Forum Cidade

Forum Cidade

Partido Socialista
António Costa

Definição e Objectivos
Empenhada na promoção da participação dos seus militantes e dos cidadãos em geral na vida e no futuro da cidade de Lisboa, a Comissão Política Concelhia de Lisboa (CPCL) do Partido Socialista decidiu criar e institucionalizar de forma permanente um espaço de debate político e social: o Forum Cidade. Contribuir para a construção, em termos programáticos, de uma alternativa de governo para a cidade de Lisboa e alargar a base de participação dos cidadãos na reflexão sobre a gestão da cidade, propondo iniciativas a desenvolver pelos autarcas socialistas numa lógica territorial adequada ao tecido social e urbano em análise são os dois grandes objectivos que o Forum Cidade se propõe prosseguir. O Forum Cidade será uma estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa, que deverá envolver militantes do PS e cidadãos independentes no compromisso de reflectir conjuntamente sobre as potencialidades e os problemas de Lisboa, tendo em vista a procura e a formulação de propostas que visem o desenvolvimento sustentável da cidade, a busca de soluções para questões inadiáveis ou até a tomada de posição em matérias que considere relevantes.
Forum Conclusões Conclusões dos grupos de trabalho do Forum Cidade apresentadas em Lisboa no dia 2005/05/03:
(documentos em pdf)

Conclusões (694 KB)
Qualidade Vida/Ambiente (296 KB)
Escola e Comunidade (177 KB)
Política Urbana (234 KB)
Desporto (241 KB)
Espaço Público (152 KB)
Segurança Rodoviária (258 KB)
Modelo Económico (480 KB)

Forum Conclusões
Digite o seu eMail para ser notificado de novos conteúdos no Forum Cidade!

powered by Bloglet


Arquivos

Julho 2003

Setembro 2003

Outubro 2003

Novembro 2003

Dezembro 2003

Janeiro 2004

Fevereiro 2004

Março 2004

Abril 2004

Maio 2004

Junho 2004

Julho 2004

Agosto 2004

Setembro 2004

Outubro 2004

Novembro 2004

Dezembro 2004

Janeiro 2005

Março 2005

Abril 2005

Maio 2005

Junho 2005

Julho 2005

Agosto 2005

Setembro 2005

Outubro 2005

Março 2007

Abril 2007

Maio 2008

Junho 2008



Correio para:
forumcidade2@gmail.com





Outros WebSites

Partido Socialista

Comissão Política Concelhia de Lisboa


Grupo Parlamentar PS



Outros Blog's do PS

Outros Blog's sobre Lisboa
Diários de Lisboa
Imagens da Cidade
Jornal da Praceta
Lisboa abandonada
Lisboa a arder
Pelourinho da Lisboa
Viver Bem na Alta de Lisboa
Vizinhos

Outros Blog's
Abrangente
Adufe
Almocreve das Petas
Ânimo
Assembleia
Bioterra
Blogo Social Português
Blog sem nome
Bloguítica
O Carimbo
Causa Nossa
O Cheiro a torradas pela Manhã
Descrédito
Estrago da Nação
Forum Comunitário
Fumaças
Gang
Janela para o Rio
Jaquinzinhos
O Jumento
Mar Salgado
Minisciente
O País Relativo
A Pantera Cor de Rosa
Pessoal in Transmissível
À Procura da Cleópatra
República Digital
Respirar o Mesmo Ar
Ser Português (Ter que)
TM&RP
A Toca do Gato
Victum Sustinere
Viva Espanha


PTbloggers

Technorati


Tugir em português


Partido Socialista
Comissão Política
Concelhia de Lisboa



Cartazes 2004/5 Gente que Faz
2003




Forum Cidade
Estrutura informal da Comissão Política Concelhia de Lisboa
terça-feira, maio 31, 2005
 
Rossio
[083/2005]
Rejuvenescer a cidade

O Observatório da Juventude do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa publicou há algum tempo um estudo que tem tanto de esclarecedor como de preocupante: o desinteresse que os jovens revelam pela política é crescente e faz-se notar nos actos eleitorais.
Se a todos este estudo preocupa (ou devia preocupar), eu como responsável máximo da Juventude Socialista de Lisboa, encaro-o como uma consequência da quebra de confiança entre a Juventude e a classe política. Se este é um facto, temos que encontrar uma resposta e sobretudo procurar os motivos.
Tomo por exemplo a campanha de Santana Lopes nas últimas eleições autárquicas. Chavões fortes elaborados pelo marketing político sul-americano, quem não se lembra do nebuloso "Habitação Jovem", do surpreendente "Lisboa envelhecida", do hipócrita "Casas no Centro de Lisboa". Junte-se duas caras sorridentes de dois jovens manequins (que se vivessem as trapalhadas maquilhadas de Santana nenhum motivo teriam para sorrir) e aqui têm mais um pequeno passo para o afastamento dos jovens à classe política.
Demagogia, mentira e populismo. Um pelouro de Juventude com o mesmo dinamismo de movimento que tem a estátua do Marquês de Pombal desde que foi erguida. Com a mesma vontade de trabalhar que Santana. Com o mesmo assumir de responsabilidades e linha de conduta de Carmona, tal Pilatos alfacinha que lavou as mãos e assobiou para o lado. Triste conclusão: nada foi feito!
A juventude lisboeta depois de Santana irá ter muitas dificuldades para voltar a acreditar no seu Presidente da sua Câmara. Infelizmente esta é uma consequência de termos tido um rosto chamado Santana Lopes e uma cabeça chamada Carmona Rodrigues. Carmona pensava e Santana reproduzia. Tudo isto causou uma certa desconfiança aos jovens, até mesmo aqueles que chegaram a acreditar que a direita teria um projecto credível para o rejuvenescimento da nossa Lisboa.
Dirijo-me a si, Manuel Maria Carrilho, com muita esperança que possa ser o responsável pelo inverter do estado deplorável a que a nossa querida cidade chegou.
Olhe para a Juventude e entenda que Lisboa precisa de jovens. Lisboa precisa de uma Casa da Juventude. Lisboa precisa que os seus mais novos filhos possam voltar a praticar desporto nos Jogos de Lisboa. Lisboa precisa de Incentivos Camarários a Estágios. Lisboa precisa de uma Política de Habitação Jovem honesta, transparente e pragmática. Lisboa precisa de Residências Universitárias. Lisboa precisa de transportes substancialmente mais económicos para os jovens.
Lisboa precisa de se tornar uma cidade cada vez mais cosmopolita e com um rejuvenescimento constante, só assim Lisboa perdurará no tempo, na história e no coração dos alfacinhas.
Lisboa precisa de um projecto, com princípio, meio e fim.
Manuel Maria Carrilho, acreditamos em si, conte connosco porque nós estamos a contar consigo!
Pedro Pinto
Coordenador da Concelhia de Lisboa da Juventude Socialista
5/31/2005 06:36:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, maio 30, 2005
 
Jardim Lisboa
[082/2005]
Cidade Sem Flores

Os parques, jardins e arborização de rua são indispensáveis para um ambiente urbano minimamente sadio. A preservação do espaço verde público não passa pela tentativa de mantê-lo intocável mas pelo seu uso e aproveitamento bem organizado e compatível. A arborização de rua tem um papel indispensável na mitigação do calor, da poluição do ar e sonora. A manutenção e a protecção da arborização pública é um dos grandes desafios da ecologia urbana.
A dinamização desta vertente nas cidades é um factor essencial para a sua humanização que não podemos desprezar. A dinamização de uma estética e poética do espaço verde público é urgente no dia a dia dos cidadãos que enfrentam um quotidiano agressivo, desenraizado, "desligado" da terra e da natureza.
Escrevo esta introdução a propósito da falta de flores na nossa Lisboa. Não sentem a sua falta? Existe alguma relva e algumas árvores e arbustos, é certo. Mas não chega. Não sentem o desconforto das grandes extensões dentro da nossa cidade transformadas em desertos urbanos, grandes espaços sem alma, sem um bocadinho das nossas raízes, sem um canteiro, sem uma floreira, sem uma flor ou planta, que dão um toque de graça e beleza ao ambiente e à nossa vida.
A estética que impera na nossa cidade desprezou as flores e as plantas como elementos essenciais da paisagem urbana. Quem não se deleita com um canteiro de flores bem tratadas? Quem não se alegra com a beleza de um arranjo floral? É inegável o elemento decorativo que constituem mas são acima de tudo um elemento identificador para o cidadão, de ligação à natureza, de tranquilidade e beleza da cidade.
Lisboa tem de desenvolver mecanismos para combater este estado das coisas. Lisboa precisa de cor e vida. Há que revitalizar a prática dos belos arranjos florais nos nossos jardins e espaços verdes públicos, nas nossas praças e avenidas. A pedagogia começará por aí. Depois tem de chegar às escolas e às famílias. Há que incentivar os Lisboetas a arranjarem as suas varandas e canteiros de janela, por exemplo, através de um programa de distribuição de flores e plantas. E, claro!, é essencial dialogar com os arquitectos, paisagistas, construtores e promotores imobiliários em busca de um equilíbrio entre a cidade moderna e a cidade humana, ou seja, para todos.
Por uma Lisboa florida. Lisboa com vida.
Deolinda Santos
5/30/2005 12:14:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, maio 28, 2005
 
Agenda Blog
[081/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 30 de Maio a 03 de Junho de 2005



2ª Feira - Deolinda Santos;
3ª Feira - Pedro Pinto;
4ª Feira - José Alexandre;
5ª Feira - Ana Sara Brito;
6ª Feira - Carlos Lipari.
5/28/2005 02:59:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, maio 27, 2005
 
Praça do Comércio
[080/2005]
Nova gestão para Lisboa

A escolha de Manuel Maria Carrilho como candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa revela-se uma óptima opção. Não porque as razões sejam muitas, são apenas algumas, mas decisivas. Sobretudo porque o seu discurso político é simples, claro e, acima de tudo, inovador, tendo em conta o padrão habitual nestas circunstâncias.
Independentemente da feliz iniciativa que constitui o Forum Cidade e que estará por certo na génese de um programa de candidatura de grande abrangência, bem formulado e articulado, o discurso de Manuel Maria Carrilho aquando da sua prepositura inicial revelou clarividência ao colocar a EXCELÊNCIA como factor essencial que deve nortear a acção quanto à cidade de Lisboa. Não se pode estar mais de acordo, porque subjacente a esta ideia estão, não apenas os mais elevados padrões de qualidade em tudo o que diga respeito à vida e organização de cidade, mas também uma alteração de paradigma cultural.
Trata-se de uma grande ambição, de um caminho nada fácil de percorrer, mas crucial para a afirmação de Lisboa como uma das grandes cidades da Europa, meta que inquestionavelmente se deseja, mas que só é possível se Lisboa se tornar cada vez mais competitiva, sustentável e com maior coesão social e territorial.
Isto exige que os serviços prestados aos cidadãos tenham de ser altamente eficientes, com elevados índices de qualidade e produtividade, o que necessariamente obriga a repensar as estruturas existentes, os processos administrativos internos, a eleminação de burocracias estéreis, a minimização, senão erradicação de potenciais promiscuidades entre interesses individuais e o interesse do bem comum.
Isto será possível se a organização administrativa se inovar, se proporcionar a formação de equipas com suficiente autonomia de decisão e de responsabilização, fundamentalmente orientadas para a obtenção de resultados.
Será igualmente possível se, em áreas onde se reconheça serem outros a fazer melhor, lançar mão de percerias público-privado, onde abundam exemplos de sucesso em cidades consideradas mais avançadas.
Os munícipes não estão interessados nas regras burocráticas internas. Mas importam-se, e muito, com a forma como a Administração os serve.
As cidades bem sucedidas, cada uma à sua maneira, revitalizaram-se através de processos de reforma inovadores. Está na altura da criatividade chegar a Lisboa e fazer bem o seu papel. Para isso uma gestão inovadora precisa-se.
Quintas Ribeiro
5/27/2005 07:22:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, maio 26, 2005
 
Buracos calçada
[079/2005]
"Lisboa para todos" Demagogia a rodos...

Inovação, tecnologia e provavelmente coragem para enfrentar "os Velhos do Restelo" precisa-se hoje mais do que nunca para resolver os graves problemas de Lisboa e cuja solução não passa pela actual liderança política da Câmara, designadamente pela do vice-presidente Carmona Rodrigues, candidato futuro do centro direita à autarquia. Lisboa, passados quase 4 anos com esta gestão, ainda não é uma cidade amiga, solidária e os seus dirigentes acessíveis aos cidadãos, onde a vida cultural da cidade esteja fluorescente como em Roma e Berlim*, o tráfego particular e estacionamento na zona histórica e central para os não residentes tivesse sido taxado, ajudando a descongestionar a cidade dos milhares de automóveis que aqui entram diariamente, privilegiando em paralelo o investimento na qualidade e diversidade dos transportes públicos a exemplo do efectuado em Londres*, ou ainda no especial empenho na construção municipal de habitações para famílias de baixos e médios rendimentos, como em Estocolmo*, onde se prevê disponibilizar 20.000 novas habitações de 2002/6, combatendo assim a exclusão habitacional dos jovens lisboetas, filhos da classe média e, por outro lado, ajudando a corrigir a especulação imobiliária, ou ainda assumindo também o conceito da actual liderança municipal em Paris* para a qual os factores mais importantes numa cidade são a qualidade de vida, qualidade do ambiente bem como no incentivo à vida cívica dos cidadãos. Não, em Lisboa todos sabemos o que nos foi prometido e o que está realizado e por muitos painéis que entaipem edifícios em ruínas, clamando por publicitar "Lisboa capital europeia da requalificação" a verdade é que quase tudo está por fazer. E nem as coisas mais simples, mas que incomodam, ferem e danificam o património de muitos (pedras soltas da calçada são apelativas para as mãos de vândalos que as usam para partir vidraças de portas e carros, janelas, abrigos de transportes, etc.,) foram tratadas com competência. Falamos da calçada à portuguesa por tudo quanto é rua em Lisboa. Melhor, clamamos pelas crateras menores ou maiores com que nos deparamos em todos os passeios desta nossa cidade. E bastava uma decisão política municipal para se iniciar a requalificação desta técnica, aplicando novos materiais tendo em consideração que não temos mais mão-de-obra barata e farta para este trabalho artístico, nem a circulação pedestre e auto é a mesma dos séculos passados. Para nós é criminoso o desbaratamento dos recursos, parcos, dos cofres municipais, com a insistência em calcetar ou manter todos os passeios empedrados. Para respeito pela nossa história e tradição, diferenciando também aqui a nossa capital de outras, seria suficiente manter esta técnica de pavimentação, dos antigos romanos, nas zonas históricas, nas envolventes dos jardins mais significativos e em algumas ruas mais importantes, com soluções mistas - um passeio com calçada outro com pavimento liso (lajetas/mosaicos apropriados, etc.) à semelhança de outras cidades portuguesas e em maior escala nas outras capitais europeias mais ricas que a nossa. Assim não seríamos confrontados com uma cidade esburacada e os deficientes teriam finalmente uma cidade mais amiga, para as suas necessidades de mobilidade pedestre ou em cadeira de rodas, para não falar também das crianças em movimento.
Mário Lourenço
* Big City Bosses - Revista Time, Maio 16, 2005
5/26/2005 03:56:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, maio 25, 2005
 
Lisboa Aqueduto
[078/2005]
Dar vida à nossa cidade!

Como Lisboeta de há décadas, interesso-me por conhecer e observar a evolução da nossa cidade.
Encanta-me a observação a partir de miradouros! Como a Ponte 25 de Abril, de onde me são realçadas a modernização e a requalificação urbana de que Alcântara beneficiou na última década do século XX, com a gestão municipal socialista.
Mais adiante, podemos desfrutar do nosso majestoso Aqueduto das Águas Livres uma observação ímpar, de 360º. Daqui nos retemos na evolução do Vale da Ribeira de Alcântara, com a vertente nascente desimpedida do ex-Casal Ventoso, mas onde nenhum projecto de requalificação foi executado nos últimos 4 anos de gestão da responsabilidade do PSD.
Continuando a procurar pontos de vista panorâmica, vou revelar um que é muito pouco conhecido, o do moinho do Sítio do Calhau, em Monsanto. De entre o que podia observar deste canto de Monsanto, indignava-me um espaço ajardinado localizado entre a Avenida Calouste Gulbenkian e a Avenida José Malhoa, nas traseiras dos hotéis e em frente ao edifício da Polícia Municipal.
Ao longe, observava que aquele espaço estava estagnado, espaço criado pela gestão PS de há 8 anos, concebido pelo Arquitecto Ribeiro Telles, integrado no Plano do Corredor Verde entre o Parque Eduardo VII e o de Monsanto. À distância, notam-se com evidência pistas de tartan.
Estando no local, verifiquei um abandono total das plantações e dos equipamentos de jardins, como alguns bancos desmantelados. De corredor verde nada existe! A gestão Santana/Carmona nada fez nem para manter o que tinha sido executado nem para completar a funcionalidade do espaço.
Outros corredores verdes estavam projectados e estas iniciativas foram abandonadas, como a ligação do Campo Grande ao Parque da Bela Vista e a que permitiria ir do Parque da Ameixoeira ao Parque Periférico de Lisboa.
A criação e a manutenção de espaços de ligação de grandes áreas verdes são importantes para uma cidade cosmopolita como desejamos que Lisboa seja. Como cidade do Sul da Europa, Lisboa não é contemplada por abundância de espaços verdes, os quais constituem áreas essenciais para a qualidade de vida dos citadinos.
Para melhorar a qualidade de vida dos lisboetas, há muito a fazer em Lisboa. Criar e manter corredores de ligação dos nossos parques e grandes jardins e com acessos intermédios aos centros de transportes públicos faz também parte do maior dos projectos: dar vida sã à nossa cidade!
Isabel Cabaço Antunes
5/25/2005 12:01:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, maio 24, 2005
 
Sete-Rios Lisboa
[077/2005]
Revitalizar Lisboa

O quadro está negro, muito negro mesmo!
A promessa de revitalizar Lisboa, o desejo de tornar a nossa cidade mais competitiva foi esquecido, a falta de estacionamento e a insegurança alastram a zonas da cidade antes consideradas seguras e boas para viver, o projecto de Santana e Carmona para repovoar a cidade falharam rotundamente e em toda a linha?
Lisboa continua a perder habitantes e a fuga para a periferia mantém-se.
Foram muitas e aliciantes as promessas de devolver a cidade às pessoas?
Os jovens (entre os quais, eu próprio) em início de vida, continuam a privilegiar a compra de casa, em detrimento do arrendamento, não só porque não têm alternativas sérias e dignas para viver e que estejam ao alcance dos seus rendimentos, mas principalmente, porque entre ter um encargo mensal de 400 e os 500 Euros (valor médio, obtido por experiência própria) para arrendar uma casa com 3 assoalhadas, preferem ter o mesmo encargo mensal com uma instituição bancária e adquirir uma casa na periferia, na esperança de um dia puder voltar a cidade onde cresceram, estudaram, e no meu caso também casei e hoje trabalho.
Esta é uma opção coerente e lúcida, senão vejamos o estado de deterioração do parque habitacional de Lisboa, sem recuperação à vista. Existem casos em que os prédios estão bonitos por fora é verdade, mas o seu interior não corresponde em nada ao seu aspecto exterior.
A falta de incentivos que existem para os jovens e menos jovens é latente, a opção (muitas vezes, sinónimo de teimosia) de comprar uma casa degradada é alta e implica mais custos e mais obras, necessariamente caros pelos quais se paga também a localização, a minha rua e o meu bairro estão descaracterizados, tendo perdido muitos dos atractivos que possuíam quando eu brincava em segurança no jardim perto de casa ou ia a pé para a escola primária (até esta já fechou por falta de alunos) ?
Pois é, o quadro está negro, muito negro mesmo!
No meu caso pessoal, mais cedo ou mais tarde vou ter que seguir o caminho de grande parte dos meus amigos de infância e colegas de trabalho, no entanto, tenho o desejo e a forte convicção que um conjunto de medidas e políticas de reabilitação urbana, sejam realidade e a luta de quem deseja ser o próximo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Prof. Manuel Maria Carrilho, assuma esta luta porque Lisboa precisa de ser revitalizada.
Sérgio Cintra
5/24/2005 01:55:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, maio 23, 2005
 
Jardim
[076/2005]
Um projecto que também é verde

Talvez não tenha sido surpresa a candidatura - legítima - do auto-considerado independente José Sá Fernandes, bem como do posterior apoio que recebeu do Bloco.
Mas, para uma candidatura verdadeiramente independente, e como conhecedor profundo das leis deste país, fica a dúvida do porquê, já que se proclama tão independente, não ter avançado com um grupo de cidadãos independentes à Câmara de Lisboa, à margem de qualquer partido político, como permite a lei no caso das eleições para as autarquias.
O candidato do Bloco tende a fazer passar como uma medida pioneira e arrojada o "lançamento" do corredor verde de Monsanto (ligação Restauradores-Parque Eduardo VII-Monsanto). Bem sei que o ilustre advogado conta com o apoio do respeitável e digníssimo cidadão e muito estimado arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. "Pai" do corredor verde.
Claro que para o cidadão mais desatento, esta ideia poderá parecer como algo de novo. Contudo, não podemos ter fraca memória e devemos recordar que este projecto do corredor verde para a cidade contava com o total apoio da Câmara, quando o PS liderou a cidade, e que só terminou porque a actual gestão camarária decidiu colocar um ponto final num projecto importante para a nossa cidade, com o, recorde-se, rocambolesco episódio da mudança de fechadura do escritório onde o arquitecto Ribeiro Telles estava a trabalhar.
O projecto do arquitecto Ribeiro Telles contemplava não só o corredor verde de Monsanto, mas também os corredores verdes de Chelas e da Bacia da Ribeira de Alcântara. Talvez o de Monsanto, sobretudo pela sua centralidade, tenha tido e pelos vistos ainda tem, o maior destaque mediático.
Mas esta não é, tenha-se em atenção, uma medida nova. Até porque, recorde-se, o PS abraçou este projecto quando liderou os destinos do município.
Novidade, isso sim, é a proposta já apresentada por Manuel Maria Carrilho, o nosso candidato: a ligação verde do Jardim Botânico ao Parque Mayer, preservando o espaço edificado, com a recuperação do cine-teatro Capitólio (edifício de interesse público). Não embandeirando em arco, despejando milhões de euros num projecto cultural projectado para o Parque Mayer que nem tem quaisquer justificações de qual o uso a dar a tantos espaços culturais, quando a área envolvente do Parque Mayer tem a maioria dos espaços culturais encerrados. Desde logo, o avanço contínuo da degradação do Parque Mayer, o cinema São Jorge que encerrou com esta gestão, e o Odeon.
Mas, e regressando à política verde que a cidade infelizmente tem perdido nos últimos anos, o projecto já anunciado por Manuel Maria Carrilho liga os dois lados da Avenida da Liberdade, desde o Príncipe Real até ao Torel. Um verdadeiro corredor verde que liga duas colinas da cidade. Isto sim, é um conceito inovador e uma verdadeira bandeira eleitoral. Novamente, o PS aposta nos espaços verdes para Lisboa.
Ou seja, o PS apresenta propostas concretas, para locais concretos, sem quaisquer ondas de demagogia e megalomania. E, como é constatável por todos, não serão medidas caras para o erário público. Ao contrário dos projectos anunciados para aquele espaço da cidade. Lisboa e os lisboetas serão beneficiados com mais este espaço verde, que, em co-habitação com a cultura, dignifica, e em muito, a nossa cidade.
E, se se pode considerar o eixo Marquês de Pombal-Av. Liberdade-Baixa como uma grande aposta na mudança de Lisboa, esta ideia, de um corredor verde a unir duas colinas da cidade, apresentada por Manuel Maria Carrilho, será uma mais valia a juntar às várias propostas apresentadas pelo Forum Cidade ao candidato, como ponto de partida para um programa eleitoral que visa uma Lisboa mais moderna, cosmopolita e solidária, mas também mais verde e saudável.
Lisboa não precisa de quem se intitule independente. Todos o somos. Felizmente. Sabemos pensar pela nossa própria cabeça.
Lisboa precisa de alguém que trabalhe em prol do desenvolvimento solidário da cidade. Que tenha um projecto global, com medidas concretas e essenciais, para Lisboa.
Manuel Maria Carrilho tem sido o único candidato a dar provas neste sentido. Isto é patente.
Luís Coelho
Blog Forum Campo de Ourique
5/23/2005 12:10:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, maio 21, 2005
 
Agenda Blog
[075/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 23 a 27 de Maio de 2005



2ª Feira - Luís Coelho;
3ª Feira - Sérgio Cintra;
4ª Feira - Isabel Cabaço Antunes;
5ª Feira - Mário Lourenço;
6ª Feira - Quintas Ribeiro.
5/21/2005 04:16:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, maio 20, 2005
 
Escola
[074/2005]
Relação Escola Comunidade

O ano de 2005 é um ano de eleições autárquicas. Por isso se poderá compreender que, entre muitos outros desafios, à nova administração autárquica do Partido Socialista na nossa cidade se impõe a resposta a mais um desafio (determinante para a nossa visão de Lisboa no século XXI) que é o da "territorialização das políticas educativas".
A secção de Educação da FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa) considera que a construção de «territórios educativos» não pode ser vista como uma medida de cima para baixo, no quadro de uma política de ordenamento do território com fronteiras pré-definidas e campo de acção limitados. Os «territórios educativos» devem ser definidos indutivamente pelas próprias práticas sociais e institucionais, resultando do esforço de integração (pela discussão, negociação e contrato) dos interesses individuais de diferentes agentes em interesses comuns.
Neste quadro, parece adequado que o processo de descentralização educativa em Portugal e, em particular, no município de Lisboa, tome em consideração um conjunto de recomendações de carácter geral, de entre as quais salientaríamos:
- a necessidade de sublinhar o carácter eminentemente político do processo de territorialização educativa;
- o estabelecimento de uma rede social de contactos, de modo a que a administração possa a qualquer momento auscultar a sociedade civil e ser por ela interpelada;
- a recusa da definição de «territórios» uniformes e homogéneos decretados administrativamente. Tal definição deve ser feita no quadro de um processo negociado participado e contratualizado;
- o respeito pela «pluralidade» do local e a diversidade de «centros» de decisão. A territorialização e o seu sistema de redes e contratos não deve pôr em causa a escola como «unidade social»;
- a procura de uma visão «caleidoscópica» dos processos, formas e níveis de territorialização, o que remete para a diversidade de soluções, ritmos e dispositivos;
- a necessidade de evitar que a criação de novos espaços de intervenção social no domínio da educação (no quadro da territorialização) se transforme numa segmentação do espaço escolar que ponha em causa a sua coerência nacional e a sua equidade;
- a consideração da «territorialização educativa» como uma entrada pertinente para a mudança da administração do sistema (e não ao contrário). Além da função reguladora da Administração Central é preciso desenvolver as funções de informação e acompanhamento;
- o ajustamento das normas e das regras administrativas à autonomia das autarquias e das escolas, criando, simultaneamente, dispositivos que permitam garantir a legalidade dos actos administrativos.
Consideramos que processo de territorialização deve ser desencadeado a partir de uma utilização conjugada e simultânea de várias medidas de que nos permitimos salientar:
- O desenvolvimento da «competência» da Administração Educativa:
Por exemplo, ao nível do planeamento, as grandes funções devem ser as de informação - pilotagem - comunicação - - prospectiva. O planeamento deve permitir o acompanhamento e a regulação do funcionamento de um sistema territorializado. Nesse sentido é importante que ele possa contribuir para o diálogo social fornecendo elementos de informação e de reflexão a todos os actores.
- A descentralização política e administrativa:
As áreas de competências que devem ser partilhadas com as autoridades locais / regionais são, essencialmente:
- «Planificação educativa» (definir necessidades de formação - carta escolar / educativa local - e estabelecer programas previsionais de investimentos, etc.);
- «responsabilidades de investimentos e de financiamento material das escolas», a partir de transferências de verbas do orçamento de Estado;
- «relações entre a sociedade local e a escola» (participação na gestão; actividades de enriquecimento curricular e de animação socio-educativa, etc.);
- «promoção da formação profissional e da educação de adultos...».
- O reforço da autonomia das escolas:
A autonomia das escolas é sempre relativa e deve ser vista como uma outra forma de gerir dependências. A diminuição da «dependência vertical» (em relação ao Estado e à sua administração central) deve ser acompanhada do aumento da sua «dependência horizontal» (em relação à sociedade local e aos seus órgãos representativos).
O processo de «autonomização» das escolas deve ser um processo progressivo e sustentado de acordo com critérios previamente definidos. A autonomia das escolas deve traduzir-se num estatuto jurídico-administrativo compatível (contrato de autonomia) e consagrar «zonas de iniciativa» das escolas nos seguintes domínios:
- definição de metas e objectivos;
- relações com os parceiros «externos» (estabelecimento de parcerias);
- gestão do currículo, no quadro dos princípios definidos a nível nacional;
- modalidades e processos de organização; inovação e mudança;
- recrutamento e gestão de pessoal docente e não docente;
- gestão orçamental por objectivos;
- prestação de contas e responsabilização das partes contratantes.
- As parcerias sócio-educativas:
Trata-se do modo que deve traduzir a formalização da participação da sociedade local na questão da educação. O estabelecimento de parcerias deve permitir reforçar a dimensão comunitária da acção educativa. Estas parcerias devem constituir um processo de contratualização que co-responsabilize diversos organismos e entidades na concretização de uma «política educativa local» em associação com as escolas que deverão continuar a ser a unidade de base da acção educativa.
Em jeito de conclusão, queremos manifestar a vontade de deixar o desafio de transformar o nosso município, a nossa cidade, num exemplo vivo de uma organização social que aprende e que é capaz de se envolver num processo de aprendizagem colectiva. Lisboa merece uma administração moderna e europeia, empenhada nos caminhos de construção de mais e de melhor cidade para todos os munícipes, conjugando os desafios da modernidade, da inovação, da aprendizagem e da solidariedade.
O município pode (e deve) ser o veículo ideal para a expansão de uma política educativa e social de realização das aprendizagens estruturantes e significativas, de combate à pobreza, de implementação da multiculturalidade e de inserção das comunidades imigrantes, retirando-as de guetos e edificando uma metrópole cosmopolita.
Nota: A versão integral deste texto foi apresentada no âmbito das Novas Fronteiras - Lisboa com Projecto, Criança, Escola e Cidade - dia 4 de Maio de 2005, no Centro Cultural de Belém.
Jesuína Ribeiro
Coordenadora da Secção de Educação da FAUL
5/20/2005 05:21:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, maio 19, 2005
 
Lisboa - Tejo
[073/2005]
É preciso debater a segurança!

Ao nosso candidato à CML têm sido continuamente colocadas questões sobre a segurança. É natural. Esta matéria está no topo das prioridades dos lisboetas a par dos assuntos referentes à mobilidade e às políticas sociais. Daí que seja importante lançar pistas para o debate sobre esta matéria.
As cidades são, provavelmente, as mais grandiosas obras de arte da humanidade. É um trabalho artístico em permanente mutação, de readaptação do velho, de construção do novo, numa afirmação de dinamismo e de ligação ao passado e à tradição. Quando nelas vivemos lado a lado, torna-se extremamente importante o modo como as pessoas se relacionam entre si. Para que as cidades possam desenvolver-se é necessário, entre outros aspectos, que o espaço público partilhado pelos cidadãos se apresente ordeiro e seguro. Saber como as cidades controlam este processo dinâmico é uma questão política importante, pois a segurança e a protecção e socorro das pessoas e bens é uma das maiores preocupações das sociedades modernas, tanto para os cidadãos como para os decisores políticos. Daí que este tema tenha de estar na primeira linha da construção de uma alternativa política em Lisboa.
A nova perspectiva hoje existente é a de que, a par do trabalho social integrado, o Estado pode prevenir a criminalidade e deve apostar numa política de protecção e socorro.
A partir deste conceito de actuação preventiva devemos promover, em concreto, a reflexão sobre temas que lhe estão associados e que constituirão no global, independentemente das nossas opções, uma nova ideia para Lisboa ao nível da segurança e da protecção e socorro. Alguns exemplos:
- Deverá a CML bater-se pela criação de um corpo próprio de Polícia Municipal e pelo aumento dos seus efectivos?
- Deverá a CML dar continuidade à política de criação de esquadras de Policia Municipal e de apoio, através da cedência de espaços, à criação de esquadras da PSP nas zonas das cidades onde a insegurança é mais premente?
- Deverá a CML bater-se pela criação de brigadas policiais especialmente destinadas ao combate e à vigilância do tráfico de droga e à vigilância nocturna?
- Deverá a CML apostar no reforço da iluminação pública?
Deverá a CML reformular urbanisticamente algumas zonas da cidade onde o espaço público potencia os fenómenos de insegurança?
- Deverá a CML bater-se pela criação de unidades especiais de patrulhamento e de intervenção rápida ? com recurso, por exemplo, ao CI da PSP?
- Deverá a CML instituir um serviço de atendimento permanente aos munícipes para acorrer a situações de insegurança e de protecção e socorro?
- Deverão ser criados mecanismos permanentes de coordenação da acção policial municipal com a actividade desenvolvida por outras polícias e forças de segurança?
- Deverá a CML bater-se pela implementação permanente de um novo sistema de pagamento das contra ? ordenações?
- Deverá a CML apostar na função social da prestação de serviços da PSP;
- Deverá a CML defender a vídeo ? vigilância em locais de domínio público de utilização comum?
- Deverá a CML ter opiniões sustentadas sobre a segurança em centros comerciais, a acção da polícia no futebol, a Segurança Privada em Lisboa e uma nova filosofia de policiamento?
- Deverá a CML ter ideias claras sobre a segurança nas escolas e o sentimento de insegurança nos Idosos?
- Deverá a CML apoiar a realização de obras de beneficiação nas instalações degradadas da PSP?
- Deverá apostar-se no reforço de meios da Policia Municipal, do Regimento de Sapadores de Bombeiros e da Protecção Civil?
- Deverá manter-se a política de voluntariado, a nível local, na protecção e socorro ou deverá profissionalizar-se essa acção?
- Deverão ser apoiadas as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários?
- Deverá ser incrementada a acção dessas Associações na prestação de cuidados de saúde e de apoio à deslocação para as unidades de saúde?
Estes e outros tópicos deverão ter respostas claras por parte da nossa candidatura.
Uma esquerda moderna e progressista que pretenda implementar uma nova gestão de Lisboa terá de ter a segurança e a protecção e socorro das pessoas e bens como uma das suas bandeiras.
Rui Paulo Figueiredo
5/19/2005 01:15:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, maio 18, 2005
 
Lisboa - Tejo
[072/2005]
Por uma cultura de não violência

Todos os dias a comunicação social nos dá conta de inúmeras situações de extrema gravidade que se abatem sobre crianças negligenciadas, batidas, mal tratadas, em suma, crianças mal amadas. As situações ocorrem quer no seio das famílias, quer nas diferentes comunidades a que as famílias pertencem, quer, ainda, nas escolas.
Muitos estudos se têm realizado; diagnósticos não faltam sobre as causas, as razões dos factos. Porém, o que faz mesmo falta é a criação de uma cultura de não violência, que nos permita ver, no rosto de todas as crianças, o sentido do amor a que todos nos deveríamos sentir obrigados a dar, se outras razões não houvesse para invocar, pelo menos, por respeito por nós próprios e pelo respeito que aos outros é devido.
«Um Projecto para Lisboa» de que Manuel Maria Carrilho é o principal protagonista enquanto candidato e futuro Presidente da Câmara de Lisboa, tem que passar não só pela construção/manutenção do parque escolar dos Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico como por tarefas adjacentes, não de somenos importância, como a do fornecimento de refeições, a de acompanhamento nos complementos de horário com actividades estruturantes da personalidade, com actividades integradoras dos saberes visando uma melhor aprendizagem da Matemática, do Português e das Ciências Experimentais, de modo a reequacionar, face a todos nós e ao mundo, num futuro próximo, a imagem de portugueses e portuguesas com preparação de ordem superior. Mas não basta melhorar os saberes, como os que atrás apontamos; é urgente, para responder às questões de violência de que as crianças são vítimas, que a tal cultura de não violência, que busquei introduzir nas poucas linhas deste texto, se fomente na cidade de Lisboa, afigurando-se-me ser desejável, para tal, a criação de espaços de reflexão (porque não nas juntas de freguesia que são espaço privilegiado junto dos munícipes, por força da sua proximidade). Estes espaços precisariam de ser alimentados, quer no que à sua concepção, metodologias de intervenção e conteúdos diz respeito .
Para um homem que tem dedicado a sua vida ao pensamento e ao estudo do pensamento, que já provou, por obra publicada, como é ágil fazedor de ideias, acalentar esta, que aqui lhe deixo, e ajudá-la a por de pé, será desafio fácil e quero crer que estimulante. Colaboradores não lhe irão faltar. Estou nessa...
Natalina de Moura
5/18/2005 01:55:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, maio 17, 2005
 
Tejo Lisboa
[071/2005]
Combate à solidão em Lisboa

Enquanto militante de base e mais tarde como Secretário Coordenador de uma Secção do Partido Socialista na capital, tenho tido contacto com diferentes realidades sociais vividas e sentidas pelos habitantes das áreas residenciais da nossa actuação política.
No decurso das campanhas eleitorais e através do saber directo do trabalho dos nossos autarcas locais, por vezes somos confrontados com um quotidiano que costuma permanecer oculto do conhecimento geral do público e que passa despercebido aos olhares menos atentos dos cidadãos.
Tenho sentido particular interesse pela situação de envelhecimento da população nas várias freguesias da cidade de Lisboa, pelo seu abandono e pela notória carência de uma acção concertada de solidariedade real e efectiva para com os mais carenciados da mesma.
Verifica-se hoje em dia que muitas famílias votam a um verdadeiro ostracismo os seus elementos de mais idade, que tudo perdem e apenas ganham o silêncio das suas habitações, apenas possuindo como alternativa no horizonte uma ida indesejada para um lar de idosos com o consequente internamento.
Está nas mãos do poder político e da sociedade inverter este facto que em nada nos enobrece e pouco dignifica a nossa urbe.
As pessoas de idade em Lisboa carecem de atenção e de cuidados redobrados, que ao não serem prestados em primeira mão pelos seus familiares directos, impõe a todos nós um dever social de se encontrar uma solução de auxílio, tratando-se assim de uma obrigação natural que não pode ficar esquecida.
Temos assistido nos últimos anos ao aumento da procura de estabelecimentos de recolha e abrigo de idosos, que deixam as suas casas, despovoando os seus bairros, para irem viver para um local sem história nem passado, verdadeiro mero depósito humano. E tudo isso por uma total ausência de disponibilidade de terceiros para prestarem aos cidadãos carenciados uma pequena ajuda para que possam enfrentar dignamente o seu dia-a-dia.
A necessidade de um maior incremento de acção localizada da Misericórdia de Lisboa em conjugação com organizações não governamentais e com as Juntas de Freguesia, poderá desenvolver as acções de apoio domiciliário a quem dele padece, possibilitando às pessoas que beneficiem de tal actuação manterem uma ligação efectiva e material à sua casa, às suas recordações e ao seu espaço natural.
A possibilidade de recrutamento de jovens em regime de voluntariado para a realização de pequenas tarefas que possam dirimir as dificuldades de quem já não consegue dominar o mundo circundante, representa, certamente, uma mais valia para o enriquecimento do conhecimento intergeracional e será revelador de uma preciosa acção de cariz social por parte daqueles que iniciam as suas vidas profissionais e adultas em prol do bem estar de quem necessita.
De igual forma, o recurso a recém licenciados, com competência especializada, para a prestação no domicílio de apoio psicológico e de incentivo moral a quem está sozinho, pode simbolizar uma alternativa ao internamento em lares, por uma mera questão de solidão.
Tal trabalho poderá ser orientado e gerido localmente pelas Juntas de Freguesia, que graças ao seu conhecimento directo das dificuldades dos seus fregueses estarão habilitadas a encontrar as melhores formas de gestão de tais actividades.
Deve ser um objectivo do Partido Socialista a defesa dos cidadãos excluídos e abandonados e que ao quererem permanecer nas suas residências, devem ter condições de apoio social para o fazer, na ausência das famílias, conservando, assim, a cidade as suas várias gerações que através da sua experiência acumulada a valorizam e são reveladoras da possibilidade real de uma vivência interligada e onde todos temos e merecemos o nosso espaço próprio.
Pedro Tenreiro Biscaia
5/17/2005 01:50:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, maio 16, 2005
 
Lisboa Tejo
[070/2005]
Da Lisboa Solitária à Lisboa Solidária
Que Formação Profissional?


Já se disse que cidade solidária é aquela que pensa e promove a resolução dos problemas dos seus habitantes, dedicando uma atenção especial àqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade.
Lisboa Solidária terá que olhar para os seus desempregados, nomeadamente para os jovens que sem a escolaridade mínima obrigatória completa tentam conseguir um emprego que lhes permita a autonomização em relação à família e a afirmação pessoal.
Lisboa Solidária terá que olhar para as mulheres, que sozinhas e sem qualificação profissional lutam em condições absolutamente inimagináveis, para grande parte dos cidadãos, de modo a conseguir que os seus filhos tenham o estritamente indispensável.
Lisboa Solidária também terá que olhar para aqueles que na sequência de acidentes de trabalho se vêem de um dia para o outro privados de meio de angariar o sustento.
Lembramo-nos todos de inúmeras pessoas que durante vários anos tiveram a profissão de "formando", tendo acumulado cursos de tudo o que imaginar se consiga, com particular ênfase na área da Informática. Uma percentagem significativa dos mesmos continua desempregada e subsídio-dependente.
Lisboa Solidária deverá olhar para a questão da Formação Profissional por outro ângulo e, aproveitando os programas do Instituto de Emprego e Formação Profissional que até já existem, fazer opções diversas.
Já quase não há sapateiros na cidade de Lisboa, dir-me-ão alguns que a sociedade de consumo acabou com esta profissão, que quando estragamos uns sapatos compramos outros. Será verdade? É possível, mas se tivermos um sapateiro ao fundo da rua poderemos ser tentados a passar por lá para ver se aqueles sapatos, de que tanto gostávamos, poderão ser arranjados. Quem arranja sapatos, pode arranjar malas e até mesmo colocar botões nos nossos casacos de pele, pode fazer um sem número de coisas úteis e, com algum gosto e imaginação, até poderá ir bem além. Uma pequena loja, um quiosque, uma janela aberta num r/c, formação nesta área e aqui temos a autonomização de uma pessoa, de um agregado familiar.
Dir-me-ão que a área não é apelativa, que as pessoas querem é formação nas novas tecnologias. Nem todos quererão e, de qualquer modo, o sapateiro deverá obviamente aprender noções de informática, para gerir a base dos clientes, a contabilidade da loja, ou para informar os clientes, que os sapatos ou o casaco já estão prontos, através de correio electrónico?
Por outro lado os "apelos" também se trabalham. Por exemplo, se perguntarmos a jovens raparigas, de meios desfavorecidos, que formação gostariam de fazer, respondem invariavelmente que gostariam de formar-se para vir a exercer a profissão de ama ou cabeleireira.
Estas respostas estão ligadas à percepção que têm do mundo e aos lugares a que consideram poder aceder. Com as aspas devidas, sonham ser amas ou cabeleireiras porque o que lhes resta, pensam, são os serviços domésticos e de limpeza.
Contudo se, a partir do interesse pelo "cabeleireiro", lhes falarmos de manicure e pedicure e daí passarmos para tratamentos de pele, chegamos a massagens, daí poderemos passar para fisioterapia e eis que, sem custo e num instante, temos uma série de jovens interessadas em ser auxiliares de fisioterapia. Este pequeno exemplo é aplicável a inúmeras outras situações.
Na realidade é preciso levar a ver a "roda das cores", a quem só havia visto o preto, o branco e, o cinzento.
Estou segura de que é por aqui o caminho e, estou convicta de que se Lisboa o trilhar será Solidária, levando os seus Cidadãos de Direito à Cidadania de Facto.
Maria Manuela Gonçalves
5/16/2005 01:30:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, maio 15, 2005
 
Agenda Blog
[069/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 16 a 20 de Maio de 2005



2ª Feira - Manuela Gonçalves;
3ª Feira - Pedro Biscaia;
4ª Feira - Natalina Moura;
5ª Feira - Rui Paulo Figueiredo;
6ª Feira - Jesuína Ribeiro.
5/15/2005 02:55:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, maio 12, 2005
 
Janela Lisboa
[068/2005]
Repovoar Lisboa
e Reinstalar a Terceira Idade


A visão estratégica pode ser atraiçoada pelo wishful thinking mas por vezes o sonho comanda a vida. Sonhar alto, o que hoje fazemos, pode ser um instrumento para a mobilização das pessoas e um contributo para a criação de saudáveis utopias
Vamos elencar um conjunto de alguns dos problemas que se colocam a Lisboa e sugerir um caminho para a sua solução integrada, com vista a contribuir para uma efectiva maior solidariedade, competitividade e modernidade de Lisboa.
Da implantação deste sonho, cuja execução, se prolongaria entre 2010 e 2025, poderia resultar uma Lisboa, com mais cerca de 200 mil habitantes e um novo modelo de habitação com uma nova forma de vida para uma parte significativa da sua 3ª idade.
Fenómeno I - Em 1960, Lisboa com 802 mil habitantes estava no seu auge da sua macrocefalia, representava 9% da população nacional e cerca de 53% da população da actual AML(Área Metropolitana de Lisboa).
Em 2001, com 564 mil habitantes representa pouco mais 5,4% da população nacional, apenas 21% da população da AML, sendo que esta nesse período cresceu 76% e atingiu os 2.682 mil habitantes.
Verifica-se que desde os anos sessenta e com uma pequena interrupção motivada pela absorção dos retornados na 2º parte dos anos setenta, vigora em Lisboa uma força centrífuga que projecta para fora de portas a maioria dos seus filhos (sobre a génese e consequências deste pernicioso fenómeno podemos debruçar-nos noutra ocasião).
Agora Lisboa começa a perder perigosamente população, começa mesmo a perder emprego. É preciso recuar para o século XIX para que Lisboa pese tão pouco no contexto nacional.
Lisboa perde actualmente quantitativa e qualitativamente porque há míngua de jovens (só cerca de 25% tem menos de 25 anos) e mais de 23% tem mais de 65 anos, são mais de 133 mil seniores. Há mais de um século que Lisboa não dispõe de tão poucos jovens enquanto os idosos crescem muito mais depressa, gerando a chamada revolução silenciosa.
Mais, a configuração da Grande Lisboa durante muitos anos um polvo, em que Lisboa era a cabeça, parece estar em metamorfose e poderá transformar-se num dragão de sete cabeças. A confirmar-se esta tendência, o actual modelo camarário de Lisboa, tem os anos contados, avizinham-se tensões intra-regionais.
Fenómeno II - O parque urbano lisboeta tem continuado a expandir-se mas também está envelhecido, cerca de 40% dos prédios tem mais de 60 anos (concluídos antes de 1945), estimando-se que esses imóveis tenham no seu conjunto quase cem mil apartamentos, na sua maioria arrendados ou devolutos.
São inúmeros os prédios que estão carenciados de uma grande intervenção. Nalguns casos precisam mesmo de ser demolidos porque não tem alicerces que garantam que possam resistir a um sismo de intensidade média-alta. Não estamos portanto apenas, perante um problema de más fachadas, mas de um grave problema, com múltiplas vertentes cujo combate tem sido sistematicamente adiado por razões financeiras(?).
Acresce que na cidade, cerca de 40 mil apartamentos estão devolutos e muitos em mau estado, pelo que a recuperação de imóveis ocupados e degradados é uma vastíssima tarefa.
Em Lisboa, haverá ainda que referir que temos mais de 70 mil pessoas que vivem sozinhas, a maioria delas provavelmente viúvas. Estas constituem cerca de 8% da população lisboeta, são cerca de 45 mil. São o grupo que poderá estar mais interessado numa situação de realojamento.
Fenómeno 3 - O envelhecimento é talvez o maior drama que Lisboa viverá nos próximos anos. Muitos são os idosos que vivem em 4º e 5º pisos, sem elevador, pelo que não saem à rua, são pessoas que vivem solitárias sem capacidade para cozinhar e tomar banho sozinhas, logo na total dependência de terceiros. A sua dispersão por dezenas de milhares de apartamentos dificulta o seu apoio domiciliário que vai-se tornando num autêntico quebra cabeças e num grande buraco financeiro.
Há portanto que encontrar fórmulas que permitam eficientemente melhorar a qualidade de vida da 3ª idade (e em especial da 4ªidade, que podemos encarar como sendo a faixa etária dos 80 anos em diante), de forma a reduzir o custo unitário dos apoios.
Reflexão I - Lisboa tem um parque urbano de quase 300 mil fogos para uma população de 564 mil habitantes. É claro o subaproveitamento.
Sendo devidamente recuperado e optimizado, este poderá proporcionar um aumento potencial da capacidade de alojamento de 150 mil a 250 mil habitantes. Esta poderá ser a grande oportunidade do rejuvenescimento de Lisboa. Se isso acontecesse, maiores níveis de riqueza e dinamismo poderiam caracterizar a capital a prazo.
Reflexão II - Urge uma nova filosofia para encarar o envelhecimento. Pessoalmente creio que os idosos deveriam ter a oportunidade de serem transferidos para novos tipos de equipamentos urbanos, à medida em que começassem a sentir-se sem forças para vencer autonomamente o seu isolamento.
Genericamente os apartamentos seniores, deveriam estar agrupados em condomínios, edificados para esse efeito no seu bairro ou freguesia e que lhes prestariam um conjunto variado de serviços, muito mais vasto que a habitação. Janela Lisboa
Alguns poderiam até ser dotados de equipamentos de saúde para praticas médicas e de enfermagem básicas.
Estamos a falar da necessidade e do benefício de realojar pelo menos 10% dos actuais residentes de Lisboa, nos próximos 20 anos. Considerando (sem estudos prévios) um custo per capita de cerca de 10 mil contos, temos cerca de 2,8 mil milhões de euros de investimentos directos.
Reflexão III - O realojamento da terceira idade além de dignificar a cidade, de ir ao cerne da solidariedade e da coesão social, aceleraria a recuperação da cidade e a sua vertente cosmopolita possibilitando, por exemplo, que Lisboa beneficiasse mais da Declaração de Bolonha que pode trazer à capital portuguesa milhares de estudantes, jovens especialistas e investigadores.
Haverá portanto, também, que estudar que tipo de residentes pretende Lisboa atrair para à posteriori, apurar que tipo de apartamentos podem satisfazer essas pessoas, antes de se iniciar esse processo de requalificação urbana.
Conclusão - Urge um esforço de recuperação do parque imobiliário de Lisboa e de realojamento de grande parte dos seus habitantes da terceira idade. É um esforço que terá de ser mais vasto e pensado que as tradicionais políticas de habitação social mas é um esforço que acredito valer a pena.
No final, os lisboetas poderão estar a escrever mais um direito na Constituição Portuguesa, o direito ao envelhecimento com dignidade e ao mesmo tempo demonstrar que as políticas sociais também podem ter um bom impacto na economia.
Carlos Lipari G. Pinto
5/12/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (1)



quarta-feira, maio 11, 2005
 
Sargeta
[067/2005]
Projecto Cidade Limpa

Como é do conhecimento geral todo o esforço que é feito na limpeza das ruas da nossa cidade, e não questionando agora o seu grau de eficácia, nunca será suficiente para manter Lisboa limpa se não existir uma mudança de atitude por parte dos cidadãos.
Por isso venho sugerir a dinamização de um Projecto Social a que se poderia chamar "Projecto Cidade Limpa" que teria como principal objectivo consciencializar toda a população para a importância da limpeza e conservação da cidade. As áreas prioritárias do projecto seriam a limpeza pública, higiene e saúde. O focus seria totalmente colocado na importância de cada um de nós reconhecer que é parte integrante da comunidade, e portanto, responsável por manter a cidade limpa.
Este projecto liderado pela CML mas com a participação de outras entidades transversais a todos os sectores da sociedade(juntas de freguesia, escolas, colectividades, associações de moradores, empresas privadas, etc) poderia promover, entre outras, as seguintes medidas
- Limpeza sistemática e "ostensiva" das ruas em locais de grande movimento e precisamente nas chamadas "horas de ponta". O facto das pessoas observarem um grande esforço na limpeza das ruas irá ajudar a inibi-las de sujar.
- Promoção "agressiva" de campanhas de sensibilização aproveitando toda a inovação tecnológica presente. Campanhas com frases do género "AJUDE A MANTER LISBOA LIMPA" na verdade não surtem o efeito desejado. Sugere-se a utilização de ecrans video e fotografias, estrategicamente colocadas, ou mesmo campanhas publicitárias televisivas, mostrando a "verdade nua e crua", a falta de civismo de alguns lisboetas, a sujidade vergonhosa de algumas zonas de Lisboa, usando como contraponto outros locais que são exemplares ou outras cidades que sejam exemplo. Lembram-se da última campanha contra a sinistralidade das estradas portuguesas? Lá estão os testemunhos reais sem quaisquer floreados. No fundo é preciso também mover uma campanha deste género em relação à limpeza das nossas cidades.
E porque não promover até campanhas de rua, em que por exemplo, e imitando um pouco a ideia da empresa do "homem do fraque", um "inspector do lixo" chamasse a atenção sobre aquele cidadão que atira o papel ou a beata para o chão, envergonhando-o perante o seu acto pouco cívico mas ao mesmo tempo exercendo uma acção pedagógica não só para esse cidadão em particular mas para todos os que o rodeiam naquele momento.
- Alertar sobre determinados produtos que não são biodegradaveis, e que sujam a cidade e sobre os quais a maioria das pessoas não tem consciência, tais como as pastilhas que ficam "grudadas" nos passeios e no asfalto dando uma imagem muito triste das ruas da nossa Lisboa, qual amálgama de óleo, pastilhas e beatas de cigarro
- Providenciar espaços para as pessoas colocarem os cigarros, ou existindo já papeleiras com essa função, chamar de alguma forma a atenção para o facto, pois muitas pessoas desconhecem que existe tal funcionalidade nas papeleiras.
É claro que as medidas acima propostas visam somente sensibilizar a população sobre a importância de manter as ruas da cidade limpas.
Uma outra estratégia passaria pela identificação e punição sistemática dos infractores e sobre isso também se poderia escrever um outro artigo neste Blog.
Deolinda Santos
5/11/2005 12:01:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, maio 10, 2005
 
Padrão Descobertas - Lisboa
[066/2005]
Como melhorar muito a Gestão
da Câmara Municipal de Lisboa?


Um caso verídico: em 2004, para vender um jazigo em Lisboa, um munícipe teve que esperar mais de seis meses. Porquê? Segundo informação dos serviços (e não tenho nenhuma razão para duvidar, até porque testemunhei o empenho e o interesse dos trabalhadores envolvidos), aconteceu que, com a mudança de pessoas no executivo camarário, não havia quem na CML tivesse competências para assinar a correspondente autorização.
Serve este caso para ilustrar que a melhoria da Gestão Municipal tem que ser um compromisso pessoal de quem tem maiores responsabilidades - o exemplo vem de cima, sempre ouvi dizer.
Que mensagem é que se transmite a todos os homens e mulheres que trabalham na CML quando:
- um munícipe fica à espera seis meses por uma autorização e a Câmara nem sequer toma a iniciativa de informar das razões do atraso?
- se aceita que se possa prejudicar os interesses dos munícipes por questões formais, às quais estes são completamente alheios?
- se consegue demorar 6 meses para resolver uma questão de competências?
A mensagem é simples: "Os munícipes que se aguentem!"
Acontece que, no Século XXI, aquela mentalidade é inaceitável. Em democracia, quando os eleitos estão de facto ao serviço das populações, tem que haver uma cultura de responsabilidade e de diligência, tem que se generalizar uma atitude proactiva na resolução dos problemas, têm que se adoptar normas de qualidade que permitam cumprir prazos de resposta, têm que existir profissionalismo e métodos de organização do trabalho que previnam a paralisia das instituições quando muda fulano A ou B. Nada disto está fora do alcance das pessoas em geral, excepto se não houver vontade ? é uma questão de querer, de brio, de educação, numa palavra, de atitude.
Como resolver a situação (como mudar de mentalidade)?
Quando o problema começa nos dirigentes máximos de uma organização, só há uma solução: mudar de dirigentes. Nas empresas privadas, os accionistas normalmente encarregam-se disso antes de a empresa ir à falência.
Nos órgãos do Estado, são os eleitores que fazem de "accionistas", mas só é possível fazê-lo em determinados momentos (nas Câmaras, como o Presidente da República não pode despedir os executivos camarários a meio dos mandatos, é preciso esperar pelas eleições). Assim, espero que, nas próximas eleições autárquicas, os lisboetas afirmem de forma muito clara que é a Câmara que está ao serviço dos munícipes e não é ao contrário.
João Paulo Matos
P. S.:
A Capital é muitas vezes como que uma montra do País. Não consigo deixar de pensar que, em Lisboa, a actual necessidade de melhorar a gestão do executivo camarário é apenas uma nova encenação do que se passou com o Governo de Portugal quando lá estavam os actores que agora estão na Câmara.
5/10/2005 01:56:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, maio 09, 2005
 
Lisboa Pesca
[065/2005]
Desporto e actividade física em Lisboa
- a dificuldade das coisas simples


Uma rápida visão sobre as características das principais cidades modernas estruturadas em torno da qualidade ambiental permite identificar alguns traços comuns:
São cidades com uma grande abundância de passeios seguros e livres de obstáculos, pistas para velocípedes, caminhos e passagens facilitadores da circulação de peões e de bicicletas;
São cidades onde existem instalações desportivas e recreativas próximo da residência da maioria dos habitantes, devidamente mantidas em boas condições e de utilização segura;
São, também, cidades onde existem programas que incentivam os membros da comunidade local a envolverem-se em actividades físicas e desportivas, a andar a pé, de bicicleta, bem como, a utilizarem efectivamente as infra-estruturas desportivas e recreativas à disposição.
Uma provável explicação para esta evidência poderá residir nas conclusões disponíveis em vários estudos e relatórios internacionais que identificam a actividade física moderada, como por exemplo o andar a pé e o andar de bicicleta, como responsáveis por um substancial benefício na saúde. Por outro lado, andar a pé é fácil, não exige especial habilidade ou equipamento, pode ser praticada pela maioria da população sem grande risco de acidente e, até é funcional: leva-nos a outros locais!
Devido à acentuada utilização do automóvel, sabemos que a população jovem não tem a oportunidade para andar a pé que as gerações anteriores tiveram, bem como, a construção de vias pedonais e para velocípedes foi quase totalmente desprezada nas últimas décadas.
Uma outra evidência da investigação sobre esta temática, permite reconhecer uma tendência para as pessoas serem mais activas nas zonas residenciais que tenham instalações de lazer e desporto nas proximidades reconhecidamente seguras.
Poder-se-á até questionar o interesse de estudos tão onerosos e complexos para se chegar a conclusões tão óbvias. O facto é que temos ignorado coisas tão óbvias e simples.
Porque nos afastámos tanto?
Talvez a natureza de alguns exija que se complique o que é simples mas, a verdade é que a nossa Lisboa está longe de corresponder às características que a permitam colocar no clube das cidades onde a qualidade de vida é sustentada pela qualidade ambiental e onde os cidadão são activos, solidários e saudáveis.
É provável que a diversidade de situações e de objectivos a ter em conta, as diferentes concepções e abordagens das gestões municipais anteriores tenham proporcionado esta situação de tão grande afastamento dos princípios enunciados. É, também, evidente que deverá estar afastada à partida a possibilidade de existir um modelo pré-estabelecido ou generosamente dado à luz por um punhado de iluminados que resolva o problema. Antes de mais, torna-se necessário encontrar uma metodologia que a partir da realidade existente, possa conduzir a identificação das necessidades e das prioridades, fixando as pistas de reflexão e de avaliação. Contributos essenciais para a consolidação e melhoria de um projecto de vida activa e desportiva local. Como tal, sendo um projecto, estará sempre em construção, recebendo durante o seu desenvolvimento ajustamentos e contributos de todos os actores locais: praticantes, treinadores, dirigentes dos clubes, autarcas, técnicos municipais, professores de educação física, médicos, etc., determinantes para a riqueza do debate e da reflexão necessária à sua implementação.
Poderá parecer muito complexo, difícil e impraticável com tanta gente, mas quem defende a pratica a democracia participativa sabe que é a única opção e, quem teve a oportunidade de conhecer experiências de outras cidades semelhantes à nossa, sabe que é possível.
Fomentar junto das estruturas locais, a disponibilidade para reflectir e implementar as soluções que promovam a melhor prática possível de Actividade Física e de Desporto, constituem actualmente um desafio para todos nós. Ficar à margem da discussão sobre as soluções de política desportiva para Lisboa e não participar na sua execução, afastar-nos-á cada vez mais do objectivo, abrindo caminho àqueles que andam por aí...
Mário Guimarães
5/09/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, maio 07, 2005
 
Agenda Blog
[064/2005]
Agenda de entradas no Blog do Fórum Cidade

Semana de 09 a 13 de Maio de 2005



2ª Feira - Mário Guimarães;
3ª Feira - João Paulo Matos;
4ª Feira - Deolinda Santos;
5ª Feira - Carlos Lipari;
6ª Feira -
5/07/2005 01:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, maio 06, 2005
 
Lisboa em postais antigos
[063/2005]
O estado da Câmara Municipal de Lisboa

Foi com muita apreensão que se viu a notícia, no jornal Público de 30/04/2005, de que a CM Lisboa, está a ser obrigada a devolver viaturas às empresas de aluguer de veículos, por falta de pagamento das respectivas rendas de aluguer.
Tal acontece porque a dívida da autarquia atinge níveis assustadores e porque ninguém consegue controlar os gastos desmesurados que estes senhores, que desgovernam a Câmara, continuam a fazer.
É preocupante que a dívida já atinja os 253 Milhões de euros, como reconheceu o actual vereador das finanças (Jornal de Notícias de 14/04/2005), dos quais 211 milhões são dívidas a fornecedores e empreiteiros. Sabe-se que há pessoas que fornecem a Câmara que não recebem um cêntimo há mais de um ano; por outro lado, há fornecedores que neste momento se recusam a trabalhar com a autarquia, pois não sabem quando receberão o que lhes já é devido, e não podem esperar eternamente pelos recebimentos. É o caso de algumas empresas que fazem a manutenção de viaturas e que por não receberem há longo tempo, já não arriscam a ficar mais tempo à espera.
É este o descalabro a que Santana Lopes e Carmona Rodrigues conduziram a CMLisboa.
Não se pode deixar a culpa morrer solteira, e neste caso ambos têm culpa pelo que têm estado a fazer a Lisboa.
Estão também a hipotecar o futuro da cidade, pois por muitos projectos e ambição que se tenha de fazer mais e melhor, se tivermos que pagar a dívida que estes dois senhores estão a gerar, não será fácil concretizar no imediato os nossos planos e sonhos.
Carmona Rodrigues ou Santana Lopes são as faces da mesma moeda. Têm modos de actuação diferentes, mas são bem iguais. Aliás, pode-se até questionar qual, ou quais, as obras que Carmona Rodrigues fez, ou mandou fazer.
Que se saiba nenhuma. O que para quem quer ser presidente de Lisboa é muito pouco.
Se olharmos para os níveis de execução das obras ou projectos sob sua responsabilidade, aí os valores não devem ultrapassar os 10%, pois a Intranet não funciona bem, nem a modernização administrativa alcançou os objectivos a que se propunha.
Acresce ainda que Carmona Rodrigues tendo sido, e sendo novamente, o responsável pelo PDM, que se saiba, nada mais ainda foi feito para além do que já estava trabalhado há mais de um ano, o que para quem queria ter um novo PDM neste mandato pouco foi realizado.
Também será importante referir que, enquanto responsável pelo património municipal, e embora a CMLisboa possua o que de mais moderno há em sistema de inventariação patrimonial (Sistema de Informação e Gestão) para efectuar o registo cadastral dos seus imóveis, muito poucos foram entretanto inventariados.
Ou seja, ainda hoje não se tem a certeza do número de imóveis que a Câmara possui.
O responsável por isto chama-se Carmona Rodrigues, pois era dele que dependia o processo de cadastro de edifícios propriedade da Câmara.
É necessário e urgente que estes senhores saiam da CMLisboa.
Só com uma vitória expressiva do PS se conseguirá este objectivo.
Com Manuel Maria Carrilho vamos dar um novo rumo a Lisboa
Secretariado da Acção Sectorial do Partido Socialista
Câmara Municipal de Lisboa
5/06/2005 12:40:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, maio 05, 2005
 
Forum Conclusões

[062/2005]
Publicação das conclusões dos grupos de trabalho do Forum Cidade

Conforme prometido disponibilizamos neste Blog todos os restantes anexos ao documento de Conclusões dos Grupos de Trabalho do Forum Cidade.
Na coluna da esquerda, imediatamente após a descrição dos objectivos, estão prontos para consulta (e download) os documentos em formato PDF.
BFC
5/05/2005 12:33:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Rossio - Lisboa
[061/2005]
O lugar certo

Lisboa, qualquer que seja a perspectiva pela a qual a olhássemos, sob o mandato das Câmaras presididas por Jorge Sampaio e João Soares, modificou-se completamente. Desde a política cultural à recuperação das edificações, sobretudo na zona histórica. Desde o fim das barracas até ao fim dos buracos nas ruas - não se lembram dos buracos nas ruas, no tempo do Eng. Abecassis, e do tapa destapa que ocorria todos os dias Desde o saneamento básico até á criação de parques de estacionamento na periferia da cidade, para só citar alguns exemplos - tudo isso foi conseguido de uma forma sustentável através de uma adequada planificação e com isso, Lisboa, por direito próprio ganhou o estatuto de capital europeia. Esse o seu lugar certo.
Com a eleição da Maioria que hoje governa a cidade, tudo tem regredido. É verdade que se tivermos em conta as obras anunciadas pelos outdoors, invocando, precisamente, o lugar certo, com os quais a Câmara gasta, em mera propaganda própria, de uma forma, a nosso ver, ilícita, o dinheiro dos contribuintes, os problemas da cidade já se encontravam resolvidas. Infelizmente, a propaganda não tem o condão de resolver os problemas reais dos cidadãos, nem aqueles que são objecto dessa propaganda. Infelizmente o túnel não está resolvido e esperemos que Deus não se esqueça de nós. As piscinas não existem, etc.
Mas cidadãos tem a sua vida do dia a dia. E essa cada vez está pior. São as filas de carros para entrar na cidade. São a desordem do transito, onde cada um pára quando quer e quando lhe apetece, descarrega a qualquer hora do dia e em qualquer sítio, sem que a Câmara regulamente as cargas e descargas, e fiscalize o seu cumprimento. São a impunidade da utilização dos passeios por automóveis. São o não cumprimento das regras de estacionamento sem que a Câmara fiscalize, o determinaria só por si uma redução do tráfico na cidade. São a falta de marcação das faixas de rodagem e das passadeiras de peões causadoras de inúmeros acidentes em relação aos quais é difícil apurar os responsáveis. etc, etc.
E não se diga que não há pessoal pois todos nós sabemos como são utilizados os agentes da Polícia Municipal - por exemplo, protecção pessoal do presidente, coisa nunca vista antes.
Tudo coisas que temos visto em países do terceiro mundo, mas não em qualquer cidade europeia
Por este andar falta a Câmara contratar mais um outdoor anunciando que o lugar certo para onde nos quer levar não é situado na Europa , mas mais a sul.
Esperemos que o tempo passe depressa e o povo de Lisboa se aperceba do caminho para onde o querem levar e indique a esta maioria o lugar certo, a porta da rua.
Anselmo Rodrigues
5/05/2005 12:07:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, maio 04, 2005
 
Forum Conclusões

[060/2005]
Foram, ontem, apresentadas as conclusões dos grupos de trabalho do Forum Cidade

Na sessão realizada num hotel de Lisboa presidida pelo Presidente do PS/Lisboa, Miguel Coelho, e pelo candidato a Presidente da Câmara Municipal, Manuel Maria Carrilho, participaram cerca de 200 militantes e simpatizantes do Partido Socialista.
Todos os documentos que foram distribuídos aos presentes, em CD-Rom, irão igualmente ser disponibilizados neste Blog do Forum Cidade, até ao final da presente semana.
Iniciamos hoje essa publicação com o documento Conclusões (formato PDF).
Na coluna da esquerda, imediatamente após a descrição dos objectivos, ficarão igualmente acessíveis, no mesmo prazo, todos esses links.
BFC
5/04/2005 02:29:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Escadinhas Lisboa
[059/2005]
Cidade solidária
Cidade das pessoas e para as pessoas


Nunca é demais insistir nesta temática, pois a cidade está cada vez mais "violenta" com as pessoas. Esta violência verifica-se não só na linguagem utilizada pelos transeuntes (linguagem desbragada), quando há alguém que chama a atenção para o simples facto de não despejarem sacos e o seu conteúdo, maços vazios de cigarros, fraldas e similares, etc, etc, para a rua.
Por sua vez quem circula em automóvel considera que deve limpar o carro utilizando o espaço público como "saco de lixo".
A cidade está abandonada e não há espaço para a delicadeza, educação, respeito, ou seja, numa palavra civismo.
Ninguém tem paciência nem respeito. Se o peão quer atravessar a rua e obriga o automobilista a parar quando atravessa a passadeira (que já existia devidamente marcada) irritam-se.
Mas, afinal, que cidade é esta onde apenas o carro tem direitos?
Estes são alguns dos exemplos , mas são muitos, muitos mais para demonstrar que não há solidariedade nem respeito pelas pessoas.
Esta não é a cidade que queremos.
Esta não é uma cidade Europeia.
Esta não é a cidade da luminosidade encantadora, esta não é a cidade das pessoas e para as pessoas.
Esta é uma cidade desordenada e desordeira, sem projecto, sem organização, sem respeito e insegura.
É necessário mudar este rumo.
É urgente haver uma nova governação para Lisboa, com projecto, com vontade de mudar!
Ana Sara Brito
5/04/2005 12:35:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, maio 03, 2005
 
Forum Conclusões
[058/2005]
Conclusões do Forum Cidade

O PS apresenta hoje, dia 3 de Maio, às 21:30, na sala Roma do Hotel Altis, as conclusões do Fórum Cidade.
O candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, estará presente.
BFC
5/03/2005 03:41:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Maria da Fonte - Lisboa

[057/2005]
Que papel estará reservado para nós, Jovens Socialistas,
nas próximas eleições Autárquicas?


Esta é uma questão que tem inquietado todos aqueles que como eu, aguardam expectantes o reconhecimento por parte do Partido Socialista, do que tem sido o papel e o trabalho da Concelhia da Juventude Socialista de Lisboa.
Terei que fazer um apurado exercício de memória para me recordar da última vez em que o Partido Socialista realizou alguma actividade e que algum camarada da JS não estivesse presente. Presente de alma e coração, presente quando o cartão do Partido já não andava na carteira. Quando as secções não enchiam de militantes, mas estavam cheias de camaradas.
Recordo-me de tempos difíceis, da inauguração do primeiro outdoor contestando as trapalhadas do Sr. Lopes, ali no meio da Cidade Universitária. Não seríamos mais de 15, mas foi um momento que encheu todos os Jovens Socialistas de Lisboa de orgulho. Ali estava o princípio do fim do pior mandato que me lembro na Câmara Municipal de Lisboa. Muito frio, num inicio de manhã. Maior que o nosso orgulho só a determinação com que alguns membros do Secretariado da Concelhia do PS de Lisboa e Ferro Rodrigues bateram palmas ao primeiro de muitos outdoors que começaram a fragilizar a maquilhagem Santanista.
Renovação, rejuvenescimento, integração, inovação. Estes são os termos que ouvimos falar na nossa relação com o PS.
Com base neste pressuposto, organizámo-nos, preparámo-nos e mobilizamo-nos.
Marcámos com a irreverência própria da Juventude todas as actividades em que estivemos presentes.
Em comum, todos temos o mesmo sentido de solidariedade, de fraternidade e igualdade. Ponto de honra para nós, Jovens Socialistas de Lisboa, seria que a integração dos nossos nomes em listas, não seria efectuada por quotas, mas sim por um projecto político.
Foi elaborado e sufragado. Com alguma vaidade mas sobretudo com muita determinação e confiança, apresentámos as nossas ideias do que queríamos para a nossa Cidade.
Da Juventude para os Jovens. Quem melhor do que nós?
Quem melhor do que aqueles que continuam sem as casas no centro de Lisboa? Quem melhor do que nós sabe o que é a insegurança nas ruas de Lisboa? Quem melhor do que nós sabe o que é a ausência de espaços jovens que possibilitam a coesão do tecido social e fortalecem os laços entre a comunidade?
Posso como Coordenador da Concelhia de Lisboa da Juventude Socialista, assegurar que o futuro do Partido está bem entregue.
Aqui está a Juventude, com capacidades técnicas e académicas, com um conhecimento profundo da realidade do Concelho, com uma determinação e vontade de trabalhar com sucesso. Com muita confiança em nós próprios, no futuro.
Aguardaremos com a mesma disciplina e rigor que nos caracteriza.
Aguardaremos sem que nada nem ninguém consiga beliscar o nosso socialismo.
Aguardaremos...
Pedro Pinto
Coordenador JS Concelhia de Lisboa
5/03/2005 03:09:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (1)



segunda-feira, maio 02, 2005
 
Azulejos - Lisboa

[056/2005]
Para uma Lisboa competitiva,
solidária e cosmopolita.


Hoje, cada vez mais, os cidadãos exigem uma maior participação das vereações da cultura na vida quotidiana das cidades, sendo importante que cada município constitua um grupo de trabalho que, em permanência, efectue uma reflexão sobre públicos, espaços e necessidades, que desperte potencialidades através de uma informação direccionada e que, ao mesmo tempo, equacione uma descentralização de meios de forma a assumir no terreno opções culturais adequadas aos públicos locais.
Há, portanto, que definir uma estratégia cultural para as cidades através da criação de objectivos a médio e longo prazo, integrando a actividade cultural na dinâmica da zona geográfica em causa, articulando iniciativas culturais com a alma de cada cidade e de onde deverá decorrer uma dinâmica cultural específica. Estas tarefas partem de uma prévia definição da missão cultural de cada autarquia, à qual se segue o estabelecimento de objectivos e definição de uma estratégia que os permita alcançar, tendo por pano de fundo o facto de a cultura induzir alterações no quotidiano das zonas urbanas. São etapas que, infelizmente, andam muito arredadas da generalidade das nossas autarquias, mesmo que se saiba que a cultura constitui um importante factor de coesão social. Da mesma forma, a resposta cultural deve ter em conta aspectos como o urbanismo, o estacionamento ou os transportes, deve articular, divulgar e potenciar as ofertas, e deve também pensar nos públicos diferenciados de que cada cidade dispõe. É nos espaços públicos que as cidades vivem, sendo que a sua vitalidade está intimamente relacionada com o multiculturalismo, que passa pela diversidade da oferta, pelos jovens, pela fruição dos espaços e pelos hábitos culturais dos cidadãos.
Havendo financiamentos e havendo uma produção variada e intensa que garantem a oferta, há que canalizar recursos financeiros para a formação de públicos, procurando superar uma realidade onde se ignoram as características dos vários públicos consumidores e da disputa que tal implica. Daí a responsabilidade das autarquias em criarem equipamentos de entrada adaptando-os aos eventos e a públicos específicos, em alternativa a uma realidade diária que consiste em se inaugurarem equipamentos e, posteriormente, se inventarem eventos para todos os públicos num mesmo espaço.
Ao mesmo tempo as cidades estão dotadas de um conjunto de bens, fruto de um somatório de várias épocas e de acções individuais ou colectivas, que podem ser potenciados em termos de imagem e de valor económico. Isso implica uma ideia clara do património existente, depois do que se pretende projectar com ele e, por último, a sua rentabilização e gestão. Estas opções passam, numa fase seguinte, por monitorizar os equipamentos existentes e levá-los a integrarem-se na vivência da cidade. Mais importante que construir teatros ou outros equipamentos, há que requalificar o património existente e, também, que lembrar de que não basta ter muitos visitantes num dado monumento, há sim, e principalmente, que integrá-lo na vida da cidade, de ele próprio ser um participante nessa vida.
Talvez o património seja o domínio onde é mais óbvia a articulação entre a cultura, a educação e o turismo. Ela é também um factor de competitividade e de cosmopolitismo de uma cidade e Lisboa dispõe de bons e variados trunfos neste domínio. Poderia e deveria ser mais profunda a investigação histórica da vida da cidade em épocas passadas, em articulação com as universidades ou com os investigadores, no que uma vereação da cultura pode ter um papel fundamental de dinamização.
A actividade cultural de uma cidade não só reflecte a memória e as ambições dessa cidade como a tornam respeitada e competitiva. Por mais acções de formação profissional que se façam, elas pouco poderão fazer pelo desempenho profissional dos portugueses se esbarrarem num déficit cultural que o Estado e os próprios cidadãos têm a obrigação de reduzir permanentemente. Por outro lado as preocupações do Estado no campo da Cultura e da Educação têm reflexos práticos no exercício pleno da cidadania e na forma como os cidadãos respondem aos desafios que no momento se colocam na participação política e na competitividade empresarial. Do muito que há a fazer destaca-se o integrar a actividade cultural na dinâmica das zonas metropolitanas, articulando iniciativas culturais com a alma das gentes e dos locais, garantindo meios para que os nossos bens culturais não sejam ?descobertos? e logo a seguir enterrados por falta de meios, que os investigadores sejam mais apoiados, que se estudem os públicos, os espaços e as necessidades, que se despertem potencialidades através de uma informação direccionada. Lisboa deverá no futuro ser uma cidade mais justa e mais solidária, recusando a exclusão, seja ela sócio-económica ou cultural, devendo ser por isso também uma cidade mais criativa, mais aberta e mais culta. Recorrendo a Manuel Maria Carrilho, candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, há que "fazer da cultura um eixo vivo e inspirador da acção política e da política uma actividade com uma assumida matriz cultural".
António Lopes
5/02/2005 01:09:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, maio 01, 2005
 
Cartaz Manuel Maria Carrilho
5/01/2005 02:35:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
[055/2005]
Olhem para mim

Olhem para mim
Que o tempo tem razão
(hoje não!)
Há momentos em que o tempo páraGravura Escudo Lisboa
Como esta noite
Em que as estrelas do céu me falam de poesia.
E meus versos viram veleiro
Nada os impede de viajar
Levam no mastro dianteiro
Este Tejo Marinheiro
Este Tejo feito mar
E o mar Oceano vira poema
Leva consigo o meu versejar
Este Tejo Mar de Prata
Carregado de Luar.
Amo a poesia,
Preciso dela para respirar
Tenho no peito Lisboa
Levo comigo Pessoa
E a saudade para voltar.
E já fui na caravela
Viajei por outras Nações
Agora que regressei
Avisto da minha janela
Estas terras de Camões.
Olhem para mim
E vejam como sou feliz!
Rogério Simões
Blog Poemas de Amor e Dor
5/01/2005 01:02:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



This page is powered by Blogger. Some Text