que influenciámos e com as quais nos formámos.
Ferro Rodrigues já deu todas as provas de que garantirá tudo o que atrás disse.
Não tenho dúvida alguma de que Lisboa com Ferro Rodrigues voltará a ser o melhor sítio para se viver em Portugal.
Luís Novaes Tito
Tugir em português
3/09/2005 04:32:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, março 08, 2005
 
Dia Internacional da Mulher 2005


[005/2005]
8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Não queria deixar de referenciar esta data, na perspectiva da cidade de Lisboa. Para além das comemorações e dos discursos, também importantes, parece-me essencial que todos nós, homens e mulheres, socialistas e independentes, pouco ou muito alinhados com políticas partidárias, mas muito empenhados na definição de uma Política de Cidade que constitua também uma verdadeira alternativa a este autêntico desvario com que a direita tem governado Lisboa, que essa alternativa só será possível com a participação na definição das políticas e na própria governação municipal de cada vez mais mulheres. Não para dar uma resposta estatística aos seus níveis de participação mas sim, porque o seu (delas) ponto de vista sobre os problemas e o seu modo próprio de agir são um "outro olhar" sobre os mesmos, generoso na forma da sua resolução e, regra geral, inspirados em muito senso comum.
A cidade de Lisboa necessita de mais sensibilidade feminina na sua gestão.
Com o PS/Lisboa temos vindo a prosseguir esse desiderato, aumentando nomeadamente a participação de mulheres nos diversos órgãos do poder local, mas confesso que ainda estamos longe de nos encontrarmos numa situação satisfatória.
Vamos progredir nas próximas eleições autárquicas. A participação de mulheres no Fórum Cidade é muito significativa. Quero garantir, em nome do PS/Lisboa, que esta participação terá, muito naturalmente reflexos na participação de mulheres nas listas do PS.
Miguel Coelho
Presidente do PS/Lisboa
3/08/2005 01:20:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, março 07, 2005
 
Lisboa Castelo

[004/2005]
Contamos consigo em Lisboa

Como escreveu o líder do PS/Lisboa, Miguel Coelho, da gestão de Pedro Santana Lopes os portugueses apenas se recordarão da forma irresponsável e completamente caricata como exerceu o seu mandato de Primeiro-Ministro. Também em Lisboa os cidadãos penalizaram o PSD dando ao PS a vitória na capital.
Para além do mérito inegável das propostas apresentadas pelo PS e por José Sócrates, este resultado em Lisboa só foi também possível porque o PS soube sempre combater e denunciar a gestão errática e irresponsável que Santana Lopes exerceu enquanto Presidente da Câmara. As suas trapalhadas foram em primeira mão evidenciadas pela oposição que o PS/Lisboa desenvolveu. Como afirmaram os seus publicitários, ele chegou já desacreditado ao lugar de chefe do governo.
Agora é tempo de agradecer aos lisboetas a confiança depositada no PS e partir para conquistar a sua confiança para ganhar em Lisboa as próximas eleições autárquicas.
Para isso, importa:
Continuar a liderar a oposição à Câmara Municipal de Lisboa - O PS/Lisboa deve continuar a liderar, efectiva e inequivocamente, a oposição responsável e construtiva à coligação PSD/PP que gere a Câmara e deve continuar a tirar partido do mediatismo trazido à Assembleia Municipal, catalisando este palco como centro da actividade política autárquica na cidade, promovendo novos protagonistas e operando uma mudança de rostos que espelhe a renovação face a mandatos anteriores.
Projectar a alternativa na cidade - Para além dos órgãos de gestão municipal a cidade de Lisboa vive das pessoas que nela habitam. Nesse sentido, deve o PS/Lisboa estabelecer, desde já, mecanismos de diálogo com as diferentes instituições da cidade através do Fórum Cidade - espaço de reflexão sobre as políticas para a cidade, integrando militantes, autarcas, independentes e representantes de instituições - de modo a permitir que os lisboetas saibam os projectos que o PS tem para a cidade. Projectos que têm vindo a ser trabalhados e que devem começar a ser apresentados aos lisboetas.
Definir a estratégia eleitoral - Esta eleição será a oportunidade de iniciar um novo ciclo autárquico na cidade de Lisboa. Um ciclo em que o PS prepare as próximas eleições autárquicas com uma estratégia centrada nas suas propostas e com protagonistas à altura da nova realidade política que enfrentamos. Um ciclo em que não faz qualquer tipo de sentido a divisão existente, nas actuais listas autárquicas, entre o PS e o PCP. Um ciclo em que além do mais, importa reflectir como foi condicionada a gestão da Câmara e continua a ser a de algumas Freguesias, com reflexos claramente negativos para a população, face ao comportamento do PCP: imobilista ao nível do pensamento político; transformado num partido gerido por funcionários; com autarcas funcionários políticos e baseado numa rede clientelar para tudo o que mexe na cidade. Um ciclo em que a opção pelo modo como o PS se apresentará ao eleitorado deverá ter em conta os seguintes dados:
- Compensa claramente a afirmação clara de uma estratégia virada para a conquista do centro político;
- Não podem os resultados do PS, do BE e do PCP/PEV ser vistos apenas num quadro de soma positiva, pois a anterior experiência eleitoral comprovou que a soma PS/PCP muitas vezes subtrai mais do que aquilo que soma;
- Devem considerar-se totalmente inaceitáveis os termos em que se baseou a coligação autárquica com o PCP e o PEV;
- Deve ser aprofundado o diálogo com o BE, na medida em que esta força de esquerda tem um potencial de implantação junto do jovem eleitorado urbano incomparavelmente superior ao do PCP, razão pela qual seria proveitosa a sua inclusão numa eventual futura coligação autárquica;
- Uma eventual negociação com BE e PCP deve ter como base os últimos resultados eleitorais na cidade de Lisboa ? reconhecidos como excelentes para o PCP e o BE;
- Nestas eleições, o BE ficou em 3º lugar em 16 Freguesias, em 4º lugar em 34 Freguesias e em 5º lugar em 3 Freguesias. O BE ficou à frente da coligação PCP/PEV em 36 Freguesias. Estes resultados dariam ao BE um vereador na CML e 5 deputados municipais;
- A coligação PCP/PEV ficou em 2º lugar em 2 Freguesias, em 3º lugar em 12 Freguesias, em 4º lugar em 16 Freguesias (das quais 13 após o BE) e em 5º lugar em 23 Freguesias. A coligação PCP/PEV teria um vereador na CML e 4 deputados municipais. Não elegeria ninguém em inúmeras Freguesias;
- O PS ganhou na esmagadora maioria das Freguesias tendo maioria absoluta na maioria. Teria oito vereadores na CML ficando à beira do nono vereador. Teria 25 deputados municipais directamente eleitos.
Escolher o Candidato à Câmara: Por fim, mas não menos importante o PS deve determinar, até final de Março, quem será o candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Não obstante o papel que o líder do PS terá nessa escolha, em primeiro lugar a opção e eleição devem ser feitas pela estrutura concelhia. Também aqui importará romper com um passado autista, com o resultado que se viu, em relação à composição das listas autárquicas, que devem ser articuladas e não impostas, e à campanha. O candidato deverá reunir um amplo consenso, ser um destacado dirigente nacional, prestigiado e com projecção na sociedade e na comunicação social. Se tiver sido membro do Governo terá de ter tido uma apreciação positiva dos portugueses e deverá ser uma figura com um passado profissional, cultural e social ligado à cidade de Lisboa, prestigiado na sociedade e amplamente conhecido dos lisboetas. O candidato deverá estar disposto a colaborar com as estruturas do Partido a todos os níveis nomeadamente no aprofundamento da descentralização de competências para as Freguesias e numa nova forma de gerir a cidade. Terá de ser alguém com grandes provas dadas de dedicação à causa pública.
Rui Paulo Figueiredo
3/07/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, março 04, 2005
 
Chiado
[003/2005]
Próxima meta: LISBOA

Portugal e os portugueses estão de parabéns. Em 20 de Fevereiro, de uma forma clara e inequívoca, os eleitores decidiram pôr fim a três anos de governo PSD/CDS/PP, governos de direita, que apenas ficarão na história pelo modo autista e arrogante como nos governaram durante a gestão Barroso, impondo aos portugueses em geral, e à classe média e trabalhadores por conta de outrem em particular, sacrifícios desmesurados, na sua maior parte inúteis, uma vez que nem mesmo assim conseguiram o objectivo a que se tinham proposto, que era o de equilibrar as contas públicas. Da gestão Santana Lopes os portugueses apenas se recordarão da forma irresponsável e completamente caricata como exerceu o seu mandato de Primeiro-Ministro. Por demérito desta direita e naturalmente por mérito do PS, dos seus militantes e muito particularmente do seu líder, José Sócrates, que soube apresentar uma proposta credível e implementar uma rigorosa estratégia eleitoral em que solicitou sempre uma maioria absoluta, o Partido Socialista viu atingido os seus objectivos. Estamos todos de parabéns e muito particularmente estão de parabéns os cidadãos de Lisboa. O PS ganhou, com a maior votação de sempre na capital.
Sem pretender fazer neste espaço uma análise dos resultados eleitorais em Lisboa, a vontade de mudança foi bem clara, realço três conclusões desta eleição:
- Mais uma vez, o PS vê confirmado, não só a sua condição de maior partido da esquerda, mas também o de maior força política da cidade de Lisboa;
- O repúdio das políticas de direita e do PSD, que sofre uma queda brutal no seu resultado eleitoral;
- A confirmação do BE como a segunda maior força de esquerda na cidade.
Este resultado em Lisboa só foi possível por que soubemos sempre combater e denunciar a gestão errática e irresponsável que Santana Lopes exerceu enquanto Presidente da Câmara. As suas trapalhadas, as suas inconsequências e a sua irresponsabilidade foram em primeira mão evidenciadas pela oposição que o PS/Lisboa desenvolveu. Ele chegou já desacreditado ao lugar de chefe do governo. Mas esta nossa estratégia só venceu porque resistimos sempre em fazer o papel de uma certa oposição destrutiva, que apenas diz não por dizer, ou que se motiva somente por interesses eleitoralistas. Em todas as iniciativas que conseguimos travar ao Dr. Santana Lopes, apresentámos sempre uma proposta alternativa, uma solução para o problema. Isto deu-nos e continua a dar-nos credibilidade.
Estou, como sempre estive e já o escrevi várias vezes, cada vez mais convicto de que poderemos ganhar as próximas eleições autárquicas. Após a apresentação do governo, entraremos em fase de aprovação do nosso candidato à Câmara Municipal. Será alguém de grande prestígio, com uma profunda relação afectiva com os militantes e com grandes provas dadas de dedicação à causa pública.
O Fórum Cidade reunirá proximamente e debaterá as propostas apresentadas pelos diversos grupos temáticos de modo a podermos apresentar rapidamente as respectivas conclusões. Este espaço, este Blog, que por força dos acontecimentos ocorridos e da campanha eleitoral esteve paralisado, retomará com vigor a sua actividade, para assim poder continuar a contribuir para a definição das políticas de cidade que o Partido Socialista quer apresentar em Lisboa.
Miguel Coelho
Presidente do PS/Lisboa
3/04/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, março 03, 2005
 
Cartaz
3/03/2005 10:06:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, março 02, 2005
 
Amoreiras
[002/2005]
Forum Cidade

O Blog do Forum Cidade, entrou em estado de letargia em Dezembro do ano passado. Com a centralização de todos os esforços na campanha para as legislativas, os trabalhos de tese do Forum para Lisboa ficaram suspensos, estando na altura de retomar as actividades de forma a garantir uma nova dinâmica de vitória, agora para Lisboa.
As eleições do final do ano são de especial relevo e importância para a Capital uma vez que se trata do maior centro populacional de Portugal, onde a qualidade de vida de quem nela reside e trabalha é essencial para o equilíbrio da qualidade de cidadania de todo o Pais
Em Lisboa, como já anteriormente a nível nacional, é imprescindível voltar a credibilizar a política afastando da gestão pública quem nos últimos anos tem desbaratado o património cultural e financeiro, em acções mediáticas que nada mais para além do desperdício, trouxeram à cidade do Tejo.
É agora tempo de reactivar os trabalhos do Forum Cidade que até Dezembro sempre se revelaram de grande dinâmica e de começar a concluir os estudos e a preparar as bases da candidatura a Lisboa, com a apresentação das estratégias políticas e alianças que serão o suporte da próxima gestão autárquica.
O Blog do Forum Cidade será na próxima sexta-feira reactivado com um texto de Miguel Coelho, Presidente da Comissão Política Concelhia de Lisboa. Espera-se que esta acção seja a marca de arranque para novas vitórias do Partido Socialista e que em muito breve sejam conhecidas as estratégias e caras que em Dezembro devolverão à cidade de Lisboa a normalidade a que todos os que nela vivemos e/ou trabalhamos temos direito.
Luís Novaes Tito
Também publicado em Tugir em português
3/02/2005 01:34:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



This page is powered by Blogger. Some Text