Forum Cidade

Forum Cidade

Partido Socialista
António Costa

Definição e Objectivos
Empenhada na promoção da participação dos seus militantes e dos cidadãos em geral na vida e no futuro da cidade de Lisboa, a Comissão Política Concelhia de Lisboa (CPCL) do Partido Socialista decidiu criar e institucionalizar de forma permanente um espaço de debate político e social: o Forum Cidade. Contribuir para a construção, em termos programáticos, de uma alternativa de governo para a cidade de Lisboa e alargar a base de participação dos cidadãos na reflexão sobre a gestão da cidade, propondo iniciativas a desenvolver pelos autarcas socialistas numa lógica territorial adequada ao tecido social e urbano em análise são os dois grandes objectivos que o Forum Cidade se propõe prosseguir. O Forum Cidade será uma estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa, que deverá envolver militantes do PS e cidadãos independentes no compromisso de reflectir conjuntamente sobre as potencialidades e os problemas de Lisboa, tendo em vista a procura e a formulação de propostas que visem o desenvolvimento sustentável da cidade, a busca de soluções para questões inadiáveis ou até a tomada de posição em matérias que considere relevantes.
Forum Conclusões Conclusões dos grupos de trabalho do Forum Cidade apresentadas em Lisboa no dia 2005/05/03:
(documentos em pdf)

Conclusões (694 KB)
Qualidade Vida/Ambiente (296 KB)
Escola e Comunidade (177 KB)
Política Urbana (234 KB)
Desporto (241 KB)
Espaço Público (152 KB)
Segurança Rodoviária (258 KB)
Modelo Económico (480 KB)

Forum Conclusões
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Forum Cidade
Estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa
sábado, abril 30, 2005
 
Agenda Blog
[054/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 02 a 06 de Maio de 2005



2ª Feira - António Lopes;
3ª Feira - Pedro Pinto;
4ª Feira - Ana Sara de Brito;
5ª Feira - Anselmo Rodrigues;
6ª Feira - Secretariado da Acção Sectorial da CML.
4/30/2005 01:28:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, abril 29, 2005
 
Idosa

[053/2005]
Da Lisboa Solitária à Lisboa Solidária - Os Idosos

Cidade solidária é aquela que pensa e promove a resolução dos problemas dos seus habitantes, dedicando uma atenção especial aqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade.
Lisboa Solidária terá necessariamente que olhar para os seus idosos, apoiando, não só, a implementação das directivas emanadas da administração central mas, também, inovando e criando respostas próprias às suas necessidades específicas.
Neste domínio, Lisboa Solidária tem que ir além da resposta ao nível da eliminação das barreiras arquitectónicas e da reabilitação das habitações, tem que promover a criação de respostas diversas às diferentes necessidades dos seus idosos.
Lisboa tem que investir na área do apoio domiciliário. A prestação destes serviços é assegurada, no essencial por IPSS's, que nalguns casos se articulam também com os diferentes Centros de Saúde com vista à prestação de cuidados continuados de saúde. A cobertura total das necessidades da cidade não está, contudo, nem de perto nem de longe assegurada. Uma Câmara Municipal Solidária tem que, em parceria, ou não, com as diferentes Juntas de Freguesia, com a Santa Casa da Misericórdia, com a Segurança Social, com os Centros de Saúde, com as IPSS's, com as colectividades e/ou com outros, promover directamente a criação destes Serviços, gerando em simultâneo empregos e, sendo, por essa via, Solidária com outros grupos.
Lisboa Solidária deve inovar e implementar estruturas de apoio domiciliário que vão além da habitual prestação de serviços na área da alimentação, da higiene pessoal e da habitação. Com efeito, Lisboa tem jardins agradáveis e aprazíveis onde certamente muitos se tivessem companhia (incentivo, afecto e segurança) gostariam de se deslocar.
Lisboa Solidária tem que ser flexível e promover também a criação: de Unidades Residenciais para os idosos que aí se sintam mais seguros e confortáveis; de Espaços de Dia, para os que queiram terminar o dia com as respectivas famílias ou, ainda que sós, nas respectivas casas; de Espaços de Noite para aqueles que durante o dia queiram fazer a sua vida mas que à noite prefiram o acolhimento e a segurança de um local concebido para o efeito; de Espaços de Lazer; Espaços de Encontro; Espaços de Cultura; Espaços de Sonho; enfim Espaços de Ser...
Maria Manuela Gonçalves
4/29/2005 01:32:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, abril 28, 2005
 
Câmara Municipal Lisboa

[052/2005]
Duas generalidades que podem ser decisivas

O fim da coligação com o Partido Comunista, assente num acordo injusto e desadaptado da realidade, era desejado desde há muito pelos militantes socialistas de Lisboa.
A sua concretização provocou, por isso, uma onda de entusiasmo.
Provocou também um cenário novo que importa analisar.
Desde logo o posicionamento político na campanha, que, a meu ver, deve reflectir a forma como o PS se apresentou nas últimas eleições Legislativas, isto é, lutando pelo eleitorado do centro. E esta é a primeira generalidade decisiva.
O facto de irmos sozinhos às próximas eleições induz outra realidade. Ganharemos o município de Lisboa se alicerçarmos a vitória nas Freguesias.
As eleições do próximo Outono ganham-se de baixo para cima e isso constitui para o PS e para as suas secções de Lisboa uma responsabilidade acrescida. Esta é a segunda generalidade decisiva.
A candidatura do PS a Lisboa não pode afirmar-se isoladamente em torno do presidente e dos vereadores. Deve isso sim, ser um imenso movimento que congregue candidatos às Freguesias, à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal.
Nestas eleições, independentemente das conjunturas, há questões fulcrais em jogo: por um lado, a perda de competitividade da cidade e da região e por outro lado, a menor coesão social que Lisboa apresenta nos últimos anos.
Tornar Lisboa uma cidade com peso na Península Ibérica, ao nível de Madrid e Barcelona é um objectivo nacional.
Este desígnio deve ser visto numa óptica de desenvolvimento económico, mas as questões sociais não podem por um momento ser desvalorizadas. O horizonte de uma cidade cosmopolita não vai fazer esquecer as agruras e a infelicidade que minam as vidas de muitos dos nossos concidadãos.
A vida continua a não estar fácil.
Apresentar com verdade uma política social que produza resultados a curto prazo, sem perder de vista uma estratégia de longa duração para alicerçar uma forte coesão social é a grande responsabilidade que o PS deve assumir em Lisboa.
O nosso programa nas áreas sociais deve priorizar soluções para os problemas vividos pelos idosos, a começar pela segurança.
Ter em conta os problemas do dia-a-dia, não significa desvalorizar as grandes questões políticas e encetar as reformas estruturais que a cidade exige.
O estilo, em política, hoje, conta muito. Por isso, temos de encarar as próximas eleições autárquicas com humildade, praticando uma comunicação de proximidade.
Paulo Noguês
4/28/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, abril 27, 2005
 
Mosteiro Jerónimos

[051/2005]
À Procura da Cidade Perdida!...

Lisboa, eleita como palco de experimentações político/partidárias levadas a cabo por uma liderança camarária sem norte, tornou-se hoje numa cidade moribunda, enquistada e sem brilho.
No dia-a-dia, para além de constatarmos as irresponsabilidades de decisão dos seus actuais governantes, verificamos que, entre os seus habitantes, se vai respirando um misto de ansiedade e de saturação.
Ansiedade, por um lado, porque muitos de nós gostaria que fosse já amanhã o dia de votar a mudança deste governo autárquico; saturação, por outro, porque vamos continuar ainda, durante mais seis (6) meses, a tentar adivinhar as peripécias de desgovernação da aberrante coligação PSD-CDS/PP.
Poucos enjeitarão a hipótese de que a chama de outrora se apagou, que a dinâmica do progresso se esbateu e de que a possibilidade dos lisboetas se reverem na sua capital, em termos de qualidade de vida, se esfumou.
Durante quatro (4) anos, Lisboa caiu nas teias da arrogância, foi estrangulada pela falta de bom senso dos seus principais governantes e soçobrou às malhas da incompetência por estes praticada!!!
A nossa capital é, neste momento, uma Cidade Perdida?!!!
Por este motivo, urge passar a mensagem de mudança que coloriu o país de "rosa", no passado dia 20 de Fevereiro. Sem uma transformação igual, não vai ser possível acreditar que Lisboa pode voltar a cumprir o seu importante papel, antigamente arrogado, no quadro da rede de cidades médias Europeias.
Será ainda necessário dizer, bem alto, que a actual liderança política está gasta, quer ela seja protagonizada por Pedro Santana Lopes em conjugação com Carmona Rodrigues, quer ela seja apenas promovida por este, pois já se viu que, na sua actuação passada, Carmona Rodrigues nunca soube ocupar devidamente o lugar, que lhe competia, como Vice-Presidente da mesma edilidade a que agora se candidata como Presidente.
Muito me admira, aliás, que o PSD não tenha querido lançar um candidato(a) totalmente descomprometido com a desastrosa gestão de Santana Lopes!!!
Ao invés, o PSD optou por escolher um homem que diz afirmar-se pela "competência e honestidade".
Neste contexto, estes argumentos irrompem, não só como demasiado inventivos, mas também como excessivamente falaciosos!
Salvo melhor opinião, poucos lisboetas ousarão dizer que Carmona Rodrigues estará total ou parcialmente isento dos graves erros de gestão cometidos pela actual Câmara Municipal de Lisboa (CML), para que a partir daí os actuais dirigentes do PSD possam, inocentemente, branquear os desastres de Pedro Santana Lopes. Se assim fosse, Carmona Rodrigues deveria ter-se demitido na altura própria em vez de se esconder a um canto, à espera que o seu Presidente falecesse politicamente.
Estamos, portanto, perante uma impostura política de continuidade, que apenas pretende remediar as asneiras da gestão anterior.
É, pois, muito racional pensar-se que, no fundamental, a candidatura de Carmona Rodrigues não vai tentar senão ludibriar a verdade das aberrações já praticadas, mistificando a não anulação das decisões anómalas já tomadas e disfarçando alguns dos buracos em que, nesciamente, se viu metido.
Creio que a grande maioria dos lisboetas estará atenta, a esta "manobra política" que no mínimo se adivinha como um embuste, e saberá dar, na altura certa e através do voto, a resposta que se impõe.
O Partido Socialista, que se apresenta de "cara lavada", com um candidato, à CML, com grande capacidade de decisão, bem preparado tecnicamente e fortemente comprometido com os desígnios da Cidade e dos seus cidadãos, é a única alternativa credível, para as próximas eleições autárquicas na cidade de Lisboa.
As propostas fundamentais da sua candidatura seguirão uma estratégia integrada coerente assente no Desenvolvimento Sustentável a nível urbano, o qual terá como objectivo, não só melhorar o desempenho ambiental e a qualidade das zonas urbanas, mas também assegurar um ambiente de vida saudável para os cidadãos urbanos da nossa Capital, através do reforço da contribuição ambiental para um desenvolvimento urbano sustentável, que terá, simultaneamente, em conta as questões económicas e sociais conexas.
Estou certo, que só assim se contribuirá decisivamente para o desiderato da melhoria da Qualidade de Vida de todos os cidadãos que vivem, trabalham ou visitam Lisboa.
Vítor Ramos da Costa
Secretário-Coordenador da SDS
Blog O Desenvolvimento Sustentável
4/27/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, abril 26, 2005
 
Basket

[050/2005]
O dirigente desportivo como mola de desenvolvimento

Em qualquer sociedade desenvolvida, a prática desportiva é essencial para o desenvolvimento físico e mental do Homem. Este desenvolvimento proporciona a criação e a integração em grupo, melhorando o seu estado psíquico e físico, contribuindo de uma forma geral para uma melhoria na saúde pública, reflectindo-se determinantemente na economia do país.
Em Lisboa (com centenas de milhares de pessoas), torna-se imperioso assegurar uma política desportiva que sirva os cidadãos, criando-lhes condições para uma prática desportiva sã e adequada ao grau seu etário.
Ora, todos sabemos que esta gestão camarária de direita, nada fez pelos cidadãos nestes últimos 3 anos (valores estatísticos dizem que cerca de 20% dos Lisboetas praticam desporto).
Nestes últimos anos não existiu qualquer projecto organizado pela C.M.L que envolvesse atletas e desportistas num tipo de festival competitivo, abrangendo o universo das modalidades praticadas. A nível de eventos desportivos de caracter nacional ou internacional, que mobilizasse os cidadãos e ajudasse a dignificar e prestigiar o nome da capital.
Torna-se assim claro, que a gestão que se pretende para a cidade, terá que obedecer a um planeamento rigoroso, que tenha em conta os comportamentos da população, de modo a incentivar a prática desportiva. Tal plano, só terá sucesso se tiver em conta a participação de todos, nomeadamente dos clubes, das associações e federações desportivas, que lutam todos os dias com problemas de vária ordem, para poderem cumprir os seus planos de acção. A gestão da Câmara Municipal de Lisboa, deverá implementar políticas essenciais para o desenvolvimento do desporto, criando condições aos seus dirigentes. Uma destas políticas, que é de extrema urgência, é a do Estatuto de Dirigente Desportivo, que como sabemos, desempenha um papel extraordinário no Desporto. Sem a "carolice", a total disponibilidade, o sacrifício, a nível pessoal e familiar, sem receber qualquer contrapartida monetária ou outra (bem pelo contrário, muitas vezes custeando algumas despesas sobretudo no que respeita a crianças e jovens), dos seus dirigentes, não conseguiríamos concretizar muitas das práticas desportivas.
Seria pois, da maior justiça que estes dirigentes desportivos, que os futuros responsáveis da C.M.L, tivessem uma especial atenção para o grandioso trabalho que fazem todos os dias. Essa especial atenção, poderia ser a título meramente exemplificativo, a entrada gratuita nos estabelecimentos púbicos, nos espectáculos, nos transportes etc..
Tenho conhecimento que as minhas preocupações são partilhadas pelos partidos de esquerda e em especial pelo Partido Socialista. Está então nas nossas mãos no próximo mês de Setembro, ajudarmos com o nosso voto, a ter uma cidade com cidadãos a ocupar os seus tempos livres, praticando mais desporto, criando condições para termos uma melhor saúde física e mental.
José Alexandre
Vice-presidente da Associação de Basquetebol de Lisboa
4/26/2005 01:55:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, abril 25, 2005
 
25 de Abril
[049/2005]
25 de Abril
Dia da Liberdade, Sempre!


Devemos sempre lembrar a data em que hoje se comemoram 31 anos do derrube pelo Movimento das Forças Armadas - MFA, do regime corporativo e autocrático vigente em 1974, liderado pelo então Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Marcelo Caetano, desde a queda e morte do ditador Oliveira Salazar em 1968 o qual, durante mais de 40 anos, meteu na gaveta e nas prisões políticas a democracia e agrilhoou os portugueses em geral ao subdesenvolvimento e à humilhação internacional, quer pelas políticas internas antidemocráticas quer mais tarde pela guerra colonial, que martirizou milhares de famílias desde os princípios dos anos sessenta.
A intervenção militar e a revolução subsequente, apelidada "dos cravos" pela sua aceitação pacífica e mobilização popular envolvente, representou para a esmagadora maioria da população, a abertura das portas e janelas para a liberdade e o Mundo da grande casa chamada Portugal, restaurando assim o orgulho cívico da Nação portuguesa onde quer que estivesse um português, a partir de então cidadãos livres de um país democrático, bem como o princípio do fim da guerra colonial e subsequente libertação dos povos africanos, para o qual teve papel de destaque o estratega político-militar, Major Melo Antunes.
Importa sublinhar que poucos dias depois, os presos políticos foram libertados de Caxias e começaram a regressar ao país muitos exilados políticos, entre os quais não deixamos de referenciar, simbolicamente, alguns fundadores do PS, 2 civis - Dr. Mário Soares, Eng.º Tito de Morais e 1 militar, o Coronel Pedroso Marques que, ao participar em 1961 numa acção para o derrube do regime a partir da tomada do Quartel de Beja, colocou não só em risco a sua vida como a sua carreira e bem estar familiar tendo de se exilar no estrangeiro após ter estado quase três anos refugiado na Embaixada do Brasil em Lisboa, para evitar ser preso pela PIDE.
Nesta data não podemos deixar também de referenciar um Homem que arriscou a vida na luta armada interna contra o regime, um socialista de sempre, Palma Inácio, a quem finalmente foi reconhecido esse estatuto de lutador pela democracia, ao ser-lhe atribuído pelo Estado uma pensão, gesto que em abono da verdade e da justiça se deve relevar ao ex-governo do Dr. Santana Lopes, quando tanto desejaríamos que antes o tivesse sido durante os seis anos de governo socialista do Eng.º António Guterres...
Naturalmente, a capital do país foi o palco principal das acções civis e militares que levaram ao derrube do regime, desde a estratégia e comando das operações pelo Coronel Otelo Saraiva de Carvalho, a partir do Quartel da Pontinha, até às diversas colunas militares que avançaram sobre a cidade, em especial o esquadrão de cavalaria vindo de Santarém comandado pelo saudoso Capitão Salgueiro Maia, as peças de artilharia montadas na zona de Almada/Caparica pela EPA de Vendas Novas, o domínio do aeroporto e controlo aéreo militar a partir de Monsanto, as estações de rádio e TV e acessos principais, pela EPAM, RALIS e outras forças militares especiais. Não sendo possível englobar neste artigo todos os militares que lideraram o MFA e o Conselho da Revolução, mencionamos alguns dos mais expostos e finalizamos no actual Presidente da Associação 25 de Abril, Coronel Vasco Lourenço a nossa expressão de apreço e agradecimento a todos quanto omitimos.
Lisboa foi assim a primeira cidade a ser libertada do jugo da ditadura e, consequentemente, não demorou muito a ver instalada na sua Câmara Municipal, uma Comissão Administrativa, constituída por democratas e liderada pelo recentemente falecido Eng.º Caldeira Rodrigues, que geriram os serviços durante cerca de dois anos até à primeira eleição democrática para a autarquia e que foi ganha pelo PS, colocando como Presidente o Eng.º Aquilino Ribeiro Machado, que infelizmente apenas cumpriu um mandato.
Após um longo período nas mãos de uma coligação de centro direita chefiada pelo Arq.º Krus Abecassis, foi a autarquia lisboeta reconquistada para o PS pelo Dr. Jorge Sampaio e nos anos dos seus mandatos, continuados pelo Dr. João Soares, Lisboa foi sujeita a uma profunda revolução urbanística, virando-se finalmente de frente para o Tejo, criando novas acessibilidades, preocupando-se com a articulação dos diversos transportes, construindo bairros sociais para erradicação das barracas, enfim, preparando a cidade para os novos desafios da competitividade global também na atractividade das cidades aos investidores externos, ao turismo de qualidade expresso nos cruzeiros de luxo, nos congressos, etc., que contribuem significativamente para a melhoria dos negócios ligados aos serviços, mais emprego e em melhor qualidade de vida dos lisboetas.
Estamos agora perante uma expectativa quase imperativa, para o futuro sustentável de Lisboa, no xadrez das capitais europeias mais desenvolvidas, em particular algumas nossas vizinhas como são Madrid, Barcelona e até Sevilha. A chave para essa alteração passa pela vitória de novo do projecto socialista para a cidade agora liderado pela candidatura do Prof. Manuel Maria Carrilho, com o apoio da Concelhia, das estruturas de base e dos militantes e simpatizantes do PS, fortemente empenhados.
Que em Outubro tenhamos um novo 25 de Abril em Lisboa!
Mário Lourenço
4/25/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, abril 24, 2005
 
Cartaz Manuel Maria Carrilho
4/24/2005 12:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, abril 23, 2005
 
Cartas PS / PCP







[048/2005]
Partido Socialista concorrerá autonomamente em Lisboa


Disponibilizam-se os documentos trocados entre o PS e o PCP onde estão expressas as posições finais de cada um dos Partidos. Faz-se em PDF, pelo que é necessário o Acrobat Reader disponível aqui.
A qualidade do PDF de 484Kb é a possível dado que foi composto a partir de imagem dos documentos.
BFC
4/23/2005 07:22:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Agenda Blog
[047/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 25 a 29 de Abril de 2005



2ª Feira - Mário Lourenço;
3ª Feira - José Alexandre;
4ª Feira - Vitor Ramos da Costa;
5ª Feira - Paulo Noguês;
6ª Feira - Manuela Gonçalves.
4/23/2005 11:47:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, abril 22, 2005
 
Pr Comércio - Lisboa
[046/2005]
O respeito pelas pessoas

Se o ridículo e as acções avulso, sem qualquer estratégia, demitissem Presidentes de Câmara, Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues já não seriam quem são e nem sequer potenciais candidatos a nas próximas eleições autárquicas. Mas como vale tudo ou quase tudo, e não há tempo a perder, é preciso trabalhar na "maquilhagem" e rapidamente arranjar "outros" protagonistas que são na verdade os mesmos, os que fizeram as opções mais erróneas para a cidade, os responsáveis pelo decréscimo da qualidade de vida dos lisboetas. Mas os lisboetas sabem que as "maquilhagens" e as operações de estética não mudam a essência das pessoas e as suas capacidades humanas. Os lisboetas estão cansados de embrulhos bonitos, de futilidades e de tanta comunicação ruidosa. Querem simplesmente ser tratados como merecem, com o respeito que merecem. Querem opções sérias e rigorosas.
Do PS e de Manuel Maria Carrilho esperam uma Lisboa mais atractiva, mais competitiva e mais cosmopolita, com uma estratégia e uma marca para que daqui a 5 anos possam dizer com orgulho qual é a essência de Lisboa e para onde quer ir.
Mas acima de tudo, e porque é na cidade que vivem e morrem, sabem que a essência de Lisboa não pode negligenciar o lado humano e solidário. Querem uma cidade mais solidária, mais humana. O respeito pelas pessoas é essencial .
Ângela Morgado
4/22/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, abril 21, 2005
 
Idoso Lisboa
[045/2005]
Reabilitação humana

Um recente estudo elaborado pela nossa mais conceituada universidade privada, confirmou-nos o que já era notório: Lisboa tem uma população cada vez mais envelhecida, com 45 % dos seus habitantes acima dos 55 anos e 25 % acima dos 65 anos de idade.
Isto obriga-nos a olhar para Lisboa como uma cidade que deverá também começar a
dar especial atenção a essa faixa etária da sua população. Terá que ser uma cidade mais segura, com mais policiamento diurno e nocturno e que providencie serviços de proximidade para com estes seus habitantes. Uma cidade com melhor higiene urbana, que cuide também dos seus espaços verdes, mas que inove e não se coíba de criar condições para melhorar a sua qualidade de vida.
Por outro lado, nos últimos 25 anos, Lisboa perdeu cerca de 300 mil habitantes, uma média de 12 mil habitantes por ano, mil por mês. Isto é: para além de envelhecida, começa também a ficar despovoada, principalmente nos seus Bairros Históricos e com especial incidência na Baixa.
É desolador constatar que o número de habitantes no Rossio não chega a uma dezena, apesar de, durante o dia, junto ao teatro D. Maria I, dezenas de outros habitantes darem vida àquela zona com o seu mercado a céu aberto.
Afigura-se premente repovoar e rejuvenescer a cidade: atrair não só novos habitantes, como mais jovens. Sem dúvida alguma que a instalação de mais residências para estudantes e uma outra política de arrendamento para jovens, como já aqui defendeu o Duarte Cordeiro, contribuiriam para dar uma outra vivacidade pós-laboral à Baixa lisboeta. Faça-se um levantamento dos prédios e andares desabitados e, por certo, chegar-se-á a surpreendentes conclusões.
Mas terão que se melhorar as condições que são proporcionadas a quem quer viver na velha Lisboa. Questões como a segurança, trânsito, estacionamento e comércio de bairro têm que ser profundamente equacionadas, quando comparadas, por exemplo, com as zonas habitacionais da Expo ou do mega-empreendimento que se está a construir na Alta de Lisboa. Já para não falar dos concelhos limítrofes, em ambas as margens do Tejo, onde se oferecem excelentes alternativas, servidas por rápidos meios de transporte. Viver ali até dá a sensação de se estar a viver aqui.
Lisboa precisa de se virar mais para as pessoas. A necessária e imperativa reabilitação urbana da cidade, principalmente da sua parte mais antiga, não se pode sobrepor à reabilitação humana, vital para o seu desenvolvimento. Ambas devem estar interligadas.
O exemplo da Baixa-Chiado e da sua candidatura a Património da Humanidade, leva-nos a ter que levar em conta que uma cidade não é só um simples arranjo de ruas, prédios e monumentos. É também a interligação com as Pessoas, tanto com as que nela habitam, como com as que a visitam ou as que nela trabalham.
Luís Coelho
Blog Forum Campo de Ourique

Foto: O Jumento
4/21/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, abril 20, 2005
 
Azulejos
[044/2005]
Lisboa - Cidadã do Mundo

A Lisboa das fadistas e das varinas de outrora mudou muito e também se globalizou, mas não perdeu a sua génese, quer isto dizer que manteve a sua vertente atlântica, a sua luz única e o carácter hospitaleiro dos seus habitantes.
À riqueza cultural de Lisboa, resultante dos seus palácios, igrejas, museus, edifícios, jardins, paisagem e vistas, acresce a não menos importante história.
Ao factor cultural somam-se ainda os dias de sol, a temperatura, a razoável segurança e os preços baixos (alimentação, transportes - relativamente ao resto da Europa).
Embora o turismo em Portugal se destine essencialmente ao Algarve, Lisboa tem tendência a tornar-se um destino de eleição para visitas em fins de semana alargados.
Todavia, continuam a faltar espectáculos e divulgação dos mesmos, animação de rua, iluminação das zonas típicas e ampliação do horário de abertura dos restaurantes e esplanadas, sim porque qualquer actividade na noite de Lisboa, só tem lugar nas franjas da cidade ou nos grandes centros comerciais que rodeiam a cidade.
Ao contrário de outras cidades europeias, faltam a Lisboa oportunidades de turismo alternativo, não porque faltem os locais, mas simplesmente porque a edilidade ainda não aceitou esse repto.
Efectivamente, o turista em Lisboa só vai onde o guia o leva, não visita outras casas de fado, não procura novos restaurantes, nem percorre as ruas da cidade.
A pouca informação que circula sobre Portugal no estrangeiro, excepção feita ao futebol, permite criar uma falsa ideia sobre um elevado atraso cultural dos portugueses, não falando línguas por exemplo, estigma esse que só se ultrapassa quando se chega a Portugal e se percebe que os jovens tem essa aptidão e que tal incapacidade nos escalões etários mais avançados, é ultrapassado pela simpatia e vontade de ajudar. Nessa altura, talvez já não haja tempo de arriscar em novas visitas, porque não há tempos livres fora dos circuitos contratados.
O turismo alternativo a que faço referência consiste no investimento na criação de brochuras, devidamente divulgadas e de fácil aquisição, que permitam ao turista sair dos habituais circuitos e partir para a visita da cidade em plena liberdade, refiro-me a: percursos pedonais nas freguesias (identificados e com referência a palacetes, vistas, jardins, curiosidades, etc...); passeios livres de eléctrico (sugestões de passeios e até um bilhete próprio); roteiro dos jardins históricos, dos miradouros e das fontes; roteiro de gastronomia de Lisboa; localização das tascas de Lisboa onde há fado vadio e festas populares; etc...
Veja-se o que acontece em cidades como Barcelona, Londres e Paris, onde o turista tem a possibilidade de organizar as suas visitas de acordo com o seu gosto pessoal, orçamento e tempo, não descurando a visita a bairros mais antigos e típicos, que embora mais degradados, o município não os esqueceu, dando a mão ao comércio local e revitalizando-o, permitindo assim receitas que ajudam à reconstrução dos mesmos.
Ao contrário do actual edil, que tem mais preocupação com a maquilhagem do que com o conteúdo, Lisboa só poderá ser uma cidade cosmopolita quando valorizar a sua essência e aquilo que a distingue, objectivos esses que só pode ser assumidos por um executivo camarário presidido por quem tenha essa sensibilidade, qualidades que manifestamente se reconhecem no Prof. Manuel Maria Carrilho.
Nuno Pintão
Secretário Coordenador da Secção de Alcântara do PS
4/20/2005 01:02:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, abril 19, 2005
 
Bandeira Lisboa
[043/2005]
Lisboa humana e solidária

Quando falamos de uma capital europeia, aberta ao mundo, cosmopolita, metrópole de gente diversa, assente na pluralidade de raças, credos, pensamentos, rica material e culturalmente, enquanto socialistas democráticos que somos temos que salientar as franjas marginais que ainda fazem parte de si.
Ao aceitarmos a modernidade enquanto elemento integrante do nosso viver social, temos de encarar, igualmente, os atrasos estruturais que minam a sociedade portuguesa e em particular Lisboa e que nos distanciam de vários países europeus, notoriamente mais desenvolvidos e avançados.
A prioridade política pública não pode passar ao lado de quem não tem voz para alterar o seu destino ou acalmar a sua revolta interior. Assim, neste período pré-eleitoral, onde novamente se discute o papel e o futuro da capital portuguesa, todos verificamos no nosso quotidiano as situações constantes de miséria e de subdesenvolvimento.
Nos semáforos, junto das paragens dos transportes públicos, na calçada, nos bancos de jardim, à saída de estabelecimentos comerciais, na nossa pressa diária esbarramos em seres humanos que tantas vezes nos falam de "ajuda", de "fome" e de "esmola". Idosos, adolescentes e crianças compõem na sua maioria estes estranhos grupos de desgarrados sociais que se arrastam ansiando por um pequeno momento da atenção de quem passa.
O que fazer?
Devemos continuar a olhar para o lado?
Devemos permanecer afastados de artérias e áreas inteiras de Lisboa, onde impera o medo, a falta de segurança e onde somos impedidos de circular livremente?
Devemos não querer saber das quatro milhões de refeições anuais fornecidas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa?
Devemos ignorar os dois mil indivíduos "sem abrigo" que existem na cidade?
Devemos continuar a manter escondidos nas suas habitações degradadas e sem condições os trinta e três mil idosos que vivem isolados e sem recursos de subsistência na capital?
Devemos expulsar os imigrantes que acolhemos e depois os lançamos nos braços da miséria, do desemprego, do álcool e da toxicodependência?
Face a esta chaga social que denigre a cidade, o que fazer?
Novamente, o Partido Socialista simboliza a esperança, pois sabemos que o Estado Central não tem possibilidades por si só de resolver estas questões e que a experiência dos nossos autarcas é uma mais valia essencial para o diagnóstico e para o encontrar de soluções aplicáveis na prática e no terreno.
Os socialistas conhecem bem Lisboa e o seu candidato Manuel Maria Carrilho sabe que a qualidade de vida que defende não é possível quando ignoramos os nossos deveres sociais e democráticos de solidariedade activa junto de quem dela necessita.
Os números existem e são do conhecimento público, sendo missão dos socialistas, da sua concelhia, das suas secções, dos seus autarcas e do seu primeiro candidato Manuel Maria Carrilho o de apresentarem um projecto de trabalho que permita a dignificação dos que ficaram para trás na batalha do desenvolvimento.
O Partido Socialista tem um rosto que olha de frente para os problemas e que está ciente que a miséria e a pobreza não se extinguem por portaria ou por decreto mas apenas através da lucidez e da justiça social que norteiam a acção colectiva de todos nós.
Pedro Tenreiro Biscaia
4/19/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, abril 18, 2005
 
Basket
[042/2005]
A actividade desportiva como um elo decisivo

A Concelhia de Lisboa do Partido Socialista empenhada na construção de uma sólida alternativa democrática para Lisboa, decidiu criar o FORUM CIDADE, dotando-o de Grupos Temáticos, constituídos por militantes e simpatizantes do P.S., especializados nas áreas seleccionadas que pudessem servir de suporte ao programa de candidatura a apresentar aos residentes de Lisboa, por altura das eleições autárquicas.
Um dos grupos temáticos escolhidos para o efeito que se entendeu denominar por "Estilo e Qualidade de Vida em Lisboa" enquadra fundamentalmente a avaliação de propostas ao âmbito da pratica de actividades desportivas, de ocupação de tempos livres e sobretudo de uma dinâmica que se proponha envolver todos os seus munícipes numa prática de hábitos regulares que valorize o seu estilo e qualidade de vida desde os jovens aos idosos sem esquecer os deficientes.
Uma cidade activa saudável e solidária é pois o lema do trabalho deste grupo, que recusa a inércia com que a cidade se tem defrontado por incapacidade da actual vereação da Autarquia em cumprir o seu papel.
Que o digam por exemplo os milhares de jovens dos 350 clubes da capital, que sujeitos às tentações que a conjuntura social transporta, foram privados dos Jogos de Lisboa, que num regime de prevenção ocupava os seus tempos livres..
Lisboa num quadro demográfico extraído do "Site" da SIC regista que o concelho de Lisboa, devido ao seu elevado número de eleitores (540.162 mil), supera largamente qualquer outro concelho à escala nacional, ao âmbito do processo de recenseamento com vista às últimas eleições legislativas.
Seguem-se Sintra, com (262.934 mil) eleitores, Porto com (236.594 mil) eleitores e Vila Nova de Gaia, com (232.166 mil) eleitores.
Estes números obrigam a uma séria reflexão, não só sobre o grau de combate a travar, mas essencialmente mostrando que quando o Partido Socialista assumir o governo da Cidade, deverá organizar-se de forma a garantir as medidas adequadas à excelência na prestação de um serviço publico com os níveis de eficácia que a dimensão da população justifica.
Porque para além da vertente que o Grupo representa, outros áreas que se conjugam como, por exemplo, a cultura, o tecido social, a economia, o rejuvenescimento das estruturas, os transportes, o espaço público e a gestão da cidade, requerem uma aposta na adopção de sinergias, que em complementaridade se possam tornar decisivas para renovar Lisboa debaixo de um padrão em que a qualidade seja animada por um grau de desenvolvimento com uma natureza sustentável.
A demagogia e a flutuação da presidência da Câmara neste mandato, tem deixado marcas negativas, pela inércia que a responsabilidades adquirida tem desencadeado.
O exagerado gasto em "Outdoors", por "dá cá aquela palha!" é sintomático pela desafectação de investimento em serviço publico, em favor da troca por uma promoção política que pela acumulação de custos, está a debilitar o erário publico disponível.
Muito recentemente o Desporto foi alvo de algumas medidas de iniciativa autárquica, que por serem tomadas em fins de mandato político se revelam perfeitamente vazias e demagógicas, correndo inclusivamente o risco da sua descontinuidade.
A apressada apresentação de uns ineficazes e denominados Jogos LX, a cinco ou seis meses das eleições, quando deveriam ser organizados para o período do mandato, ou seja a quatro anos são o exemplo do se refere.
O projecto aprovado para a I Taça da Cidade de Lisboa, que vai envolver a participação do Benfica, Sporting e Belenenses em doze modalidades desportivas poderá ser uma medida útil, que se acolhe, mas que deixa a ideia que a data prevista para a sua realização, tem marca política.
Não obstante o referido e em apoio à batalha do seu mentor, o Prof. Moniz Pereira, de quem somos amigos pessoais, defenderemos o projecto quando PS, ganhar a Câmara de Lisboa, pelo papel que representa ao nível do movimento desportivo da Cidade.
Criado para o efeito, o Grupo do Desporto tem na sua composição pessoas de larga experiência nesta matéria, não só pelo seu curriculum, mas por terem exercido cargos de responsabilidade a nível do fenómeno desportivo, o que se traduz numa garantia.
Daí que como elo fundamental, dada a sua dimensão demográfica na cidade, seja essencial tornar prioritário a prática de actividades desportivas e de lazer tornando-as como eixo central das preocupações da Câmara Municipal.
É forçoso implementar um plano estratégico que garanta à população de Lisboa as condições ideais para aceder a uma dinâmica própria de hábitos regulares que beneficie todo o cidadão comum.
A construção e valorização de equipamentos desportivos, de espaços verdes compatíveis, o apoio aos pequenos clubes de bairro, a aposta na formação, o incentivo aos dirigentes associativos que dedicada e benevolamente se envolvem no processo e o apoio às camadas da população que careçam de orientação nesta área, são exigências que este Grupo de trabalho identificou e que pretende formalizar no quadro das tarefas que a Câmara Municipal, se o Partido Socialista ganhar as próximas eleições autárquicas em Lisboa, como se espera, deverá assumir.
Muito recentemente foi escolhido o timoneiro que naturalmente vai lutar com todas as suas forças e reconhecido prestigio para se ganhar Lisboa.
O camarada Manuel Maria Carrilho ao aceitar esta incumbência revela desde já uma grande dose de coragem que acumulada às capacidades já anteriormente demonstradas no exercício de missões ao mais alto nível, vem traduzir seguramente uma garantia de sucesso.
A intervenção que teve no Hotel Altis no passado dia 8 de Abril na sessão organizada para calendarizar as últimas etapas do FORUM CIDADE, foi apreciada merecendo resposta positiva dos presentes, pela salva de palmas com que no final foi saudado.
Vamos todos os que se empenharam no FORUM CIDADE, funcionar em equipa, esperando que o trabalho desenvolvido seja devidamente aproveitado, dada a experiência e o conhecimento do terreno dos seus executores, tornando-o numa mais valia para elaboração do programa.
Estamos também certos que Manuel Maria Carrilho, que esperamos seja o futuro Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vai considerar que os actores do FORUM CIDADE, porque foram escolhidos pelo seu perfil, tenham, para cumprimento do programa um lugar activo e permanente ao seu lado.
Deixamos essa recomendação.
Mário Paiva
4/18/2005 01:40:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, abril 16, 2005
 
Agenda Blog
[041/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 18 a 22 de Abril de 2005



2ª Feira - Mário Paiva;
3ª Feira - Pedro Biscaia;
4ª Feira - Nuno Pintão;
5ª Feira - Luís Coelho;
6ª Feira - Ângela Morgado.
4/16/2005 12:38:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, abril 15, 2005
 
Lisboa vista do Tejo
[040/2005]
Um futuro para Lisboa

Lisboa está empobrecida: de valores, de ideias, de projectos, de organização, de trabalho. Lisboa, não está, decididamente, feliz.
Temos todos hoje consciência, mesmo aqueles que tinham então algumas legítimas dúvidas, da desorientação e do vazio que a actual equipa dirigente da Câmara Municipal de Lisboa trouxe a esta cidade. E até podemos aqui questionar o conceito de equipa, por oposição ao one-man-show de Pedro Santana Lopes, o que retirou ao executivo qualquer noção de colectivo, embora solidariamente responsáveis, numa clara secundarização dos restantes vereadores, ilustres desconhecidos para a maioria dos lisboetas (e utilizo "lisboetas" para designar quer os que vivem quer para os que a utilizam, em suma todos os que estão interessados numa melhor cidade). Por isso também se sucederam, ao longo deste mandato, um número significativo de abandonos e saídas dos inicialmente eleitos.
Acima de tudo o que fica é uma total ausência de coerência e respeito face aos compromissos assumidos para com o povo de Lisboa. Para além das promessas eleitorais, esmagadoramente não cumpridas, as tristemente famosas ?trapalhadas do Santana? deixam antever um futuro comprometido e uma situação financeira (a conhecida) deveras preocupante.
Ao contrário, Lisboa foi para Santana Lopes e Carmona Rodrigues (e não nos esqueçamos do "eu fico" de Paulo Portas), uma passagem, um momento, um trampolim para outros objectivos pessoais, para outros pretendidos "voos". Sempre de volta a Lisboa ... quando não houvesse qualquer outro projecto mais interessante!!!
Importante, portanto, mais do que nunca, pensar e falar do futuro. Do futuro que Lisboa merece. Porque Lisboa precisa e os lisboetas desejam que lhes seja devolvida a capacidade e o prazer de sonhar.
Por isso, na sua essência, um projecto vencedor deve privilegiar:
A apresentação de uma VISÂO e de uma IDEIA para a cidade. Lisboa tem que assumir de novo o seu papel e importância enquanto capital europeia, relevando a sua natureza e riqueza particular, a força da sua história, o seu carácter cosmopolita, multicultural e prazenteiro.
Lisboa tem de assumir os VALORES essenciais da democracia, da cidadania e da solidariedade. Tem de ter uma ?alma? e voltar a estabelecer os laços afectivos com os Lisboetas, para que eles a possam sentir de novo como a sua cidade, que acarinham, que cuidam e de que se orgulham.
Lisboa tem de ter um PROJECTO, tem que focalizar o seu esforço na devolução da cidade aos lisboetas, de lhes criar o espaço para uma melhor habitabilidade, com condições de segurança, com uma rede eficaz de transportes enquadrada numa perspectiva metropolitana, com práticas de partilha solidária com os mais idosos e carenciados, apresentando alternativas ocupacionais, e com ambição e irreverência capaz de motivar e envolver os jovens, criando-lhes o desejo e a paixão da cidade.
Lisboa tem de ter uma LIDERANÇA capaz de gerir eficazmente uma estrutura complexa, numa perspectiva integradora e multidisciplinar, de uma forma organizada e transparente, desburocratizada, centrada na criação de soluções que ajudem os lisboetas a participar no projecto de reconstrução da sua cidade.
LISBOA precisa, portanto, de uma transformação cultural no sentido mais lato do termo, onde o verdadeiro protagonismo tem de ser deixado aos LISBOETAS.
Por isso, a escolha de Manuel Maria Carrilho para candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, me devolveu a esperança.
José Rodrigues
4/15/2005 12:18:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, abril 14, 2005
 
Vitral Lisboa

[039/2005]
Alterar o quadro financeiro autárquico

O actual regime de financiamento das autarquias é o mais grave entrave a um poder local útil e eficaz, e aqui a responsabilidade é da legislação nacional que associa a obtenção de receitas aos índices de construção em cada município.
Este sistema perverso é um dos factores que alimenta o "horrível monstro" da urbanização caótica, destruição da paisagem, dos valores naturais e culturais - "monstro" que promete continuar a descaracterizar irracionalmente parte do território até que pouco ou nada reste. E esta produção intensiva, desordenada e desqualificada se, por um lado, financia as autarquias, por outro, constrange o desenvolvimento e acaba por incentivar o aumento da despesa pública.
O pior é que este ciclo vicioso leva a que muitos autarcas se vejam obrigados a admitir e mesmo incentivar a construção a "granel", pois é única forma de arrecadar receitas! É urgente seleccionar outros critérios para atribuição de fundos. O Estado deveria antes favorecer as autarquias com estratégias de desenvolvimento social e ecologicamente sustentáveis e discriminar positivamente os concelhos mais isolados, sem esquecer a necessidade de fortes investimentos para melhorar a vida nas grandes metrópoles. Num sistema onde a maior responsabilidade pela concretização dos projectos se traduzisse numa maior autonomia financeira.
O Estado e todos nós temos que contrariar este crescimento "às cegas"! Nós, cidadãs e cidadãos deste país, não podemos alhear-nos deste problema! Aos bloqueios do sistema democrático temos de responder com mais democracia, exigência de rigor e, sobretudo, participação.
É certo que o problema está devidamente identificado Porque é que não se muda isto? Parece que o Partido Socialista tenciona apresentar uma proposta no Parlamento para alterar o quadro financeiro autárquico. Tal a acontecer é uma excelente notícia! Finalmente os municípios estarão menos dependentes dos dividendos do negócio imobiliário e deixarão de sofrer as consequências nefastas do sistema de financiamento actual. Finalmente, acabar-se-á com uma expansão territorial desmesurada e indiscriminada das áreas metropolitanas e um deficiente (inexistente) e não integrado ordenamento territorial e caminhar-se-á politicamente no sentido de valorizar o conceito de "cidade densa", "compacta", esse sim um elemento fundamental para a identidade das nossas cidades.
Deixemo-nos uma vez por todas de "fantasias de Natal", sem alterar as regras do actual financiamento autárquico não é possível revalorizar o urbanismo nem revivificar as nossas cidades.
Deolinda Santos
4/14/2005 12:01:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, abril 13, 2005
 
Casa Fernando Pessoa - Manuel Amado
[038/2005]
Lisboa:
Cidade cosmopolita e com qualidade de vida?


Há cerca de um ano, foi apresentado no VIII Congresso Internacional de Direito Ambiental, um documento de grande relevância sobre "Cidadania Ambiental", a qual iniciava referindo que "A actuação participativa e deliberativa da sociedade civil e dos movimentos sociais no processo de formulação das decisões e vontade política é elemento fundamental para a superação do momento de risco ambiental vivido pela civilização pós-moderna. Nesse contexto, projecta-se a figura da cidadania ambiental cosmopolita, enquanto condição política supraterritorial que reconhece a dimensão planetária da crise ambiental, bem como afirma o princípio democrático para além das fronteiras nacionais."

Esta introdução levou-me à reflexão sobre a importância de uma boa política ambiental municipal para a qualidade de vida dos lisboetas, sejam eles moradores, trabalhadores, empregadores ou visitantes.
Na medida em que contamos com vários grupos sociais e de diversas origens regionais ou de nacionalidade, podemos falar também dos diferentes tipos de qualidade de vida dos lisboetas.
Lisboa é uma cidade cosmopolita, mas necessita de elevar a sua qualidade ambiental para se tornar mais atractiva a movimentos sociais com valor acrescentado cultural e económico.
A característica de abertura ao Mundo que Lisboa, capital europeia, banhada pelo Atlântico, exige oferta de condições a quantos são a ela atraídos. Por outro lado, nenhuma cidade pode atrair pessoas e empresas de fora se não tiver qualidade de vida para as pessoas que a frequentam.
Para uma melhor qualidade de vida dos disfrutam da cidade é importante que esta disponha de melhores sistemas de transporte colectivo, de escolas e de centros de saúde de excelente qualidade, de atenção à criança, de confortável acolhimento aos idosos, bem como maior preocupação com o meio ambiente e lazer, sem nos esquecermos de quanto essenciais são a oferta comercial, os serviços de hotelaria e de restauração, com a internacionalmente conhecida "bica" lisboeta.
A política ambiental do PS para a cidade de Lisboa pode viabilizar que os vários grupos dos que a utilizam disponham da qualidade do ambiente que todos eles ambicionam no seu dia a dia, quer no que respeita ao ar, ao ruído, à qualidade da água, ao saneamento básico, à gestão de resíduos e ao ambiente urbano.
No que respeita ao ambiente urbano deve-se ter presente como eixos orientadores, a manutenção de estruturas e do mobiliário urbano em geral e a preservação e requalificação dos espaços verdes.
Como em qualquer outra área de intervenção municipal, também deve ser garantida a sustentabilidade do ambiente urbano, quer a nível económico, quer social. Para tanto, além dos eixos supra referidos, devemos também ter uma estratégia adequada na gestão da cidade, seja nos transportes urbanos, na construção ou na concepção urbana.
Mais, com o PS, Lisboa pode surpreender com uma relevante qualidade ambiental, mesmo tratando-se de uma cidade cosmopolita como ela é.
Isabel Cabaço Antunes
4/13/2005 12:23:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, abril 12, 2005
 
Mãe d'Água - Lisboa
[037/2005]
Combater a Toxicodependência
Construir a Coesão Social
Arrojar a Acção...


A prevenção das toxicodependências teve em Lisboa um caminho próprio e percursor. Lisboa foi a primeira cidade do país a ter, logo no início dos anos 90, um projecto de prevenção primária, cujo desenho se deveu à sensibilidade que desde sempre mostrou por esta temática o então presidente do município, Jorge Sampaio. Um projecto de grande qualidade, fruto do esforço de uma equipa de irrefutável nível técnico e científico que o traçou e implementou. Devo salientar que foi aqui que também o então IPDT se inspirou para construir, em 2000, a rede dos actuais Planos Municipais de Prevenção.
Em 1996, perante o drama humano e social que se vivia no Casal Ventoso, decidiram o governo e a autarquia, nesta fase já sob o comando de João Soares, implementar um Plano Integrado de Prevenção da Toxicodependência no bairro do Casal Ventoso, com os resultados que se conhecem e que foram visíveis até há bem pouco tempo.
Foi com esse esforço que Portugal conseguiu pôr fim à sala de chuto a céu aberto que tanto nos envergonhava aos olhos do mundo. Foram então criados Centros de Abrigo, Centros de Acolhimento, Gabinetes de Apoio (entretanto desmantelados) e Equipas de Rua, para aproximar os toxicodependentes dos cuidados sanitários e restituir-lhes a dignidade perdida, como aconteceu a milhares de cidadãos. Assumiu-se assim não só a prevenção como também a redução de risco como uma prioridade de intervenção para pôr fim às elevadas percentagens de consumos problemáticos que colocavam o nosso país, a este nível, no topo da escala europeia, como é muito bem documentado nos últimos relatórios do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, sediado em Lisboa.
Numa lógica de proactividade, como é cientificamente recomendado, o projecto do Casal Ventoso alargou-se depois a outras zonas da cidade com os chamados Pontos de Contacto (hoje desmantelados), actuando em rotas prioritárias bem definidas com novas equipas de rua. Os Pontos de Contacto assentavam no princípio da mobilidade e numa lógica de proximidade. Técnicos credenciados deslocavam-se em carrinhas devidamente equipadas para irem ao encontro dos toxicodependentes dando-lhes o apoio que eles, pelo estado de degradação em que se encontravam, não conseguiam procurar.
Fizeram-se então rotas precisas pela cidade de Lisboa, entre a Curraleira e Alcântara, e outros percursos estavam a ser equacionados numa lógica de intervenção estratégica que se previa alargar à Área Metropolitana. Esse projecto, apesar de ter atendido mais de 7.000 indivíduos em 2002, foi cancelado em Janeiro de 2003, tendo o mesmo acontecido a muitas equipas de rua.
Assim se evitou, por exemplo, que se instalassem na Curraleira os problemas que se tinham resolvidos noutros bairros. O mesmo não se pode hoje dizer relativamente ao Intendente, nova zona de consumo problemático da cidade de Lisboa, situação agravada pelo regresso da droga ao Casal Ventoso, como muito bem é descrito pela jornalista Catarina Serra Lopes em reportagem no jornal "O Público" de 18/04/2004.
Pena que o tempo se tivesse esgotado depressa demais e novas experiências desenhadas não tivessem sido implementadas...
A heroína continua a ser droga a que se associam as imagens de degradação, no cenário de bairros desqualificados, vidas marginalizadas da cidade, ausência de redes e laços sociais, exclusão social e perda de cidadania. São os junkies que a heroína transformou no espelho de uma vida marginalizada e abandonada, de uma não vida. Estas situações de degradação, exclusão social e marginalidade localizam-se sobretudo, dado o nosso desenvolvimento urbanístico, nas grandes áreas metropolitanas, em zonas específicas, que se vão definindo e alterando em função do mosaico de intervenções sócio-urbanísticas que se vão efectuando nas cidades.
Para combater este fenómeno há que avançar sem receio para a administração terapêutica da heroína e ter a coragem política de instalar a primeira sala de injecção assistida na cidade de Lisboa. Só assim a nossa Cidade se colocará ao lado de cidades europeias vanguardistas nesta matéria e com resultados bem sucedidos. Na Suíça estas experiências começaram há 11 anos, na vizinha Espanha há 4 anos, porque esperamos agora que está a chegar ao fim o ciclo das políticas proibicionista de direita para promover políticas de inclusão dos toxicodependentes respeitando as suas opções de consumo?
Nós que fomos vanguardistas no projecto de trocas de seringa e com essa experiência evitámos que 5.000 novas pessoas tivessem sido infectadas pelo VIH por cada 10.000 utilizadores do programa, a uma média de 80 infecções mensais evitadas, que esperamos para avançar com outras experiências que sabemos poderem correr muito bem não só para este tipo de consumidores mas para todos nós?
A redução de risco actua ao nível da epidemia do VIH-Sida e das hapatites, permitindo ganhos em saúde, mas também no controlo da pequena criminalidade e na redução de locais perigosos por terem seringas e lixo acumulado no chão que podem infectar as crianças que brincam desprevenidamente naqueles locais, como muito bem o documenta Luís Fernandes numa artigo na Pública deste fim de semana.
O aumento da qualidade de vida de todos nós exige que enfrentemos este tipo de problemas e que não lhes viremos as costas ou mandemos fechar as ruas para esconder que eles existem como fez a Câmara Municipal de Lisboa recentemente no Intendente. Patética ingenuidade de quem não sabe fazer intervenção social reconstruindo o tecido urbano degradado e está mais interessado no "faz de conta" que na melhoria das condições de vida das populações marginalizadas.
O que foi ontem um horizonte de esperança passou a ser depois um mar de desilusão. Caberá doravante a Manuel Maria Carrilho reconstituir o sonho perdido.
Elza Pais
Docente Universitária e Investigadora do SociNova da FCSH/UNL
4/12/2005 01:02:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, abril 11, 2005
 
Lisboa inovação
[036/2005]
Lisboa precisa de inovação e qualidade

Lisboa precisa de quem saiba e queira fazer da gestão da mudança para a inovação e para a Qualidade, a bandeira do próximo mandato.
Manuel Maria Carrilho utilizou, na apresentação oficial da sua candidatura, as palavras Qualidade e Excelência. Parece-me ter começado bem porque me parece ser esse o caminho a trilhar.
Qualidade e Excelência dos serviços municipais, inovação dos sistemas de informação e nas tecnologias, capacidade de gerir a mudança para que os Lisboetas tenham uma cidade mais justa no retorno do IMI pago, mais cómoda na papelada, mais solidária e fraterna na inclusão e, acima de tudo, mais participada pelos munícipes num complexo entre as novas formas de fazer e a cidadania que tarda em enraizar-se.
É um desafio forte para o candidato do PS. Forte, mas necessário e urgente até porque o mais difícil nestas matérias é a mudança das mentalidades.
Já todos assistimos a discursos sobre o uso das tecnologias da informação, da comunicação e do saber por quem não faz sequer a mínima ideia de como se envia um @Mail. Todos já assistimos a discursos inflamados da necessidade de uso intensivo das I*Net ou dos eGovernment e depois vimos serem os seus arautos os mais resistentes à utilização aberta desses mecanismos de mudança no mundo globalizado. Essas coisas não se fazem só com habilitações literárias, mas antes com a vontade e capacidade de mudar e de compreender o Mundo actual que se não compadece com a auto-info-exclusão de quem tem de incentivar essa mudança.
Manuel Maria Carrilho, o próximo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, irá debater-se com estas questões. Acredito, pelo que dele conheço e pelo o que dele ouvi na última sexta-feira, que será um impulsionador da Qualidade e da Excelência, características inatingíveis sem uma radical mudança do pensar de muita da nossa classe política. No entanto terá de estar atento à tal gestão da mudança limitando as resistências e os resistentes e impulsionando sistemas de informação e de comunicação abertos por forma a que Lisboa progrida como todos desejamos.
Inovação, novas formas de comunicação, cidadania participada, transparência e solidariedade serão as palavras chave para que o PS possa transformar a Capital do Túnel das Amoreiras, na Capital do Progresso, do Desenvolvimento e da Inclusão.
Luís Novaes Tito
Blog Tugir em português
4/11/2005 12:47:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, abril 09, 2005
 
Agenda Blog
[035/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 11 a 15 de Abril de 2005



2ª Feira - Luís Novaes Tito;
3ª Feira - Elza Pais;
4ª Feira - Isabel Cabaço;
5ª Feira - Deolinda Santos;
6ª Feira - José Rodrigues.
4/09/2005 01:00:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, abril 08, 2005
 
Corvos de Lisboa
[034/2005]
Lisboa está sem liderança

- "Estou em melhores condições de ser o candidato a Lisboa!"
afirmou Carmona Rodrigues em declarações a um jornal diário.
- "É uma deslealdade!"
afirmaram Santanistas em tom de resposta.

Esta situação caricata que vivemos em Lisboa está muito naturalmente a prejudicar o normal funcionamento da gestão diária da Câmara Municipal de Lisboa. Santana Lopes, com a decisão caricata de regressar à Câmara e, Carmona Rodrigues, com a incompreensível manifestação de falta de personalidade ao aceitar ficar na Câmara com Santana, mergulharam Lisboa numa presidência bicéfala, na qual até partilham o mesmo gabinete e assessores para melhor se vigiarem um ao outro, provocando assim uma acentuada paralisia do normal funcionamento do município. Não há voz de comando, os serviços mínimos de gestão não estão a ser garantidos - já repararam na acentuada degradação da qualidade (já de si muito penalizada com esta gestão de três anos da direita) do espaço público?
Nas Assembleias Municipais, desde que Santana regressou, não aparece nem um, nem outro, para prestarem contas, facto que até já começa a causar visíveis incómodos públicos nos vereadores da maioria presentes.
Lisboa precisa de mudar rapidamente. O PS está a preparar-se para, novamente, assumir responsabilidades. Apresentámos o nosso candidato, Manuel Maria Carrilho, um rosto para Lisboa com credibilidade e prestígio nacional e estamos a preparar as nossas propostas para a cidade. O Fórum Cidade realiza hoje, dia 8, uma reunião para se planificarem os trabalhos de apresentação das suas conclusões. Estamos disponíveis para assumir a mudança.
O que nos oferece esta nova versão da dupla "Dupond e Dupont" isto é, Carmona e Santana?
Trapalhadas, Confusões e Intrigas na praça pública.
Está na hora de dizermos basta!
Miguel Coelho
Presidente do PS/Lisboa
4/08/2005 06:26:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Fernando Pessoa - Brito

[033/2005]
Carta Municipal de Lisboa - Precisa-se!

O quadro legal que regula o funcionamento das autarquias locais portuguesas não confere um estatuto especial ao Município de Lisboa, no que respeita a um modelo de gestão próprio, capaz de responder á grande diversidade de problemas e desafios que se colocam a uma grande cidade, Capital Atlântica Europeia.
Noutros países europeus, foi feita essa diferenciação, nomeadamente através de uma lei especial para Paris, Marseille e Lyon, em França (Lei PML de 1982), e de legislação especial, desde 1960, para Barcelona, em Espanha. Tais experiências têm-se mostrado extremamente valiosas, para uma melhor e mais rápida resposta autárquica às problemáticas dessas cidades, nomeadamente no que respeita à potenciação da qualidade de vida urbana e à melhoria do serviço público de proximidade.
A experiência de Barcelona é particularmente interessante e pode constituir uma importante fonte inspiradora para o estabelecimento de um quadro legal próprio para a administração da cidade de Lisboa. Com efeito, a Carta de Barcelona (lei 22/98), tem demonstrado ser uma Carta Municipal ao serviço de uma gestão administrativa eficaz e útil aos cidadãos, de uma descentralização mais forte, de uma potenciação das competências municipais dentro de uma colaboração institucional positiva, e de uma melhoria da qualidade dos serviços que correspondam às necessidades e ambições da população.
A Carta Municipal reforça a descentralização nas dez unidades territoriais em que Barcelona se divide desde 1986, os distritos urbanos (cujas fronteiras foram baseadas em razões históricas, identidárias, geográficas, urbanísticas e sociais), os quais têm competências em todas as áreas onde seja essencial para a cidade, uma resposta rápida e eficaz (incluindo questões urbanísticas), e onde, ao mesmo tempo, seja essencial um profundo conhecimento local. No fundo, a grande maioria dos serviços de carácter técnico, passaram para os distritos: serviços gerais, ambiente urbano e espaços públicos, questões sociais e educativas, cultura local, desporto local, saúde local, apoio ao munícipe, polícia local, urbanismo de pequena escala.
Em termos globais, as funções ou competências descentralizadas não implicaram uma perda de capacidade dos órgãos municipais centrais sobre a elaboração de políticas globais para a cidade pois, a Câmara Municipal é detentora dos poderes estratégicos globais, para além das grandes iniciativas - sempre em interligação com os diferentes distritos, consoante as zonas em questão.
O Governo dos distritos urbanos de Barcelona é eleito por sufrágio universal, aquando das eleições autárquicas. Cada distrito tem um presidente de conselho de distrito. Preside ao conselho de distrito, que tem, normalmente, 15 conselheiros - as competências locais são distribuídas por estes conselheiros. Na Câmara central, existe um vereador para cada distrito (nomeado pelo presidente da Câmara, após consulta ao conselho de distrito respectivo). Normalmente, este vereador é o presidente do distrito, mas não tem que ser necessariamente assim. Existe também um conselho consultivo de distrito, onde estão as diferentes associações e entidades locais. Note-se que, finalmente, existe um Gerente de distrito, nomeado pelo presidente da Câmara, gerente este que gere o orçamento e os recursos humanos.
Em 1986, os distritos detinham 5% do total de recursos humanos municipais. Em 1997, esta percentagem era de 26%. Os orçamentos dos distritos são efectuados de acordo com as competências respectivas, e investimentos previstos e assumidos.
Um modelo deste tipo impõe-se para a nossa cidade. Para isso é desejável um amplo debate que leve, a curto prazo, a um consenso gerador de legislação autárquica específica para Lisboa.
Entretanto, como já foi discutido no âmbito do grupo de trabalho "Gestão da Cidade" do Forum Cidade, é importante que se constituam agrupamentos de freguesias (sob a forma legal de "associação de freguesias"), por zonas homogéneas da cidade, para poderem receber competências específicas que não fará sentido transferir para autarquias de muito pequena dimensão e também para melhor gestão de equipamentos colectivos que podem servir as populações de freguesias vizinhas.
Mas esse deverá ser apenas um passo transitório e breve para o estabelecimento da Carta Municipal que Lisboa também precisa!
Irene Lopes
4/08/2005 12:40:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, abril 07, 2005
 
Centros Comerciais
[032/2005]
É preciso deitar abaixo os Centros Comerciais.

Ao contrário da maioria das cidades europeias, o centro histórico Lisboa encontra-se desertificado à noite e com o comércio tradicional quase moribundo, pese embora a ajuda que lhe vem dando o aparecimento das grandes marcas. E isso deve-se a uma errada política comercial, cuja responsabilidade não pode ser imputada só aos políticos, que têm sido sempre os bodes expiatórios das decisões tomadas pela influencia dos grupos de pressão organizados.
Neste caso, foram os comerciantes receosos da concorrência - o país sempre foi avesso à concorrência, pelo menos nos últimos cinquenta anos - que pressionaram para que os centros comerciais, de criação inexorável, fossem afastados do centro, como forma de a evitar.
Foi, a nosso ver, um erro histórico. Com essa opção, o comércio tradicional perdeu as suas possibilidades de desenvolvimento, ao contrário do que aconteceu nas outras capitais europeias que tiveram a opção contrária. As sinergias que lhe davam o movimento de pessoas nesses centros comerciais, em relação aos quais, quanto mais não fosse, o comércio tradicional sempre seria um sucedâneo, podiam ser o impulso para esse desenvolvimento.
Mais grave, ainda, as pessoas passaram a deslocar-se para os centros comerciais que, afinal, não foram construídos tão longe como isso, e daí resultou uma verdadeira desertificação de Lisboa com consequências graves no domínio da segurança.
Como todos sabemos não pode haver um polícia para cada cidadão e a melhor forma de se garantir essa segurança é, como em tudo, a presença de pessoas.
É pois absolutamente necessário, se quisermos reanimar o centro histórico de Lisboa, deitar abaixo os centros comerciais, ao menos em sentido figurado. Isto é, é absolutamente necessário proibir a criação de novos centros comerciais fora do centro e, pelo contrário, estimular o seu aparecimento no centro histórico.
A reanimação do Chiado é disso a prova. O corte inglês é outra.
Anselmo Rodrigues
4/07/2005 01:03:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, abril 06, 2005
 
Nota
[Adm. Blog]
Comentários

Uma avaria no servidor de comentários tem impossibilitado, desde esta tarde, a disponibilização desta funcionalidade.A avaria já foi reportada ao fornecedor do serviço (nos EUA) que informou estar a desenvolver todos os esforços para repor a normalidade.
FC
4/06/2005 10:27:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Paulo Ossião - Rossio
[031/2005]
Lisboa

É uma cidade aberta ao Tejo. Uma cidade feita de grandes marcos culturais e históricos.
É uma cidade cheia de luz, detalhes, marcas, características que transmitem sensações de encanto e romantismo a quem nos visita.
Esta é a imagem que Lisboa possui no imaginário dos milhares de turistas que nos visitam anualmente, uma cidade renovada que concilia a história, a inovação e a sua cultura.
No entanto, quem vive e trabalha em Lisboa, têm hoje a consciência que Lisboa, apesar de ser uma cidade única, singular, sensacional, cheia de matéria-prima, merece ser bem tratada, melhor utilizada, correctamente vivida e acima de tudo bem gerida.
Lisboa e os lisboetas precisam de mudar, serem mais exigentes, não se deixarem iludir nas promessas fáceis, na demagogia de quem não é mais do que um vendedor de sonhos, de bolinhas de sabão.
Temos que cortar com a história recente da nossa cidade.
Lisboa, não é hoje a cidade feliz que nos prometeram, pior que não querer ver a realidade é continuar a viver uma ilusão?
A nossa cidade continua à espera de quem a ame, à espera de coragem para impor um novo ritmo, à espera para reiniciar uma mudança sustentada e eficaz, para dar uma outra velocidade e clareza às decisões políticas e de vida dos lisboetas.
A nossa rua, o nosso bairro, não pode continuar a degradar-se, a desertificar-se, como que a pedir que nos afastemos.
Se Lisboa e os lisboetas tiveram coragem para sair a rua, acarinhar e viver a Revolução dos cravos, saberão com toda a certeza avaliar e votar num novo rumo para Lisboa.
Sérgio Cintra
4/06/2005 01:00:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, abril 05, 2005
 
Janela Campo de Ourique
[030/2005]
Envelhecer em Saúde:
uma aposta estratégica da Câmara Municipal de Lisboa


Partindo da análise da informação demográfica segundo a qual dos portugueses com mais de 65 anos, 41% tem mais de 75 anos e 20, 9% tem mais de 80, do facto de se estimar que cerca de 300 mil idosos vivam isolados e do facto das incapacidades, doenças crónicas, solidão e exclusão tenderem a retirar vida aos anos de vida aumentados, o Programa do Governo adopta como prioridade a promoção do envelhecimento em saúde. Concretamente, o Governo propõe-se criar serviços comunitários de proximidade (SCP), sob a forma de parcerias entre centros, extensões de saúde e instituições de apoio social, articulando sinergias e experiências, promovendo o início da reabilitação imediata dos doentes ainda nos hospitais e fomentando a existência de equipamento social de suporte para doentes e respectivas famílias, possibilitando o prolongar da permanência em suas residências sem recurso ao internamento hospitalar e com o maior grau de autonomia e actividade possíveis.
Ora a mencionada análise demográfica, que também é válida para Lisboa, só pode ser entendida como uma excelente oportunidade e um desafio para a Câmara Municipal de Lisboa e para as Juntas de Freguesia! Com efeito, o embrião que são os projectos "Uma Casa para Toda a Vida" e "Roda", ambos no sentido de permitirem intervenções da CML, através de competências delegadas nas Juntas, nas casas de pessoas idosas ou portadoras de deficiência com o propósito de melhorar as condições de habitabilidade, constituirão agora o balão de ensaio no sentido de as autarquias, como parceiros do Ministério da Saúde, participarem activamente no projecto Envelhecer em Saúde.
A Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia podem ser vectores essenciais na promoção de contactos entre Centros de Saúde, Assistentes Sociais, Santa Casa da Misericórdia, Paróquias, IPSS e ONGs, pois não só já estão no terreno e conhecem todos os agentes envolvidos, como muitas delas têm já experiência neste domínio. A título de exemplo, as Juntas de Freguesia podem ter um papel de charneira na reunião de toda a informação relevante para idosos e suas famílias, podem ser o pivot de reuniões entre todos os agentes envolvidos, podem realizar obras de adaptação das casas, podem contratar os mais diversos serviços e prestá-los nos domicílios dos idosos quando estes são hospitalizados e após a alta, podem ministrar formação diversa sobre como manter uma vida activa e saudável, podem contratar Ajudantes de Família, podem ser o elo de ligação com os hospitais, etc., a lista é infindável.
A Câmara Municipal de Lisboa e as Juntas de Freguesia não podem deixar de fazer desta prioridade do Programa de Governo também uma sua aposta estratégica para a cidade no âmbito mais vasto das políticas sociais a desenvolver pelos novos executivos autárquicos!
Sofia Oliveira Dias
4/05/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, abril 04, 2005
 
Fernando Pessoa - Metro Cidade Universitária
[029/2005]
Problemas de visão

Deliciei-me com o texto do António Barreto, no jornal Público de Domingo passado, sobre o bairro onde vivo. Desse retrato fiel da realidade, retive 2 pontos que, sem sombra de dúvida, afligem não só a Lapa, mas por certo toda a Lisboa: o estacionamento e os dejectos caninos. Por coincidência, ambos relacionados com a ocupação dos passeios e ambos pertencentes a pelouros distintos, mas tutelados pelo mesmo vereador camarário. Poder-se-á dizer que desocupar passeios é com ele.
Por toda a Lisboa, da Ameixoeira à Lapa ou de Chelas ao Restelo, todos, ou quase todos, já constatámos que, em matéria de higiene urbana, o estado da cidade está abaixo do desejável: as ruas, os passeios e os contentores do lixo não são lavados com aquela frequência a que, em tempos, já estivemos habituados. Melhores tempos hão-de vir.
Informou-nos o Sr. Vereador, através dos media, que aos 5 "moto-cães" já existentes, juntaram-se agora mais 8 (e ainda faltam chegar mais 16) para limpar os passeios dos cocós dos cãezinhos. Louvável. Mas, confesso, nunca vi nenhum desses milagrosos "moto-cães" em actividade, nem no bairro onde vivo (pelos vistos não sou só eu) nem na Baixa, onde trabalho diariamente. Nem me lembro de alguém mo ter mencionado. Será que se providenciou a contratação dos respectivos motoristas?
Mas, infelizmente, os passeios não são só ocupados por dejectos caninos. Proliferam, aqui e acolá, os carros estacionados em cima do passeio. Como pergunta o João Matos no seu excelente texto sobre o trânsito e o estacionamento em Lisboa, onde é que se pode estacionar o carro quando se vai a algum lado, ou mesmo quando se chega a casa?
Também confesso que não consigo ver as milagrosas soluções, prometidas eleitoralmente, por este executivo camarário. Mas observo a Polícia Municipal a actuar, muitas vezes sem critérios de razoabilidade. E não vejo o Sr. Vereador a anunciar publicamente qualquer medida para tentar resolver este problema. Nem sequer consigo enxergar um outdoor, como é da moda, a informar "que já foi aprovado em reunião de câmara".
Pois é, para a "ocupação" de um mesmo passeio, vejo que o mesmo Vereador tem duas maneiras de efectuar a limpeza: uma, mais desejável por todos mas pouco visível ou mesmo invisível, outra quase sempre activa mas pouco amada.
Não chega, somente, ter "moto-cães", é preciso dar-lhes uso continuado. Nem colocar à disposição dos utentes os célebres "kits" para o dono limpar o que o cãozinho fez na rua. É preciso insistir, talvez mesmo recorrendo aos outdoors, para a sua utilização constante. Deverá ser regra. Não só como um contributo para a higiene pública, mas também como uma atitude de respeito, tanto pelo espaço público como pela restante população.
Não chega, também, bloquear ou multar os carros estacionados indevidamente. É preciso sensibilizar ainda mais os condutores para outras práticas, aliadas à criação de alternativas mais apelativas.
Por outras palavras: é preciso fazer.
Claro que é muito mais fácil dizer, em ambos os casos, que impera a falta de civismo de uma certa parte da população.
E, chegado a este ponto, constato, também aqui, a falta de visão por parte de quem actualmente dirige o município. Mas, por certo, Lisboa vai ver um novo rumo.
Luís Coelho
Blog Forum Campo de Ourique
4/04/2005 01:23:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, abril 02, 2005
 
Agenda Blog
[028/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 04 a 08 de Abril de 2005



2ª Feira - Luís Coelho;
3ª Feira - Sofia Oliveira Dias;
4ª Feira - Sérgio Cintra;
5ª Feira - Anselmo Rodrigues;
6ª Feira - Irene Lopes.
4/02/2005 04:43:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, abril 01, 2005
 
EMEL

[027/2005]
Será que Você vai ficar sem carta de condução hoje?
(ou sobre o estado do estacionamento em Lisboa)

Imagine-se numa zona central ou mais antiga de Lisboa, num hospital à espera de consulta ou numa loja que fechava às 7 da tarde e à qual precisava mesmo de ir hoje. Como estava a chover veio de carro. Não havia nenhum parque de estacionamento perto e você só conseguiu encontrar estacionamento com duas rodas em cima do passeio. Aliás todos os outros carros nessa rua estão na mesma. Será que vai ficar sem carta hoje?
Numa cidade ideal teria havido uma campanha de informação atempada sobre o novo Código da Estrada. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) teria promovido desde há vários anos soluções de estacionamento em todos os bairros de Lisboa. Os transportes públicos seguros, pontuais, rápidos, asseados e económicos seriam o modo de transporte favorito. O polícia vigiaria eficazmente as diversas infracções ao Código da Estrada. Nessa cidade ideal, não precisaria de deixar o carro em cima do passeio e, se o fizesse, era autuado (e muito bem !).
Infelizmente, os alfacinhas não vivem nessa cidade ideal. Longe disso. A verdade é que há algumas zonas de Lisboa nas quais o estacionamento de carros em cima do passeio é a norma. Por outro lado, também é uma verdade que, se o novo Código da Estrada for aplicado rigorosamente, as pessoas que estacionam em cima do passeio ficarão sem carta. Fingir que não se vê o problema é pura hipocrisia. Mas afinal o que é que a CML anda a fazer no que respeita ao estacionamento, tendo em vista a introdução do novo Código da Estrada? Será que você e mais milhares de pessoas vão ficar sem carta?
Reconheça-se que ao longo dos anos até se têm melhorado (devagarinho) diversos aspectos relativos ao transporte automóvel em Lisboa. No entanto ainda há muito que fazer e é completamente inaceitável não reagir face aos problemas.
Qual é a estratégia para o transporte em Lisboa:
a) arranjar mais lugares para carros, ou
b) tirar os carros do centro da cidade?
Se é mais carros, então: Onde estão/vão estar os parques de estacionamento? Quais os impactos nos acessos a Lisboa e no trânsito dentro de Lisboa? A que preços para os diferentes utilizadores? Quais as exigências de estacionamento relativamente a pólos de congestão (zonas de escritórios, zonas comerciais, zonas de lazer, hospitais, discotecas, etc.)? Como assegurar um funcionamento razoável dos parquímetros? Como medir o impacto ambiental do trânsito e accionar se necessário restrições (de velocidade ou outras)? etc.
Se é menos carros, então: Quais as alternativas de transporte público? Quais as exigências de qualidade desses transportes (frequência, pontualidade, conforto, segurança, etc.)? Qual a articulação entre transportes dentro e de/para Lisboa e qual a localização dos interfaces? Qual o equilíbrio entre diversos tipos de transporte em Lisboa (Metro, autocarros, eléctricos, taxis...)? Qual o modelo de financiamento dos transportes públicos (utilizadores, autarquias, não-utilizadores i.e. aqueles que andam de carro)? Será de introduzir uma taxa de congestão (à semelhança de Londres)?
Estas e outras questões merecem uma reflexão informada e decisões consequentes agora e sustentadas no médio prazo. Não dá para tomar decisões porque um acha que toda a gente que vive em Cascais tem que vir de carro para Lisboa ou porque outro acha que há que ter discotecas e restaurantes em certa zona. Também não dá para lançar iniciativas desgarradas de desconhecidas coerência e integração com o ordenamento dos transportes (e.g. Túnel do Marquês)? dá jeito para cortar fitas, mas um vasto conjunto de medidas integradas será certamente mais eficaz e mais económico.
Conclusão: Será que Você vai ficar sem carta hoje?
Provavelmente não! Isto é: como a autuação do estacionamento varia muito de zona para zona, como os parquímetros são muitas vezes "avariados", como já é hábito estacionar mal em certas zonas, então há uma razoável probabilidade de não ser autuado. E se for, parece que há já especialistas em arrastar até à prescrição os processos judiciais (o custo deste serviço acresce ao valor da multa, mas sempre conserva a carta).
A conclusão reflecte a gritante falta de definição de políticas de ordenamento do trânsito e a crónica dificuldade em fazer cumprir o pouco que se define.
Espero, enquanto munícipe, que com a próxima Presidência da CML a conclusão seja diferente.
João Matos
4/01/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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